{"id":3419,"date":"2024-10-31T16:23:46","date_gmt":"2024-10-31T19:23:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3419"},"modified":"2024-11-21T14:58:44","modified_gmt":"2024-11-21T17:58:44","slug":"outubro-rosa-cancer-de-mama-mata-mais-mulheres-negras-do-es","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/10\/31\/outubro-rosa-cancer-de-mama-mata-mais-mulheres-negras-do-es\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: c\u00e2ncer de mama mata mais mulheres negras no ES"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ghenis Carlos*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Esp\u00edrito Santo, a mortalidade por c\u00e2ncer de mama \u00e9 60% maior entre as mulheres negras (pretas e pardas). \u00c9 o que mostra uma pesquisa vinculada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva da Ufes (PPGSC) que investigou a sobrevida global das mulheres diagnosticadas com a doen\u00e7a que pauta a campanha do Outubro Rosa. Ao analisarem o contexto capixaba, os pesquisadores perceberam aumento crescente do n\u00famero de casos entre os anos de 2000 e 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>O perfil predominante das pacientes diagnosticadas com c\u00e2ncer de mama no ES inclui mulheres encaminhadas pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), com idade entre 41 e 60 anos, pardas, casadas, com ensino fundamental completo. Segundo a pesquisa, realizada pelo doutorando do PPGSC Raphael Pessanha, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor Lu\u00eds Carlos Lopes-J\u00fanior, a an\u00e1lise comprova que as desigualdades raciais dificultam o acesso a cuidados de sa\u00fade, o que pode incluir acesso tardio ao diagn\u00f3stico e a tratamentos adequados ou condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas que agravam a doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O autor do estudo e explica os aspectos sociais desses resultados: &#8220;Esses resultados v\u00e3o ao encontro da literatura cient\u00edfica internacional, a qual discute as disparidades e barreiras no acesso \u00e0 sa\u00fade, como diagn\u00f3sticos mais tardios, menor acesso a tratamentos de alta qualidade, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas que podem impactar na sa\u00fade. Mulheres negras tamb\u00e9m podem enfrentar preconceitos no sistema de sa\u00fade, resultando em cuidados inadequados ou menos personalizados, o que pode agravar a situa\u00e7\u00e3o\u201d, detalha Pessanha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobrevida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa revela ainda que 82% das mulheres diagnosticadas com c\u00e2ncer de mama possuem margem de sobrevida de ao menos cinco anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Para Pessanha, esse n\u00famero pode ser considerado um bom indicador de progn\u00f3stico, quando comparado a outras regi\u00f5es do Brasil, mas tamb\u00e9m aponta a necessidade de continuar melhorando as condi\u00e7\u00f5es de diagn\u00f3stico precoce e tratamento, especialmente para grupos de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise de sobrevida \u00e9 utilizada para avaliar a efic\u00e1cia dos tratamentos e medir o impacto das pol\u00edticas de sa\u00fade no quesito longevidade e qualidade de vida das pacientes. Esses estudos tamb\u00e9m podem revelar disparidades no tratamento e nos desfechos, permitindo que pol\u00edticas sejam ajustadas para atender melhor \u00e0s necessidades das pacientes. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia estudos referentes \u00e0 sobrevida das mulheres com c\u00e2ncer de mama no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDentro desse contexto de crescimento anual do n\u00famero de casos, estudos como o nosso s\u00e3o essenciais para compreender e analisar o perfil sociodemogr\u00e1fico e as caracter\u00edsticas da doen\u00e7a, bem como fatores associados \u00e0 sobrevida. Uma an\u00e1lise detalhada como essa ajuda a identificar padr\u00f5es de risco, entender a distribui\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e pode direcionar estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o mais eficazes no \u00e2mbito da rede de aten\u00e7\u00e3o oncol\u00f3gica do Esp\u00edrito Santo. Al\u00e9m disso, o estudo contribui para o aprimoramento de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para diagn\u00f3stico precoce, tratamento adequado e personalizado, e educa\u00e7\u00e3o sobre preven\u00e7\u00e3o e rastreamento\u201d, declara Pessanha.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa recebeu financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e contou com o apoio da Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesa), que forneceu os dados por meio da a\u00e7\u00e3o Vigil\u00e2ncia do C\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>As desigualdades raciais dificultam o acesso a cuidados de sa\u00fade, o que pode incluir acesso tardio ao diagn\u00f3stico e a tratamentos adequados ou 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