{"id":3880,"date":"2026-01-29T18:56:50","date_gmt":"2026-01-29T21:56:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3880"},"modified":"2026-02-20T08:19:39","modified_gmt":"2026-02-20T11:19:39","slug":"grupo-de-pesquisa-investiga-formas-de-aumentar-a-durabilidade-da-madeira-utilizada-na-industria-e-na-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2026\/01\/29\/grupo-de-pesquisa-investiga-formas-de-aumentar-a-durabilidade-da-madeira-utilizada-na-industria-e-na-construcao-civil\/","title":{"rendered":"Grupo de pesquisa investiga formas de aumentar a durabilidade da madeira utilizada na ind\u00fastria e na constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sueli de Freitas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo de pesquisa&nbsp;<em>Modifica\u00e7\u00e3o da Madeira,&nbsp;<\/em>vinculado ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Florestais&nbsp;(PPGCFL) do campus de Alegre, vem se dedicando a estudar os processos de modifica\u00e7\u00e3o da madeira destinada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil e \u00e0 ind\u00fastria com o objetivo de aumentar a resist\u00eancia \u00e0 biodeteriora\u00e7\u00e3o (degrada\u00e7\u00e3o ou dano provocado por seres vivos, principalmente fungos e insetos). O principal objeto de estudo do grupo tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de r\u00e1pido crescimento e rota\u00e7\u00f5es curtas. O grupo pesquisa tamb\u00e9m a madeira tropical da Amaz\u00f4nia brasileira, com foco na madeira de tauari, ideal para pisos, m\u00f3veis, portas e pain\u00e9is, por\u00e9m ainda pouco valorizada no mercado nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor e coordenador do grupo, Djeison Cesar Batista, explica que a modifica\u00e7\u00e3o da madeira, uma sub\u00e1rea da prote\u00e7\u00e3o da madeira, \u00e9 muito desenvolvida em termos cient\u00edficos e industriais, principalmente na Europa. Entretanto, \u00e9 um tema pouco estudado no Brasil. &#8220;A nossa produ\u00e7\u00e3o industrial de madeira modificada \u00e9 muito pequena. Assim, os principais focos do nosso grupo de pesquisa s\u00e3o gerar conhecimento sobre o processo aplicado \u00e0s mat\u00e9rias-primas brasileiras; divulgar o assunto; fornecer orienta\u00e7\u00e3o a empres\u00e1rios interessados e cooperar com pesquisadores brasileiros interessados\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pesquisas contam com parcerias de institui\u00e7\u00f5es brasileiras como as universidades federais de Lavras (UFLA), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do Mato Grosso (UFMT), do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa) e do Paran\u00e1 (UFPR); o Laborat\u00f3rio de Produtos Florestais do Servi\u00e7o Florestal Brasileiro; e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes), al\u00e9m de institui\u00e7\u00f5es internacionais como a Universidade Georg-August (Alemanha); a Universidade do Pa\u00eds Basco (Espanha); e o Centro Franc\u00eas de Pesquisa Agr\u00edcola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Modifica\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/system\/files\/styles\/cke_media_resize_medium\/private\/2026-01\/whatsapp_image_2026-01-23_at_13.20.55.jpeg?itok=Q6vnjXSB\" alt=\"Foto de uma planta\u00e7\u00e3o de Eucalyptus Grandis\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Planta\u00e7\u00e3o de Eucalyptus Grandis<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das integrantes do grupo de pesquisa na Ufes \u00e9 a doutoranda do PPGCFL Anna Clara Rupf, que estuda os efeitos da modifica\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica da madeira de&nbsp;<em>Eucalyptus grandis<\/em>&nbsp;em sistema fechado (pressurizado) e aberto (n\u00e3o pressurizado). A pesquisa d\u00e1 continuidade ao trabalho do mestrado, que teve o objetivo de avaliar a influ\u00eancia desses diferentes sistemas de modifica\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica da madeira na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do produto, na sua resist\u00eancia a fungos apodrecedores e na sua higroscopicidade, que \u00e9 a propriedade de absorver a umidade do ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o da pesquisadora, a modifica\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica \u00e9 uma alternativa sustent\u00e1vel aos tratamentos qu\u00edmicos convencionais, pois aumenta a durabilidade da madeira sem o uso de produtos t\u00f3xicos. \u201cAo prolongar a vida \u00fatil da madeira, tamb\u00e9m contribui para a diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sobre florestas nativas e para o uso mais eficiente dos recursos florestais plantados\u201d. Rupf destaca que os resultados da pesquisa \u201cpodem agregar valor \u00e0 madeira de eucalipto, que \u00e9 a principal ess\u00eancia florestal cultivada no Brasil, ampliando suas possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o em produtos de maior valor agregado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Prote\u00e7\u00e3o da madeira<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/system\/files\/styles\/cke_media_resize_medium\/private\/2026-01\/whatsapp_image_2026-01-23_at_14.58.28_1.jpeg?itok=oXVSwHOl\" alt=\"Foto dos frascos com madeira durante os ensaios com fungos\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Frascos com madeira durante os ensaios com fungos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Doutorando na&nbsp;<em>University of the Sunshine Coast<\/em>&nbsp;(UniSC), na Austr\u00e1lia, o bi\u00f3logo Paulo Henrique Silvares come\u00e7ou a pesquisar a modifica\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica da madeira durante o mestrado no PPGCFL\/Ufes, com foco na prote\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie tropical amaz\u00f4nica (tauari) contra fungos e cupins. No doutorado na Austr\u00e1lia, Silvares vai trabalhar com madeira de pinus e \u201cinvestigar a rela\u00e7\u00e3o entre umidade, desenvolvimento de mofo e durabilidade da madeira aplicada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil, com foco em produtos de madeira engenheirada (processada industrialmente) e madeira maci\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador, \u201cdo ponto de vista ambiental, a pesquisa contribui para a amplia\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil da madeira, reduzindo perdas por descarte precoce e incentivando o uso de um material renov\u00e1vel \u2013 quando v\u00eam de florestas plantadas ou manejadas de forma respons\u00e1vel, com reposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua \u2013 e de menor impacto ambiental na constru\u00e7\u00e3o civil se comparado a materiais como concreto e a\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm termos econ\u00f4micos\u201d, explica Silvares, \u201co trabalho tem potencial para reduzir custos associados a falhas por mofo, retrabalho e remedia\u00e7\u00f5es ineficientes, oferecendo \u00e0 ind\u00fastria ferramentas para tomada de decis\u00e3o mais precisa, t\u00e9cnica e baseada em risco&#8221;. Ele destaca que essas contribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o particularmente relevantes para o Brasil, onde a ado\u00e7\u00e3o da madeira na constru\u00e7\u00e3o civil ainda \u00e9 limitada por quest\u00f5es relacionadas \u00e0 durabilidade, manuten\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o de riscos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<br>Fotos: Acervo da pesquisa e Jaseem Hamza (CC)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O principal objeto de estudo do grupo tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de r\u00e1pido crescimento e rota\u00e7\u00f5es curtas<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3881,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[348,345,344,347,346],"class_list":["post-3880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-biodeterioracao","tag-eucalipto","tag-madeira","tag-madeira-tropical","tag-tauari"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45.jpeg",1600,1200,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-768x576.jpeg",768,576,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-1024x768.jpeg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-1536x1152.jpeg",1536,1152,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45.jpeg",1600,1200,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-1030x438.jpeg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-678x381.jpeg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-678x509.jpeg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-326x245.jpeg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/01\/WhatsApp-Image-2026-01-23-at-14.58.45-80x60.jpeg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O principal objeto de estudo do grupo tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de r\u00e1pido crescimento e rota\u00e7\u00f5es curtas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3880"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3882,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3880\/revisions\/3882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}