{"id":3184,"date":"2024-02-08T14:34:41","date_gmt":"2024-02-08T17:34:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3184"},"modified":"2024-03-12T14:35:27","modified_gmt":"2024-03-12T17:35:27","slug":"expedicao-a-amazonia-revela-o-que-os-manguezais-oferecem-as-comunidades-costeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/02\/08\/expedicao-a-amazonia-revela-o-que-os-manguezais-oferecem-as-comunidades-costeiras\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia mostra o que os manguezais oferecem \u00e0s comunidades costeiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Os manguezais s\u00e3o ecossistemas essenciais para as comunidades da Costa Amaz\u00f4nica Norte do Par\u00e1, pois s\u00e3o fontes de alimentos, renda, educa\u00e7\u00e3o, regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, controle de inunda\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de atividades culturais. \u00c9 o que revela um novo estudo produzido pelos professores Angelo Bernardino, do Departamento de Oceanografia da Ufes, e Margaret Owuor, da Wyss Academy for Nature, ambos pesquisadores da National Geographic Explorers &#8211; na foto acima, Owuor e Bernardino em trabalho de campo.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho, intitulado\u00a0<em><strong><a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fenvs.2024.1329006\/abstract\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fenvs.2024.1329006\/abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fluxo de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos de manguezais para comunidades costeiras na Amaz\u00f4nia brasileira<\/a><\/strong><\/em>, foi publicado nesta quarta-feira, 7, pela revista\u00a0<em>Frontiers in Environmental Science<\/em>.\u00a0O projeto de Bernardino e Owuor faz parte da expedi\u00e7\u00e3o Perpetual Planet Amaz\u00f4nia, da Rolex e da National Geographic, uma explora\u00e7\u00e3o plurianual e abrangente do Rio Amazonas que abarca toda a bacia, dos Andes ao Atl\u00e2ntico. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a primeira avalia\u00e7\u00e3o ampla dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos dos manguezais costeiros do Brasil. O pa\u00eds tem a segunda maior \u00e1rea de manguezais do mundo, com 700 mil hectares dentro da fronteira amaz\u00f4nica. Realizado em 13 comunidades, o estudo de Owuor e Bernardino descobriu que o funcionamento saud\u00e1vel dos manguezais fornece servi\u00e7os ecossist\u00eamicos essenciais para as comunidades costeiras locais, al\u00e9m de mostrar que as fontes de alimentos e as pr\u00e1ticas culturais s\u00e3o altamente dependentes n\u00e3o s\u00f3 dos manguezais, mas tamb\u00e9m dos habitats adjacentes das terras altas costeiras, como florestas e terras agr\u00edcolas. Foram entrevistadas mais de 100 fam\u00edlias a fim de compreender como as pessoas utilizam e valorizam os manguezais, incluindo a disposi\u00e7\u00e3o em dedicar tempo \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o desse ecossistema e a import\u00e2ncia econ\u00f4mica para as fam\u00edlias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1 bem&nbsp;documentado que os manguezais e as zonas \u00famidas costeiras s\u00e3o sumidouros de carbono significativos. No entanto, os manguezais tamb\u00e9m proporcionam benef\u00edcios diretos e indiretos \u00e0s comunidades locais, tais como a pesca e a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, que n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de quantificar, ainda mais em regi\u00f5es do mundo com escassez de dados\u201d, diz Owuor, primeira autora do estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara compreender melhor esses benef\u00edcios, bem como a liga\u00e7\u00e3o entre as pessoas e a natureza, o nosso estudo combinou dados qualitativos de entrevistas com as comunidades locais e mapas espaciais de uso da terra nas \u00e1reas adjacentes. Essa abordagem hol\u00edstica destaca n\u00e3o apenas como os habitats s\u00e3o considerados valiosos pelas comunidades, mas tamb\u00e9m demonstra a complexa liga\u00e7\u00e3o entre manguezais e habitats de terras altas\u201d, afirmou ela.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Implica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O professor Bernardino destacou que a pesquisa \u201ctem implica\u00e7\u00f5es significativas para a tomada de decis\u00f5es em torno de qualquer atividade econ\u00f4mica na Amaz\u00f4nia brasileira que possa amea\u00e7ar a exist\u00eancia ou a qualidade do habitat dos manguezais na regi\u00e3o, pois podemos vincular diretamente a sa\u00fade dos manguezais a m\u00faltiplos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos fornecidos \u00e0s comunidades que vivem nas proximidades\u201d. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele complementa: \u201cQuando olhamos para o fluxo de benef\u00edcios ecossist\u00eamicos, o seu valor para as comunidades costeiras locais \u00e9 evidente. Contudo, essas comunidades est\u00e3o entre as mais marginalizadas do pa\u00eds, e os benef\u00edcios sociais, econ\u00f4micos e culturais dos manguezais muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o compreendidos ou valorizados fora das comunidades.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expedi\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O programa National Geographic Perpetual Planet Expeditions apoia expedi\u00e7\u00f5es que visam explorar os ambientes mais cr\u00edticos do planeta. Ao aproveitar conhecimentos cient\u00edficos reconhecidos mundialmente e tecnologia de ponta que revelam novas percep\u00e7\u00f5es sobre os sistemas vitais para a vida na Terra, essas expedi\u00e7\u00f5es ajudam cientistas, decisores e comunidades locais a planejar e encontrar solu\u00e7\u00f5es para lidar com os impactos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ambientais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es da National Geographic Explorers&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fotos: Pablo Albarenga\/National Geographic&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas e Leandro Reis&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Os manguezais s\u00e3o fontes de alimentos, renda, educa\u00e7\u00e3o, regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e controle de 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