{"id":4113,"date":"2026-08-25T18:10:52","date_gmt":"2026-08-25T21:10:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=4113"},"modified":"2026-09-21T17:27:16","modified_gmt":"2026-09-21T20:27:16","slug":"alimentacao-pode-influenciar-risco-de-depressao-aponta-estudo-com-mais-de-7-mil-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2026\/08\/25\/alimentacao-pode-influenciar-risco-de-depressao-aponta-estudo-com-mais-de-7-mil-brasileiros\/","title":{"rendered":"Alimenta\u00e7\u00e3o pode influenciar risco de depress\u00e3o, aponta estudo com mais de 7 mil brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pesquisa desenvolvida no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade (PPGNS) da Ufes identificou que padr\u00f5es de ingest\u00e3o de nutrientes est\u00e3o associados ao diagn\u00f3stico de depress\u00e3o em adultos, indicando que a alimenta\u00e7\u00e3o pode desempenhar papel relevante na sa\u00fade mental. O estudo analisou dados de 7.617 participantes do projeto Coorte de Universidades de Minas Gerais Plus&nbsp; (Cume+), sendo 67,9% do sexo feminino e 32,1% do sexo masculino. Os resultados mostram que determinados perfis nutricionais podem tanto aumentar quanto reduzir a probabilidade da depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho foi conduzido pelo mestre Jo\u00e3o Vitor dos Santos, orientado pelo professor Jos\u00e9 Luiz Rocha, do PPGNS\/Ufes, com base em informa\u00e7\u00f5es coletadas em brasileiros das cinco regi\u00f5es do Brasil entre os anos de 2016 e 2022. Dos participantes, 13,2% relataram diagn\u00f3stico de depress\u00e3o, percentual semelhante ao observado em outros estudos nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando m\u00e9todos estat\u00edsticos para identificar padr\u00f5es de nutrientes, os pesquisadores encontraram dois perfis principais de consumo. Um deles, caracterizado pela ingest\u00e3o de alimentos de origem animal, apresentou associa\u00e7\u00e3o com maior chance de depress\u00e3o. Um outro padr\u00e3o, considerado anti-inflamat\u00f3rio \u2013 com ingest\u00e3o de frutas, verduras, oleaginosas e gr\u00e3os integrais, por exemplo, abacate, castanhas, aveia, legumes e hortali\u00e7as \u2013, demonstrou um efeito protetor sobre os participantes do estudo, reduzindo em cerca de 25% a probabilidade de diagn\u00f3stico do transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O padr\u00e3o anti-inflamat\u00f3rio inclui maior consumo de gorduras saud\u00e1veis, como \u00e1cidos graxos poli-insaturados, \u00f4mega-6, lip\u00eddio, \u00f4mega-3 e \u00e1cidos graxos monoinsaturados, al\u00e9m de minerais como o sel\u00eanio \u2014 nutrientes conhecidos por sua atua\u00e7\u00e3o no funcionamento do sistema nervoso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, dietas ricas em compostos antioxidantes e anti-inflamat\u00f3rios podem contribuir para a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, enquanto padr\u00f5es alimentares com maior potencial inflamat\u00f3rio podem favorecer o desenvolvimento do transtorno depressivo. \u201cOs resultados refor\u00e7am a ideia de que a alimenta\u00e7\u00e3o deve ser analisada como um conjunto, e n\u00e3o apenas por nutrientes isolados\u201d, afirma Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O efeito protetor do padr\u00e3o anti-inflamat\u00f3rio foi observado em diferentes grupos, incluindo mulheres, indiv\u00edduos com excesso de peso e pessoas sedent\u00e1rias, sugerindo que a alimenta\u00e7\u00e3o pode atuar como estrat\u00e9gia complementar mesmo na presen\u00e7a de outros fatores de risco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar das evid\u00eancias, o professor Rocha destaca que o estudo n\u00e3o permite estabelecer rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito, mas aponta caminhos importantes para futuras investiga\u00e7\u00f5es. \u201cOs achados refor\u00e7am o papel da promo\u00e7\u00e3o de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel como estrat\u00e9gia potencial na preven\u00e7\u00e3o e no manejo da depress\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi divulgada como artigo na<strong> <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/09637486.2026.2654461\">Revista Internacional de Ci\u00eancias Alimentares e Nutri\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que \u00e9 o Cume+<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto Cume+ \u00e9 um estudo longitudinal do tipo <em>coorte <\/em>aberta, aquele em que os participantes podem entrar ou sair do grupo acompanhado de forma flex\u00edvel. O estudo teve in\u00edcio em 2016, com a participa\u00e7\u00e3o de egressos das universidades federais do Estado de Minas Gerais. A Ufes entrou no projeto em 2023, assim como universidades do Paran\u00e1 e do Rio Grande do Sul, sendo os participantes ex-alunos dessas institui\u00e7\u00f5es de ensino. O Cume+ objetiva avaliar o impacto do padr\u00e3o alimentar e da transi\u00e7\u00e3o nutricional brasileira na ocorr\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Revis\u00e3o: Monick Barbosa<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Os resultados mostram que determinados perfis nutricionais podem tanto aumentar quanto reduzir a probabilidade da depress\u00e3o.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3847,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[397,398,275],"class_list":["post-4113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-depressao","tag-nutrientes","tag-saude-mental"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA.png",1536,1024,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-300x200.png",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-768x512.png",768,512,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-1024x683.png",1024,683,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA.png",1536,1024,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA.png",1536,1024,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-1030x438.png",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-678x381.png",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-678x509.png",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-326x245.png",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2025\/12\/Sofrimento-psiquico-IA-80x60.png",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli-checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os resultados mostram que determinados perfis nutricionais podem tanto aumentar quanto reduzir a probabilidade da depress\u00e3o.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4113"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4119,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4113\/revisions\/4119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}