{"id":4067,"date":"2026-07-17T15:47:00","date_gmt":"2026-07-17T18:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=4067"},"modified":"2026-08-11T17:48:28","modified_gmt":"2026-08-11T20:48:28","slug":"pesquisa-investiga-saude-cardiovascular-de-policiais-e-identifica-fatores-associados-a-hipertensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2026\/07\/17\/pesquisa-investiga-saude-cardiovascular-de-policiais-e-identifica-fatores-associados-a-hipertensao\/","title":{"rendered":"Pesquisa investiga sa\u00fade cardiovascular de policiais e identifica fatores associados \u00e0 hipertens\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Adriana Damasceno<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dormir pouco pode representar um risco importante para a sa\u00fade cardiovascular, mesmo entre policiais de elite fisicamente ativos. Essa \u00e9 uma das conclus\u00f5es de uma pesquisa da Ufes que observou hipertens\u00e3o arterial em 53,2% dos participantes da amostra composta por integrantes da Companhia de Choque do Batalh\u00e3o de Miss\u00f5es Especiais (BME) da Pol\u00edcia Militar do Esp\u00edrito Santo (PMES). O estudo mostrou que, apesar de apresentarem elevados n\u00edveis de atividade f\u00edsica, os militares com press\u00e3o alta dormiam menos, acumulavam mais gordura corporal e registravam maior frequ\u00eancia de consumo de \u00e1lcool e tabagismo do que os colegas sem hipertens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi conduzido pelo mestrando e cabo do BME Renalt Gon\u00e7alves, com a colabora\u00e7\u00e3o do doutorando Geanderson Oliveira (cabo da PMES) e dos integrantes do Grupo de Estudos em Fisiologia Translacional Aplicada \u00e0 Sa\u00fade, ao Esporte e ao Desempenho Humano, coordenado pelo professor Danilo Bocalini, que tamb\u00e9m orientou o desenvolvimento do trabalho no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PPGEF\/Ufes). A pesquisa analisou indicadores cardiovasculares, antropom\u00e9tricos e comportamentais de 47 policiais militares e revelou que, entre todas as vari\u00e1veis analisadas, a qualidade e a dura\u00e7\u00e3o do sono apresentaram uma das associa\u00e7\u00f5es mais expressivas com os n\u00edveis de press\u00e3o arterial. Os policiais hipertensos dormiam em m\u00e9dia 6,2 horas por noite, enquanto os demais participantes registravam cerca de 7,7 horas de sono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados tamb\u00e9m indicaram que parte dos casos observados no estudo ainda n\u00e3o havia sido diagnosticada, j\u00e1 que nenhum dos policiais identificados com a doen\u00e7a possu\u00eda diagn\u00f3stico pr\u00e9vio ou fazia uso de medicamentos para controlar a doen\u00e7a. Mesmo entre militares com elevada pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, os pesquisadores observaram que os hipertensos apresentavam piores indicadores cardiovasculares e de composi\u00e7\u00e3o corporal em compara\u00e7\u00e3o aos colegas sem hipertens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Gon\u00e7alves, a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica n\u00e3o apresentou diferen\u00e7a entre os grupos avaliados. J\u00e1 o sono insuficiente esteve associado a n\u00edveis mais elevados de press\u00e3o arterial, sugerindo que interven\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 melhoria dos h\u00e1bitos de sono podem ajudar na preven\u00e7\u00e3o e no controle da hipertens\u00e3o entre esses profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Bocalini, os resultados encontrados nessa amostra apresentavam valores diferentes daqueles relatados em estudos com outras corpora\u00e7\u00f5es militares brasileiras, como os realizados com integrantes da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB) e do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais (Bope), do Rio de Janeiro, refor\u00e7ando a necessidade de monitoramento cont\u00ednuo da sa\u00fade cardiovascular desses profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gordura corporal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa identificou, ainda, que os militares hipertensos apresentavam maiores valores de percentual de gordura corporal, massa gorda e indicadores de adiposidade abdominal, fatores reconhecidamente associados ao aumento do risco cardiovascular. Al\u00e9m do \u00edndice de massa corporal (IMC), os pesquisadores analisaram medidas relacionadas ao ac\u00famulo de gordura na regi\u00e3o abdominal, considerado um importante indicador de risco para doen\u00e7as cardiovasculares, especialmente em popula\u00e7\u00f5es com elevada massa muscular, como militares e policiais. O consumo de bebidas alco\u00f3licas foi relatado por 68% dos integrantes do grupo hipertenso, contra 22% dos normotensos. O tabagismo tamb\u00e9m foi observado exclusivamente entre os policiais com hipertens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa de Gon\u00e7alves integra as atividades do Grupo de Estudos em Fisiologia Translacional Aplicada \u00e0 Sa\u00fade, Esporte e Desempenho Humano, vinculado ao Laborat\u00f3rio de Fisiologia e Bioqu\u00edmica Experimental. O estudo d\u00e1 continuidade a uma linha de investiga\u00e7\u00e3o dedicada a compreender como as exig\u00eancias da atividade policial afetam a sa\u00fade e o desempenho operacional dos agentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Foto: Renalt Gon\u00e7alves<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0Thereza Marinho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><br><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A pesquisa da Ufes constatou hipertens\u00e3o arterial em 53,2% dos participantes da amostra.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":4068,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-4067","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares.png",1280,960,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-300x225.png",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-768x576.png",768,576,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-1024x768.png",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares.png",1280,960,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares.png",1280,960,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-1030x438.png",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-678x381.png",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-678x509.png",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-326x245.png",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/07\/Policiais-militares-80x60.png",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A pesquisa da Ufes constatou hipertens\u00e3o arterial em 53,2% dos participantes da amostra.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4067"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4067\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4070,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4067\/revisions\/4070"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}