{"id":3467,"date":"2024-12-04T12:23:03","date_gmt":"2024-12-04T15:23:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3467"},"modified":"2024-12-26T14:23:42","modified_gmt":"2024-12-26T17:23:42","slug":"herbario-de-sao-mateus-chega-a-maioridade-com-18-mil-plantas-catalogadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2024\/12\/04\/herbario-de-sao-mateus-chega-a-maioridade-com-18-mil-plantas-catalogadas\/","title":{"rendered":"Herb\u00e1rio de S\u00e3o Mateus chega \u00e0 maioridade com 18 mil plantas catalogadas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Thiago Sobrinho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Herb\u00e1rios s\u00e3o cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de plantas secas que servem de base de apoio para pesquisas em diversas \u00e1reas cient\u00edficas. Um exemplo desse espa\u00e7o \u00e9 o Herb\u00e1rio Sames, localizado no campus da Ufes em S\u00e3o Mateus, que em novembro completou 18 anos de exist\u00eancia com um acervo de 18 mil plantas catalogadas, representativas dos ambientes de restinga e florestas de tabuleiros situados no norte capixaba e sul da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhos realizados por membros do Herb\u00e1rio j\u00e1 resultaram em descobertas de novas esp\u00e9cies de plantas. Al\u00e9m disso, o local ele \u00e9 fundamental para a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, auxiliando estudos de pesquisadores de diversas \u00e1reas, como Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Farm\u00e1cia e Agronomia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Herb\u00e1rio Sames oferece um importante suporte na forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, como o curso de Biologia Vegetal da Ufes, e agora o curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Natureza\u201d, ressalta o professor do Departamento de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias e Biol\u00f3gicas Luis Fernando Tavares, um dos coordenadores do Herb\u00e1rio ao lado do professor Guilherme de Antar, do mesmo departamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, al\u00e9m de Tavares e Antar, o Herb\u00e1rio Sames conta com a colabora\u00e7\u00e3o do bi\u00f3logo Michel Ribeiro e de bolsistas de apoio t\u00e9cnico e de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descobertas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora as florestas do Esp\u00edrito Santo j\u00e1 tenham sido estudadas por diversos pesquisadores, elas continuam revelando descobertas importantes para o conhecimento da biodiversidade capixaba. \u201cQuanto mais a gente estuda essas florestas, vai a campo e coleta plantas, mais encontramos esp\u00e9cies que ainda n\u00e3o eram do conhecimento da ci\u00eancia\u201d, destaca Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas descobertas foi feita no Parque Estadual de Ita\u00fanas, em Concei\u00e7\u00e3o da Barra. Trata-se de uma nova esp\u00e9cie de mirt\u00e1cea, planta da fam\u00edlia das goiabas, que foi batizada com o nome de&nbsp;<em>Eugenia itaunensis<\/em>&nbsp;em homenagem ao local em que foi coletada pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p>O Herb\u00e1rio Sames tamb\u00e9m trabalha com a produ\u00e7\u00e3o de mudas de plantas em risco de extin\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o caso da jueirana-fac\u00e3o, esp\u00e9cie da fam\u00edlia Dinizia, que pode chegar a 40 metros de altura e \u00e9 apontada como amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. \u201cEssa \u00e1rvore \u00e9 um verdadeiro tesouro nas nossas florestas\u201d, afirma o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que fonte prim\u00e1ria de informa\u00e7\u00e3o da flora capixaba, suporte para pesquisa ou descobertas de novas esp\u00e9cies de plantas, o trabalho realizado no Herb\u00e1rio Sames tamb\u00e9m contribui para estimular a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o ambiental para as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O espa\u00e7o desenvolve a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental que envolvem estudantes de escolas de n\u00edvel fundamental e m\u00e9dio localizadas na regi\u00e3o de S\u00e3o Mateus. \u201cO Herb\u00e1rio \u00e9 fundamentalmente um espa\u00e7o que conecta as pessoas \u00e0 diversidade\u201d, enfatiza Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o futuro, a coordena\u00e7\u00e3o do Herb\u00e1rio trabalha em projetos que visam contribuir para programas de recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Um deles consiste na cria\u00e7\u00e3o de um cat\u00e1logo das plantas das unidades de conserva\u00e7\u00e3o que ficam no norte do Estado, que ficar\u00e1 hospedado na p\u00e1gina do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro. \u201cEsses cat\u00e1logos s\u00e3o uma ferramenta important\u00edssima para auxiliar na gest\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o, onde \u00f3rg\u00e3os que controlam essas unidades, como ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade] e Iema [Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos], poder\u00e3o revisar ou planejar a gest\u00e3o delas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fotos: Acervo do Herb\u00e1rio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho e Sueli de Freitas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Mais do que fonte prim\u00e1ria de informa\u00e7\u00e3o da flora capixaba, suporte para pesquisa ou descobertas de novas esp\u00e9cies de plantas, o 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