{"id":3539,"date":"2025-03-11T18:33:35","date_gmt":"2025-03-11T21:33:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3539"},"modified":"2025-04-01T20:01:06","modified_gmt":"2025-04-01T23:01:06","slug":"exoesqueleto-de-mao-pode-ajudar-na-reabilitacao-de-pessoas-que-sofreram-um-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2025\/03\/11\/exoesqueleto-de-mao-pode-ajudar-na-reabilitacao-de-pessoas-que-sofreram-um-avc\/","title":{"rendered":"Exoesqueleto de m\u00e3o pode ajudar na reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas que sofreram AVC"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Ana Julia Cabral<\/strong>*<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Paralisia \u00e9 uma sequela frequentemente causada por Acidente Vascular Cerebral (AVC). Atualmente, mais de 110 milh\u00f5es de pessoas convivem com essas ou outras condi\u00e7\u00f5es ap\u00f3s sofrer um AVC, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do AVC. Nesse sentido, um exoesqueleto de m\u00e3o que usa sensores em fibra \u00f3ptica auxilia na reabilita\u00e7\u00e3o de movimentos e articula\u00e7\u00f5es das m\u00e3os.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"705\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-11-at-18.16.53-705x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3541\" style=\"width:345px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-11-at-18.16.53-705x1024.jpeg 705w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-11-at-18.16.53-207x300.jpeg 207w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-11-at-18.16.53-768x1115.jpeg 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-11-at-18.16.53-1058x1536.jpeg 1058w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-11-at-18.16.53.jpeg 1102w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O equipamento, desenvolvido no Laborat\u00f3rio de Telecomunica\u00e7\u00f5es (LabTel) da Ufes, consiste numa luva usada pelo paciente em sess\u00f5es de fisioterapia, com aux\u00edlio de profissionais de sa\u00fade. Com funcionamento a partir de bombas de ar, que auxiliam na abdu\u00e7\u00e3o e adu\u00e7\u00e3o de cada um dos dedos separadamente, o prot\u00f3tipo fornece dados precisos da evolu\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudante de doutorado do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia El\u00e9trica (PPGEE) da Ufes Juan Camilo Maldonado, \u201co exoesqueleto est\u00e1 sendo instrumentado com sensores de fibra \u00f3ptica para medir vari\u00e1veis f\u00edsicas, como for\u00e7a e \u00e2ngulo, a fim de desenvolver um controle que melhore a intera\u00e7\u00e3o com objetos e assista os movimentos do usu\u00e1rio na realiza\u00e7\u00e3o de atividades da vida di\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rob\u00f3tica e reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A realidade das pessoas que sobrevivem ao AVC envolve um longo caminho de recupera\u00e7\u00e3o e a tentativa de reverter sequelas f\u00edsicas. A paralisia, por exemplo, \u00e9 uma das consequ\u00eancias mais sentidas. A repeti\u00e7\u00e3o automatizada dos movimentos, com uso da luva, ajuda a restabelecer no\u00e7\u00f5es de for\u00e7a e movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aux\u00edlio do dispositivo, que transforma energia pneum\u00e1tica em energia mec\u00e2nica, o paciente passa por um processo de reabilita\u00e7\u00e3o acompanhado de perto por um profissional de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo das sess\u00f5es, o equipamento ajuda a pessoa a fazer o movimento com o aumento de for\u00e7a. Ao final do tratamento, o paciente recupera a no\u00e7\u00e3o motora para realiza\u00e7\u00e3o das atividades da vida di\u00e1ria e reduz a depend\u00eancia do aparelho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sistema \u00e9 leve e f\u00e1cil de carregar. A ideia \u00e9 que seja de uso fixo nas terapias, tendo o terapeuta \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da pessoa\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novos sensores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diferente dos exoesqueletos j\u00e1 comercializados, o projeto desenvolvido no LabTel faz o uso de sensores de fibra \u00f3ptica. Esse tipo de tecnologia \u00e9 potente e mais precisa, fornecendo dados mais exatos do processo de reabilita\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs sensores de fibra \u00f3ptica s\u00e3o usados para monitoramento da intera\u00e7\u00e3o humano-rob\u00f4, ou seja, monitoramos como o exoesqueleto interage com a m\u00e3o do usu\u00e1rio, como as for\u00e7as s\u00e3o transferidas do rob\u00f4 para os dedos, qual o \u00e2ngulo dos dedos, entre outros itens, para assim ter uma retroalimenta\u00e7\u00e3o do sistema e control\u00e1-lo para melhora do processo de reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, relata Camilo Arturo Diaz, professor do PPGEE e coordenador da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os estudantes respons\u00e1veis pelo desenvolvimento do projeto pretendem, no futuro, associar sensores de press\u00e3o &#8211; que transformam a press\u00e3o em sinais el\u00e9tricos &#8211; e sistema de dados de computadores, atribuindo mais fun\u00e7\u00f5es ao equipamento, como a possibilidade de obter marcadores de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e3o previstos testes incluindo aqueles que sofrerem um AVC. Com isso, ser\u00e1 poss\u00edvel avaliar a efic\u00e1cia do exoesqueleto na reabilita\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO equipamento vai ser testado primeiro em ambientes simulados, depois em usu\u00e1rios sadios e, no final, em pessoas com defici\u00eancia. Depois dos testes, ser\u00e1 analisada a possibilidade de disponibiliza\u00e7\u00e3o do exoesqueleto no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), por exemplo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 financiado pela Funda\u00e7\u00e3o Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>*Bolsista em projeto de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Imagens: LabTel<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O equipamento, desenvolvido no Laborat\u00f3rio de Telecomunica\u00e7\u00f5es, consiste numa luva usada pelo paciente em sess\u00f5es de fisioterapia<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3540,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[100,133,29],"class_list":["post-3539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-labtel","tag-pesquisa","tag-ufes"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16.png",3351,2328,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-300x208.png",300,208,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-768x534.png",768,534,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-1024x711.png",1024,711,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-1536x1067.png",1536,1067,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-2048x1423.png",2048,1423,true],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-1030x438.png",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-678x381.png",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-678x509.png",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-326x245.png",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/03\/image16-80x60.png",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O equipamento, desenvolvido no Laborat\u00f3rio de Telecomunica\u00e7\u00f5es, consiste numa luva usada pelo paciente em sess\u00f5es de fisioterapia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3539"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3551,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3539\/revisions\/3551"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}