{"id":3917,"date":"2026-02-19T20:38:13","date_gmt":"2026-02-19T23:38:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3917"},"modified":"2026-04-02T16:59:00","modified_gmt":"2026-04-02T19:59:00","slug":"estudo-aponta-aquecimento-e-aumento-de-chuvas-em-vitoria-nos-ultimos-63-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2026\/02\/19\/estudo-aponta-aquecimento-e-aumento-de-chuvas-em-vitoria-nos-ultimos-63-anos\/","title":{"rendered":"Estudo aponta aquecimento e aumento de chuvas em Vit\u00f3ria nos \u00faltimos 63 anos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Adriana Damasceno<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vit\u00f3ria est\u00e1 mais quente e mais chuvosa h\u00e1 seis d\u00e9cadas. \u00c9 o que revela um estudo desenvolvido na Ufes, que analisou dados di\u00e1rios de temperatura do ar, precipita\u00e7\u00e3o e \u00edndices de extremos clim\u00e1ticos entre 1961 e 2023, com base em s\u00e9ries hist\u00f3ricas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os resultados apontam um processo cont\u00ednuo de aquecimento e de aumento no volume de chuvas na capital capixaba ao longo desses 63 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas observadas no munic\u00edpio de Vit\u00f3ria (ES) entre 1961 e 2023 foi elaborado pelo ge\u00f3grafo Vagner Siqueira Filho como Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) em Geografia, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor do Departamento de Geografia (DGeo) Wesley Correa. A pesquisa comparou dois per\u00edodos climatol\u00f3gicos (de 1961 a 1990 e de 1991 a 2023) para identificar mudan\u00e7as no comportamento da temperatura e da chuva, e compreender seus impactos no contexto municipal. Segundo o autor, an\u00e1lises em \u00e2mbito global nem sempre capturam as especificidades locais, o que torna os estudos em menor escala fundamentais para o planejamento das cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o TCC, a temperatura m\u00e1xima m\u00e9dia anual aumentou cerca de 1\u00b0C em 63 anos, enquanto a m\u00ednima m\u00e9dia subiu aproximadamente 1,3\u00b0C no mesmo per\u00edodo. O aumento mais expressivo ocorreu nas temperaturas m\u00ednimas, indicando noites progressivamente mais quentes na capital. J\u00e1 a precipita\u00e7\u00e3o total anual apresentou crescimento de cerca de 445 mil\u00edmetros ao longo de seis d\u00e9cadas, o que confirma a intensifica\u00e7\u00e3o do regime de chuvas no munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Desigualdade<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/02\/whatsapp_image_2026-02-12_at_09.35.55-1.jpeg\" alt=\"\" style=\"width:431px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Parte baixa do Morro do Rom\u00e3o<br><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<details class=\"wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow\"><summary><\/summary>\n<div class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-9f072c87 uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-icon-wrap\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\">Click here to this text. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.<\/p><\/div><\/div>\n<\/details>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo identificou maior frequ\u00eancia de eventos extremos de precipita\u00e7\u00e3o, com chuvas intensas concentradas em curtos per\u00edodos, associadas a riscos como alagamentos e deslizamentos em \u00e1reas urbanas. De acordo com Siqueira Filho, o problema n\u00e3o \u00e9 apenas chover mais, mas chover de forma mais concentrada, o que aumenta o potencial de danos, j\u00e1 que os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o se distribuem de forma homog\u00eanea: \u201cPopula\u00e7\u00f5es de bairros mais carentes est\u00e3o mais suscet\u00edveis a sofrer com os eventos extremos intensificados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Enquanto isso, quem disp\u00f5e de maiores recursos econ\u00f4micos e reside em bairros elitizados, apesar de tamb\u00e9m ser atingido, consegue minimizar os impactos e buscar alternativas de adapta\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra que a capital desfruta de praias e ventila\u00e7\u00e3o natural, o que favorece a dissipa\u00e7\u00e3o do calor e da umidade, mas alerta que a urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada e a verticaliza\u00e7\u00e3o podem intensificar o fen\u00f4meno da ilha de calor. \u201cVoc\u00ea sai para trabalhar de manh\u00e3 com temperaturas alt\u00edssimas antes das 7 horas. No outro dia, h\u00e1 uma chuva que dificulta at\u00e9 a sa\u00edda de casa. Tudo isso compromete a sa\u00fade f\u00edsica, emocional e psicol\u00f3gica, e amplia o desconforto. \u00c1reas verdes e corredores de vento s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas para enfrentar esse &#8216;forno \u00famido&#8217;, ajudando a criar microclimas mais confort\u00e1veis\u201d, sinaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Papel social<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Wesley Correa destaca que uma das fun\u00e7\u00f5es do ge\u00f3grafo \u00e9 justamente analisar os fen\u00f4menos que afetam a sociedade e propor solu\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas p\u00fablicas, planejamento territorial e a\u00e7\u00f5es mitigadoras. \u201cAo investigar como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o impactando o munic\u00edpio de Vit\u00f3ria, tanto a Universidade quanto a Geografia cumprem seu papel de estudar o fen\u00f4meno e propor medidas para que os gestores possam formular pol\u00edticas p\u00fablicas, como melhoria na drenagem, emprego de pavimentos perme\u00e1veis e bacias de reten\u00e7\u00e3o, aumento no plantio de \u00e1rvores e jardins de chuva, e a desocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de risco\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O TCC foi desenvolvido no \u00e2mbito do Grupo de Pesquisa em Climatologia (GPC\/Ufes), coordenado por Correa, e os \u00edndices de extremos clim\u00e1ticos foram calculados com a RClimDex, ferramenta reconhecida internacionalmente e vinculada \u00e0 Equipe de Especialistas em Detec\u00e7\u00e3o de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e \u00cdndices (ETCCDI, na sigla em ingl\u00eas), grupo internacional ligado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o ge\u00f3grafo pretende seguir com os estudos climatol\u00f3gicos no mestrado e no doutorado. \u201cTalvez avalie as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Esp\u00edrito Santo ou investigue mais de perto os problemas clim\u00e1ticos da capital capixaba em outros recortes, por meio de diferentes bases de dados\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em><strong><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/em><\/strong><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fotos: GPC\/Ufes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A temperatura m\u00e1xima m\u00e9dia anual aumentou cerca de 1\u00b0C em 63 anos, enquanto a m\u00ednima m\u00e9dia subiu aproximadamente 1,3\u00b0C no mesmo 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