{"id":3240,"date":"2024-04-19T14:38:10","date_gmt":"2024-04-19T17:38:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3240"},"modified":"2024-05-07T17:09:31","modified_gmt":"2024-05-07T20:09:31","slug":"laboratorio-da-ufes-cria-exotraje-para-auxiliar-em-atividades-pesadas-e-repetitivas-na-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/04\/19\/laboratorio-da-ufes-cria-exotraje-para-auxiliar-em-atividades-pesadas-e-repetitivas-na-industria\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio da Ufes cria exotraje para auxiliar em atividades pesadas e repetitivas na ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0<strong>Ghenis Carlos Silva<\/strong>*<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no estudo Sa\u00fade Brasil 2018 revela que,&nbsp;em dez anos,&nbsp;foram registrados mais de 60 mil casos de Les\u00f5es por Esfor\u00e7os Repetitivos e Dist\u00farbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER\/Dort). Diante dessa realidade, uma pesquisa da Ufes est\u00e1 desenvolvendo um exoesqueleto para auxiliar em atividades fabris pesadas e repetitivas. O dispositivo funciona baseado em uma intera\u00e7\u00e3o humano-rob\u00f4, facilitando o carregamento de pe\u00e7as, caixas e outros materiais pesados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concedendo ao usu\u00e1rio um maior grau de mobilidade, o exoesqueleto atribui for\u00e7a para as articula\u00e7\u00f5es&nbsp;por meio&nbsp;de fios e cabos baseados em rob\u00f3tica branda, que s\u00e3o cabos acionados por sistemas mec\u00e2nicos flex\u00edveis. Adicionalmente, sensores em fibra \u00f3ptica est\u00e3o sendo integrados para extrair informa\u00e7\u00f5es de movimento do usu\u00e1rio. A pesquisa \u00e9 do Laborat\u00f3rio de Telecomunica\u00e7\u00f5es (LabTel), vinculado ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia El\u00e9trica da Ufes (PPGEE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os exoesqueletos que existem no mercado s\u00e3o passivos, ou seja, sem motores e baseados em pe\u00e7as mec\u00e2nicas com molas. Diferente disso, o prot\u00f3tipo desenvolvido na Ufes \u00e9 male\u00e1vel e usa motores, tornando-o ativo. \u201cO que estamos propondo \u00e9 um dispositivo flex\u00edvel que n\u00e3o atrapalhe nos movimentos dos membros. A ideia \u00e9 que seja algo de vestir e de f\u00e1cil uso\u201d, detalha Camilo Diaz, professor da Ufes&nbsp;e coordenador do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, o usu\u00e1rio vai \u201cvestir o dispositivo que, por sua vez, vai ajud\u00e1-lo no levantamento de cargas e na realiza\u00e7\u00e3o de movimentos repetitivos\u201d. Diaz explica que o dispositivo tem motores que atribuem for\u00e7a ao usu\u00e1rio. \u201cEmbora existam exoesqueletos no mercado, o custo deles \u00e9 muito elevado, por isso n\u00f3s focamos em ferramentas acess\u00edveis e de baixo custo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dispositivo ter\u00e1 sensibilidade para reconhecer se o usu\u00e1rio est\u00e1 tendo uma crise de fadiga muscular decorrente do levantamento excessivo de peso ou de movimenta\u00e7\u00f5es repetitivas. O exoesqueleto tamb\u00e9m pode ser adaptado para a \u00e1rea de reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas com sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/2024-04\/exoesquelot.png\" alt=\"Homem de costas, vestido com o exotraje. A foto mostra a parte de tr\u00e1s do equipamento.\" title=\"Parte de tr\u00e1s do exotraje\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fase de testes&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dispositivo est\u00e1 em fase de implementa\u00e7\u00e3o de controle. Os pesquisadores atuam com as articula\u00e7\u00f5es do cotovelo e logo pretendem trabalhar com as juntas dos ombros. Al\u00e9m disso, est\u00e3o realizando a instrumenta\u00e7\u00e3o do exoesqueleto com sensores de fibra \u00f3ptica, que v\u00e3o possibilitar uma maior mobilidade das articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O orientando de Diaz e estudante de doutorado do PPGEE, Lu\u00eds Jordy, informa que o desenvolvimento da automa\u00e7\u00e3o do equipamento \u00e9 o pr\u00f3ximo passo. \u201cUma parte do sistema de controle j\u00e1 est\u00e1 sendo desenvolvida. Estamos testando com sensores baseados em fibra \u00f3ptica para a aquisi\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros cinem\u00e1ticos e cin\u00e9ticos para conseguir retroalimentar o sistema de controle do rob\u00f4, ou seja, identificar quando \u00e9 preciso acionar o dispositivo\u201d, declara Jordy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto, nomeado de&nbsp;<em>Cyber-Physical Occupational Exoskeletons for Industry 4.0<\/em>, conta com a parceria das&nbsp;institui\u00e7\u00f5es Universidad del Rosario&nbsp;(Bogot\u00e1, Colombia); e University of the West of England e University of Bristol&nbsp;(Reino Unido). A pesquisa recebe financiamento e apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Pesquisa do Esp\u00edrito Santo (Fapes), do Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Esp\u00edrito Santo (CPID) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba mais sobre o exotraje\u00a0no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/C5jtNMJLQJS\/?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">perfil do Labtel<\/a><\/strong>\u00a0no Instagram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Bolsista em projeto de comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho e Sueli de Freitas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O dispositivo funciona baseado em uma intera\u00e7\u00e3o humano-rob\u00f4, facilitando o carregamento de pe\u00e7as, caixas e outros materiais pesados.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3241,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[178],"class_list":["post-3240","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-exotraje"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2.jpg",603,962,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-188x300.jpg",188,300,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2.jpg",603,962,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2.jpg",603,962,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2.jpg",603,962,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2.jpg",603,962,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-603x438.jpg",603,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-603x381.jpg",603,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-603x509.jpg",603,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/04\/2-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":4,"uagb_excerpt":"O dispositivo funciona baseado em uma intera\u00e7\u00e3o humano-rob\u00f4, facilitando o carregamento de pe\u00e7as, caixas e outros materiais pesados.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3240"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3240\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3243,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3240\/revisions\/3243"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}