{"id":3943,"date":"2026-04-02T16:55:27","date_gmt":"2026-04-02T19:55:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3943"},"modified":"2026-04-02T17:17:24","modified_gmt":"2026-04-02T20:17:24","slug":"pesquisa-da-ufes-mapeia-risco-de-queda-de-blocos-na-cachoeira-da-fumaca-em-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2026\/04\/02\/pesquisa-da-ufes-mapeia-risco-de-queda-de-blocos-na-cachoeira-da-fumaca-em-alegre\/","title":{"rendered":"Pesquisa da Ufes mapeia risco de queda de blocos na Cachoeira da Fuma\u00e7a, em Alegre"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sueli de Freitas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um ano da queda de um bloco rochoso na \u00e1rea de banho do Parque Estadual da Cachoeira da Fuma\u00e7a, no munic\u00edpio de Alegre, sul do Esp\u00edrito Santo, uma pesquisa liderada pela professora da Ufes Jenesca Flor\u00eancio, do Departamento de Geologia do Centro de Ci\u00eancias Exatas, Naturais e da Sa\u00fade (CCENS\/Alegre), est\u00e1 mapeando as \u00e1reas de risco para desprendimento de pedras, visando ao monitoramento permanente no local.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.16.52.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3953\" style=\"width:372px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.16.52.jpeg 720w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.16.52-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.16.52-678x509.jpeg 678w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.16.52-326x245.jpeg 326w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.16.52-80x60.jpeg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A professora e equipe<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Intitulada <em>\u201cAvalia\u00e7\u00e3o preliminar da favorabilidade \u00e0 queda de blocos no Parque Estadual da Cachoeira da Fuma\u00e7a\u201d<\/em>, a pesquisa est\u00e1 sendo executada em parceria com o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), a Defesa Civil de Alegre e a dire\u00e7\u00e3o do Parque Estadual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros trabalhos foram realizados em fevereiro \u00faltimo, quando a equipe utilizou drones de alta tecnologia para fotografar e fazer imagens em movimento e medi\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica no local, constituindo um acervo sobre as rochas para o futuro monitoramento. \u201cConseguimos identificar fraturas nas rochas, espa\u00e7amento grande entre os blocos e estruturas em imin\u00eancia de queda\u201d, relata a professora.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"613\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.17.05-e1775159684233-613x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3945\" style=\"aspect-ratio:0.598635405036596;width:230px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.17.05-e1775159684233-613x1024.jpeg 613w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.17.05-e1775159684233-180x300.jpeg 180w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-02-12-at-18.17.05-e1775159684233.jpeg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Drone usado na pesquisa<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo ela, a forma\u00e7\u00e3o rochosa em Alegre \u00e9 composta predominantemente por rochas metam\u00f3rficas fortemente deformadas: \u201cEssas rochas apresentam sistemas de fraturas e juntas resultantes de eventos tect\u00f4nicos antigos e mais recentes, al\u00e9m de processos naturais de desagrega\u00e7\u00e3o (f\u00edsico) e decomposi\u00e7\u00e3o (qu\u00edmico), que contribuem para a fragmenta\u00e7\u00e3o do maci\u00e7o e a forma\u00e7\u00e3o de blocos inst\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A fase atual da pesquisa consiste no processamento das imagens. Posteriormente, ser\u00e3o aplicadas metodologias para avaliar as dire\u00e7\u00f5es preferenciais de queda de blocos e os locais mais cr\u00edticos para isso ocorrer, al\u00e9m de monitorar o deslocamento de pedras e outras mudan\u00e7as nas rochas. O objetivo, diz a professora, \u00e9 prevenir acidentes, inclusive definir pontos mais seguros para visita\u00e7\u00e3o e banho dentro do parque. \u201cEstamos aguardando o per\u00edodo mais seco para voltar \u00e0 cachoeira, o que deve acontecer em junho ou julho\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto de extens\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Flor\u00eancio conta que a pesquisa na Cachoeira da Fuma\u00e7a, local tur\u00edstico da regi\u00e3o, surgiu em decorr\u00eancia do projeto de extens\u00e3o <em>\u201cPreven\u00e7\u00e3o de riscos naturais e antr\u00f3picos na cidade de Alegre-ES\u201d<\/em>, que ela j\u00e1 desenvolvia pela Ufes, auxiliando a Defesa Civil do munic\u00edpio em preven\u00e7\u00e3o de queda de encostas, inunda\u00e7\u00f5es e remanejamento de pessoas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu atuava nesse projeto de extens\u00e3o e, ap\u00f3s a queda do bloco de rocha na \u00e1rea de banho da cachoeira, em abril do ano passado, fizemos a solicita\u00e7\u00e3o ao Iema para pesquisar dentro do parque, que \u00e9 \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Em 2011, um outro professor j\u00e1 havia pesquisado o local, fazendo a caracteriza\u00e7\u00e3o das rochas. Mas naquela \u00e9poca n\u00e3o t\u00ednhamos a tecnologia que nos auxilia hoje para tra\u00e7ar o panorama inicial do parque e acompanhar as mudan\u00e7as com monitoramento permanente.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Duas quedas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Parque Estadual da Cachoeira da Fuma\u00e7a tem o registro de, ao menos, duas quedas de blocos de rocha. A primeira ocorreu em 2007, atingindo o estacionamento local. No dia 10 de abril de 2025, o deslizamento aconteceu nas proximidades da queda d&#8217;\u00e1gua principal, onde turistas costumam tomar banho. Felizmente n\u00e3o havia visitantes no local. Desde ent\u00e3o a \u00e1rea est\u00e1 interditada pelo Iema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Revis\u00e3o: Monick Barbosa<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Imagens: divulga\u00e7\u00e3o do projeto<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A forma\u00e7\u00e3o rochosa em Alegre \u00e9 composta predominantemente por rochas que apresentam sistemas de fraturas e juntas resultantes de eventos tect\u00f4nicos antigos e mais recentes, al\u00e9m de processos naturais de desagrega\u00e7\u00e3o (f\u00edsico) e decomposi\u00e7\u00e3o (qu\u00edmico), que contribuem para a fragmenta\u00e7\u00e3o do maci\u00e7o e a forma\u00e7\u00e3o de blocos 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