{"id":3684,"date":"2025-07-24T16:01:40","date_gmt":"2025-07-24T19:01:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3684"},"modified":"2025-08-14T17:46:31","modified_gmt":"2025-08-14T20:46:31","slug":"descoberta-radiologica-acelera-diagnostico-de-doenca-que-atinge-o-sistema-nervoso-central","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2025\/07\/24\/descoberta-radiologica-acelera-diagnostico-de-doenca-que-atinge-o-sistema-nervoso-central\/","title":{"rendered":"Descoberta radiol\u00f3gica acelera diagn\u00f3stico de doen\u00e7a que atinge o Sistema Nervoso Central"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Sueli de Freitas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pesquisa in\u00e9dita, um grupo da Ufes descreveu achados em exames de imagem, principalmente em resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, que podem antecipar o diagn\u00f3stico de neurocriptococose \u2013 uma doen\u00e7a infecciosa que atinge o Sistema Nervoso Central e \u00e9 causada por fungos das esp\u00e9cies <em>Cryptococcus neoformans<\/em> e <em>Cryptococcus gattii<\/em>, encontrados em solo contaminado com excrementos de animais e madeira em decomposi\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa rendeu a publica\u00e7\u00e3o de dois artigos: <a href=\"https:\/\/www.neurology.org\/doi\/full\/10.1212\/WNL.0000000000200053\"><em><strong>Ensinando NeuroImage: Criptococose no Sistema Nervoso Central Mimetizando Neurocisticercose<\/strong><\/em><\/a>, que saiu na <em>Neurology<\/em>, uma das maiores revistas de neurologia do mundo; e <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rb\/a\/F5xYcmLdYJvMJyvKvtxMN5p\/\"><strong>O espectro dos achados radiol\u00f3gicos em neurocriptococose: uma s\u00e9rie de casos e revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/strong><\/a>, publicado na revista <em>Radiologia Brasileira<\/em>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A neurocriptococose atinge, especialmente, pessoas com sistema imunol\u00f3gico comprometido, como pacientes com aids, receptores de \u00f3rg\u00e3os transplantados e indiv\u00edduos com doen\u00e7as hematol\u00f3gicas malignas, e tamb\u00e9m pacientes imunocompetentes, ou seja, que n\u00e3o t\u00eam altera\u00e7\u00e3o na imunidade. H\u00e1 alto risco de \u00f3bito e desenvolvimento de sequelas neurol\u00f3gicas permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNosso grupo descobriu e descreveu, pela primeira vez, uma les\u00e3o c\u00edstica com um n\u00f3dulo perif\u00e9rico dentro dessa les\u00e3o acontecendo em pacientes com neurocriptococose. Essa descoberta ajuda a fazer o diagn\u00f3stico precocemente e a tratar os pacientes de forma assertiva, evitando a mortalidade, pois \u00e9 uma doen\u00e7a grav\u00edssima\u201d, explica o professor de Radiologia Marcos Rosa J\u00fanior, do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica da Ufes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi desenvolvido por Rosa Jr. junto com pesquisadores do setor de neurorradiologia do Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes (Hucam): Cl\u00e1udia Biasutti, infectologista do Hucam; Eduardo Cots e Anna Luisa Campos, m\u00e9dico e m\u00e9dica residentes; e Kezia Pinheiro e Matheus Rassele, ex-estudantes do curso de Medicina da Ufes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Destacando a import\u00e2ncia do estudo, Rosa Jr. explica que os crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico de outra doen\u00e7a infecciosa, a neurocisticercose \u2013 causada por t\u00eania que se aloja no c\u00e9rebro \u2013, apontavam que a presen\u00e7a nos exames de imagem de les\u00e3o c\u00edstica com n\u00f3dulo (compar\u00e1vel a uma pequena bola) confirmava com quase certeza a neurocisticercose. \u201cO que nosso grupo descobriu \u00e9 que a presen\u00e7a dessa les\u00e3o c\u00edstica com um n\u00f3dulo dentro n\u00e3o \u00e9 patognom\u00f4nico de neurocisticercose, ou seja, n\u00e3o \u00e9 um sinal t\u00e3o espec\u00edfico a ponto de diagnosticar essa doen\u00e7a, pois pode acontecer tamb\u00e9m na neurocriptococose, como descrevemos\u201d, diz o professor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Casos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, os pesquisadores envolvidos relatam que selecionaram nove casos de neurocriptococose&nbsp; \u2013 oito tratados no Hucam e um em outra institui\u00e7\u00e3o hospitalar \u2013 surgidos entre maio de 2014 e maio de 2022. Tamb\u00e9m foi feita uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura cient\u00edfica para identificar os padr\u00f5es de acometimento que podem subsidiar o diagn\u00f3stico de neurocriptococose em exames de imagem, usando as bases de dados PubMed, Embase e Lilacs para identificar artigos publicados entre julho de 1978 e maio de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFizemos a revis\u00e3o sistem\u00e1tica com busca na literatura, incluindo 416 artigos, e n\u00e3o encontramos essa descri\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, descrevemos pela primeira vez um caso espec\u00edfico na revista internacional. Para ilustrar o segundo artigo, foram escolhidos nove casos de neurocriptococose\u201d, explica Rosa Jr.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor informou que \u201cdepois da descri\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia das imagens [relacionando-as \u00e0 neurocriptococose], no nosso pr\u00f3prio servi\u00e7o [de sa\u00fade] apareceram outros casos semelhantes. Em um deles, rapidamente foram investigadas as duas doen\u00e7as [neurocriptococose e neurocisticercose] para que n\u00e3o houvesse d\u00favida no diagn\u00f3stico final. Hoje, outros pesquisadores est\u00e3o descrevendo esse achado e citando nosso trabalho inicial. Assim, ajudamos n\u00e3o s\u00f3 os nossos pacientes, mas a literatura mundial\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi parcialmente apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Imagens: acervo da pesquisa<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Revis\u00e3o: Monick Barbosa<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Essa descoberta ajuda a fazer o diagn\u00f3stico precocemente e a tratar os pacientes de forma assertiva, evitando a mortalidade, pois \u00e9 uma doen\u00e7a grav\u00edssima<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3685,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[304,303,306,305],"class_list":["post-3684","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-neurocisticercose","tag-neurocriptococose","tag-pesquisa-cientifica","tag-sistema-nervoso-central"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3.jpeg",1181,1063,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-300x270.jpeg",300,270,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-768x691.jpeg",768,691,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-1024x922.jpeg",1024,922,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3.jpeg",1181,1063,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3.jpeg",1181,1063,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-1030x438.jpeg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-678x381.jpeg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-678x509.jpeg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-326x245.jpeg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/07\/neurocriptococose-3-80x60.jpeg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Essa descoberta ajuda a fazer o diagn\u00f3stico precocemente e a tratar os pacientes de forma assertiva, evitando a mortalidade, pois \u00e9 uma doen\u00e7a grav\u00edssima","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3684"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3690,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3684\/revisions\/3690"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}