{"id":4094,"date":"2026-08-19T14:47:42","date_gmt":"2026-08-19T17:47:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=4094"},"modified":"2026-08-19T15:20:22","modified_gmt":"2026-08-19T18:20:22","slug":"pesquisadores-testam-nova-tecnologia-para-filtragem-de-oleo-mineral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2026\/08\/19\/pesquisadores-testam-nova-tecnologia-para-filtragem-de-oleo-mineral\/","title":{"rendered":"Estudo testa nova tecnologia para filtragem de \u00f3leo mineral"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Sueli de Freitas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova tecnologia para filtragem de \u00f3leos minerais emulsionados em \u00e1gua est\u00e1 sendo testada por uma equipe do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Energia (PPGEN) da Ufes, no Centro Universit\u00e1rio Norte do Esp\u00edrito Santo (Ceunes), em S\u00e3o Mateus. A base do experimento \u00e9 uma fibra vegetal encontrada no fruto da planta <em>Calotropis procera<\/em>, popularmente conhecida como flor-de-seda. Os resultados j\u00e1 alcan\u00e7ados at\u00e9 o momento apontam um menor consumo de energia no tratamento dos res\u00edduos gerados em processos industriais, com manuten\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 aumento da efici\u00eancia na remo\u00e7\u00e3o do \u00f3leo antes do descarte da \u00e1gua no meio ambiente. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"746\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/Fibra-746x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4106\" style=\"aspect-ratio:0.7285317106436553;width:211px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/Fibra-746x1024.jpeg 746w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/Fibra-219x300.jpeg 219w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/Fibra-768x1054.jpeg 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/Fibra.jpeg 899w\" sizes=\"auto, (max-width: 746px) 100vw, 746px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fibra da <em>Calotropis procera<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Os estudos com a fibra da <em>Calotropis procera<\/em> tiveram in\u00edcio no PPGEN\/Ufes em 2020. Duas disserta\u00e7\u00f5es de mestrado (dos estudantes Lucas Coutinho e Odilon de Oliveira)\u00a0 analisaram essa alternativa sustent\u00e1vel para tratar efluentes. Agora, Oliveira desenvolve sua tese de doutorado buscando o aperfei\u00e7oamento do processo de filtragem, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Eduardo Muniz, coordenador do Laborat\u00f3rio de Medidas de Propriedades F\u00edsicas de Materiais do PPGEN\/Ufes.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas pesquisas, e tamb\u00e9m estudos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desenvolvidos por estudantes de gradua\u00e7\u00e3o, est\u00e3o abrangidas pelo projeto Fibras Naturais para Remo\u00e7\u00e3o de \u00d3leo em \u00c1gua, coordenado por Muniz em parceria com o professor Nazareno Braga, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O projeto visa \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de um sistema filtrante para separa\u00e7\u00e3o de \u00f3leo emulsificado em \u00e1gua utilizando fibras de <em>Ceiba pentandra <\/em>(suma\u00fama), <em>Calotropis Procera<\/em> (flor-de-seda) e <em>Typha domingensis <\/em>(taboa).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-20-at-18.32.54-576x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4099\" style=\"aspect-ratio:0.5625022239618546;width:154px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-20-at-18.32.54-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-20-at-18.32.54-169x300.jpeg 169w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-20-at-18.32.54.jpeg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Equipamento de filtragem<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lubrifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-8f761849 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um sistema de filtra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo mineral com uso de componentes que apresentam um desempenho melhor e menor custo atende \u00e0 necessidade de tratamento de efluentes produzidos em ind\u00fastrias, oficinas mec\u00e2nicas e postos de combust\u00edveis. De acordo com os pesquisadores, os compostos decorrentes da lubrifica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, carros e equipamentos apresentam, em geral, baixa biodegradabilidade, levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma camada superficial de \u00f3leo que reduz a oxigena\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de rios e lagos. O \u00f3leo sobrenadante \u00e9 usualmente removido nas caixas de passagem de esgoto das empresas por meio de m\u00e9todos f\u00edsico-qu\u00edmicos de separa\u00e7\u00e3o de misturas heterog\u00eaneas. No entanto, o \u00f3leo emulsificado na \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 retido de forma eficiente por esse processo, permanecendo disperso no efluente. Por essa raz\u00e3o, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, emprega-se um sistema de filtra\u00e7\u00e3o espec\u00edfico para a remo\u00e7\u00e3o do \u00f3leo. <\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fibra da <em>Calotropis procera <\/em>\u00e9 oca e tem formato tubular. A adsor\u00e7\u00e3o ocorre em suas superf\u00edcies internas, sendo o processo de filtragem realizado com quatro camadas da fibra. Segundo o professor Muniz, \u201cum grama de fibra ret\u00e9m 80 gramas de \u00f3leo&#8221;. Ele afirma que os presquisadores &#8220;est\u00e3o testando outras plantas e poderemos ter, no futuro, esse filtro produzido em escala industrial\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da <em>Calotropis procera<\/em>, os testes ser\u00e3o feitos com fibras da suma\u00fama, que tamb\u00e9m possui comprovada efici\u00eancia na remo\u00e7\u00e3o de \u00f3leo em \u00e1gua, e com a fibra da taboa, muito comum no Esp\u00edrito Santo, cuja aplica\u00e7\u00e3o para filtragem tem menos evid\u00eancias at\u00e9 o momento. \u201cJ\u00e1 existem estudos sobre o uso dessas fibras, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 uma compara\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica entre elas e um estudo de sua viabilidade para filtrar volumes maiores de efluentes\u201d, ressaltou Muniz. Ele informou que no projeto ser\u00e1 feita a caracteriza\u00e7\u00e3o detalhada das fibras, \u201cprocurando associar sua estrutura com a capacidade de absor\u00e7\u00e3o de \u00f3leo\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"539\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-13.45.01-1-539x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4098\" style=\"aspect-ratio:0.5263836924267836;width:171px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-13.45.01-1-539x1024.jpeg 539w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-13.45.01-1-158x300.jpeg 158w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-13.45.01-1-768x1459.jpeg 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-13.45.01-1-808x1536.jpeg 808w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-07-27-at-13.45.01-1.jpeg 842w\" sizes=\"auto, (max-width: 539px) 100vw, 539px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Calotropis procera<\/em><\/strong>&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pesquisas do projeto Fibras Naturais para Remo\u00e7\u00e3o de \u00d3leo em \u00c1gua est\u00e3o relacionadas ao sexto dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ODS-ONU), que tem como meta assegurar a disponibilidade e a gest\u00e3o sustent\u00e1vel da \u00e1gua pot\u00e1vel e do saneamento b\u00e1sico para todas as pessoas at\u00e9 o ano de 2030.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que \u00e9 a <\/strong><strong><em>Calotropis procera<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-8f761849 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Calotropis procera<\/em> \u00e9 uma planta nativa do Norte da \u00c1frica e do Sudoeste da \u00c1sia (Oriente M\u00e9dio), j\u00e1 tendo se difundido por v\u00e1rias regi\u00f5es tropicais do mundo. No Brasil, est\u00e1 presente na Regi\u00e3o Nordeste e tamb\u00e9m no norte do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 conhecida por ter uma seiva t\u00f3xica. A fibra que est\u00e1 sendo pesquisada est\u00e1 na parte interna do fruto, e assemelha-se a um algod\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Revis\u00e3o: Monick Barbosa<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Imagens: acervo dos pesquisadores<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Os resultados j\u00e1 alcan\u00e7ados at\u00e9 o momento apontam um menor consumo de energia no tratamento dos res\u00edduos gerados em processos industriais, com manuten\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 aumento da efici\u00eancia na remo\u00e7\u00e3o do \u00f3leo antes do descarte da \u00e1gua no meio ambiente. 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