{"id":3321,"date":"2024-07-16T16:47:16","date_gmt":"2024-07-16T19:47:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3321"},"modified":"2024-08-06T15:36:27","modified_gmt":"2024-08-06T18:36:27","slug":"dispositivo-criado-pela-ufes-faz-monitoramento-respiratorio-com-processamento-de-dados-via-smartphone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/07\/16\/dispositivo-criado-pela-ufes-faz-monitoramento-respiratorio-com-processamento-de-dados-via-smartphone\/","title":{"rendered":"Dispositivo faz monitoramento respirat\u00f3rio com processamento de dados via smartphone"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ghenis Carlos<\/strong>*<\/p>\n\n\n\n<p>Um dispositivo composto por sensores de fibras \u00f3pticas fixadas a um smartphone e imune a interfer\u00eancias eletromagn\u00e9ticas para realizar monitoramento respirat\u00f3rio foi criado por pesquisadores da Ufes vinculados ao LabSensores, laborat\u00f3rio que integra o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia El\u00e9trica da Ufes (PPGEE). O aparelho garante alto grau de mobilidade ao usu\u00e1rio e um processamento de dados constante, possibilitando o acompanhamento de idosos e pessoas com doen\u00e7as respirat\u00f3rias cr\u00f4nicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A caracter\u00edstica que diferencia o dispositivo criado dos que j\u00e1 existem no mercado \u00e9 a sua imunidade a interfer\u00eancias eletromagn\u00e9ticas, ondas que podem afetar o funcionamento de v\u00e1rios aparelhos. Segundo o orientador da pesquisa e professor do PPGEE da Ufes, Arnaldo Leal J\u00fanior, in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o propensas a provocar esse tipo de interfer\u00eancia, como \u00e9 o caso de exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"310\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem1-1024x310.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3322\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem1-1024x310.png 1024w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem1-300x91.png 300w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem1-768x232.png 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem1-1536x465.png 1536w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem1-2048x620.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEm casos assim, um dispositivo imune \u00e0 interfer\u00eancia \u00e9 muito importante. Acontece que muitas pessoas t\u00eam problemas de claustrofobia e precisam dar um retorno sobre a situa\u00e7\u00e3o de forma oral para os profissionais que est\u00e3o acompanhando o exame. Agora, com o dispositivo, a equipe cl\u00ednica consegue at\u00e9 prever, porque antes de a pessoa come\u00e7ar a passar mal \u00e9 poss\u00edvel ver diferen\u00e7as no padr\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. Ele explica que o telefone ou qualquer dispositivo de leitura fica fora da m\u00e1quina e da sala onde \u00e9 realizado o exame, mas o cabo de fibra \u00f3ptica, por ser imune \u00e0s interfer\u00eancias, pode ser acoplado ao paciente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras caracter\u00edsticas do aparelho s\u00e3o a fabrica\u00e7\u00e3o com materiais de baixo custo e a garantia de mobilidade ao usu\u00e1rio. A autora da pesquisa, L\u00edvia Gomes, diz que \u00e9 poss\u00edvel ir a diversos lugares com o dispositivo, desde que sua integridade seja mantida com o aux\u00edlio de alguma bolsa ou capa, e o monitoramento ir\u00e1 ocorrer se o ambiente proporcionar sinal de WiFi ou 4G, pois para acesso aos dados gerados pelo prot\u00f3tipo \u00e9 necess\u00e1rio que o smartphone esteja conectado \u00e0 rede.<\/p>\n\n\n\n<p>O prot\u00f3tipo foi feito a partir de um cinto el\u00e1stico, fibra \u00f3ptica polim\u00e9rica e um smartphone. O cinto el\u00e1stico \u00e9 colocado no entorno do abd\u00f4men ou do t\u00f3rax do volunt\u00e1rio e as duas extremidades da fibra s\u00e3o integradas ao celular. Uma extremidade \u00e9 fixada na lanterna do telefone de onde vai ser emitido o sinal \u00f3ptico. J\u00e1 a outra extremidade, na c\u00e2mera do telefone, onde esse sinal ser\u00e1 captado.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"716\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem2-1-1024x716.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3326\" style=\"width:289px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem2-1-1024x716.png 1024w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem2-1-300x210.png 300w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem2-1-768x537.png 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem2-1-1536x1074.png 1536w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem2-1-2048x1432.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cO celular funciona tanto como emissor de sinal de luz, atrav\u00e9s da lanterna do telefone, e como receptor desse sinal atrav\u00e9s da c\u00e2mera do aparelho. Ativando o dispositivo de monitoramento, a lanterna ir\u00e1 emitir luz, que ser\u00e1 propagada atrav\u00e9s da fibra. A c\u00e2mera do telefone vai captar esse sinal em forma de imagem constantemente. Ao respirar, esse sinal captado ir\u00e1 variar sua intensidade de luz, e atrav\u00e9s de m\u00e9todos de processamento de imagem, desenvolvidos no pr\u00f3prio celular, a varia\u00e7\u00e3o de imagem captada se transforma em um dado, tornando poss\u00edvel obter a frequ\u00eancia respirat\u00f3ria de forma cont\u00ednua, por exemplo, vinte respira\u00e7\u00f5es por minuto (RPM), quinze respira\u00e7\u00f5es por minuto (RPM)\u201d, detalha Gomes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Monitoramento remoto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m desenvolveram uma conectividade em nuvem, ou seja, os dados processados s\u00e3o enviados a um servidor de armazenamento. Pessoas autorizadas que tenham a chave e a senha podem acessar as informa\u00e7\u00f5es armazenadas, o que permite aos m\u00e9dicos acompanhar os dados da frequ\u00eancia respirat\u00f3ria de forma remota.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso \u00e9 importante quando a gente pensa em monitoramento remoto de pacientes. Voc\u00ea n\u00e3o precisa, por exemplo, no caso de um idoso, ter um cuidador ali s\u00f3 pra verificar isso, pois ele consegue, de forma remota, receber esses dados, otimizando tamb\u00e9m o tratamento. \u00c9 poss\u00edvel fazer gr\u00e1ficos atrav\u00e9s desses dados e criar um hist\u00f3rico do paciente que n\u00e3o vai se perder, fazer uma predi\u00e7\u00e3o de como est\u00e1 a sa\u00fade do paciente a longo prazo atrav\u00e9s de um hist\u00f3rico criado\u201d, aponta a autora.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa possui car\u00e1ter multidisciplinar, envolvendo alunos dos cursos de Fisioterapia, Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, Engenharia El\u00e9trica e Engenharia Mec\u00e2nica. Ainda teve apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Funda\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Pesquisa do Esp\u00edrito Santo (Fapes).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>*Bolsista em projeto de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O aparelho garante alto grau de mobilidade ao usu\u00e1rio e um processamento de dados constante, possibilitando o acompanhamento de idosos e pessoas com doen\u00e7as respirat\u00f3rias cr\u00f4nicas.\u00a0<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-3321","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5-300x197.png",300,197,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5-602x381.png",602,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5.png",602,395,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5-326x245.png",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2024\/07\/Imagem5-80x60.png",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O aparelho garante alto grau de mobilidade ao usu\u00e1rio e um processamento de dados constante, possibilitando o acompanhamento de idosos e pessoas com doen\u00e7as respirat\u00f3rias cr\u00f4nicas.\u00a0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3321"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3321\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3330,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3321\/revisions\/3330"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}