{"id":3344,"date":"2024-08-06T15:32:46","date_gmt":"2024-08-06T18:32:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3344"},"modified":"2024-08-27T16:37:39","modified_gmt":"2024-08-27T19:37:39","slug":"pesquisa-da-ufes-identifica-variantes-geneticas-mais-frequentes-em-idosos-com-excesso-de-peso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/08\/06\/pesquisa-da-ufes-identifica-variantes-geneticas-mais-frequentes-em-idosos-com-excesso-de-peso\/","title":{"rendered":"Estudo da Ufes identifica variantes gen\u00e9ticas mais frequentes em idosos com excesso de peso"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo in\u00e9dito orientado pela professora Fl\u00e1via Errera, do N\u00facleo de Gen\u00e9tica Humana (NGHM) do Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, identificou um conjunto de variantes do DNA que tendem a ser herdadas juntas, o que a ci\u00eancia chama de hapl\u00f3tipos, mais frequente em idosos brasileiros com excesso de peso e obesidade. A pesquisa foi realizada por Estev\u00e3o Carlos Silva Barcelos, durante o seu doutorado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biotecnologia da Ufes, em colabora\u00e7\u00e3o com outros pesquisadores da Federal do Esp\u00edrito Santo, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade de Per\u00fagia, na It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma pioneira em humanos, o estudo avaliou mais de tr\u00eas mil variantes de sequ\u00eancia de DNA do gene <em>NOTCH1, <\/em>que codifica um receptor celular crucial para o desenvolvimento humano e que parece ser um novo regulador do metabolismo. A pesquisa tamb\u00e9m mostrou, por an\u00e1lises computacionais, que as variantes alteram a atividade do <em>NOTCH1 <\/em>e de outros genes relacionados ao metabolismo e expans\u00e3o do tecido gorduroso.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Errera destaca que estudos como esse trazem \u00e0 tona varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas importantes para a nossa popula\u00e7\u00e3o. \u201cComo s\u00e3o conhecidos inibidores e ativadores desse gene, essas variantes t\u00eam um potencial de maior utilidade cl\u00ednica na era da medicina de precis\u00e3o, na qual as variantes gen\u00e9ticas s\u00e3o utilizadas para o diagn\u00f3stico, o c\u00e1lculo de riscos e para as decis\u00f5es terap\u00eauticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41598-024-65771-1\"><strong><u><strong>resultados da pesquisa foram publicados na revista Scientific Reports, do portf\u00f3lio Nature<\/strong><\/u><\/strong><\/a>, e podem ampliar o conhecimento sobre o complexo papel dos genes no desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO aumento da gordura corporal, associado \u00e0 perda progressiva da massa muscular, conhecida como sarcopenia, e altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas s\u00e3o eventos cada vez mais comuns relacionados \u00e0 idade e t\u00eam sido objeto de estudo em todo o mundo, devido \u00e0 sua forte rela\u00e7\u00e3o com o aumento do risco de eventos cardiovasculares e v\u00e1rias outras doen\u00e7as, incluindo o decl\u00ednio cognitivo. Evitar a perda de m\u00fasculos \u00e9 t\u00e3o ou mais importante quanto controlar o ganho de gordura, e o gene <em>NOTCH1 <\/em>parece ser central para a comunica\u00e7\u00e3o entre m\u00fasculo e gordura, bem como m\u00fasculo e c\u00e9rebro\u201d, afirmou Errera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sabe<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os idosos que tiveram o sequenciamento de DNA analisado s\u00e3o participantes do Projeto Sa\u00fade, Bem-Estar e Envelhecimento (Sabe), da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade, um dos maiores estudos epidemiol\u00f3gicos sobre envelhecimento do Brasil. Na \u00faltima d\u00e9cada, todo o genoma desses mais de mil idosos foi sequenciado por pesquisadores liderados pela professora Mayana Zatz, da USP, e consiste no primeiro projeto de genoma total da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que est\u00e1 dispon\u00edvel no primeiro arquivo on-line das muta\u00e7\u00f5es brasileiras, chamado de <a href=\"https:\/\/abraom.ib.usp.br\/\"><u>ABraOM<\/u><\/a>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Errera, \u201ccom esses dados gen\u00f4micos do projeto Sabe,\u00a0est\u00e1 sendo poss\u00edvel estabelecer conex\u00f5es entre as varia\u00e7\u00f5es no DNA e a sa\u00fade dos idosos, al\u00e9m de preencher uma lacuna importante que \u00e9 a falta de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas para a popula\u00e7\u00e3o brasileira, que, como sabemos, \u00e9 resultado de uma grande miscigena\u00e7\u00e3o, e que ainda n\u00e3o estava representada na maioria dos bancos de dados mundiais de pesquisas gen\u00f4micas at\u00e9 o lan\u00e7amento do ABraOM\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es dos pesquisadores<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>De forma pioneira em humanos, o estudo avaliou mais de tr\u00eas mil variantes de sequ\u00eancia de DNA do gene 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