{"id":486,"date":"2019-09-17T09:29:19","date_gmt":"2019-09-17T12:29:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=486"},"modified":"2019-09-17T09:37:15","modified_gmt":"2019-09-17T12:37:15","slug":"brincadeira-de-lutinha-levada-a-serio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/09\/17\/brincadeira-de-lutinha-levada-a-serio\/","title":{"rendered":"Brincadeira de lutinha levada a s\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por Camila Fregona<\/em> \u2013<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Pesquisa revela como os elementos l\u00fadico-agressivos contribuem para o desenvolvimento da crian\u00e7a<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O brincar da crian\u00e7a pode parecer simples, mas representa uma de suas principais formas de expressividade. Por meio de jogos e brincadeiras, ela interage com o meio f\u00edsico e social, constr\u00f3i e internaliza conhecimentos e produz cultura. E tamb\u00e9m cria e afirma o seu modo peculiar de ser e estar no mundo. \u201cQuando brincam, as crian\u00e7as constroem, por meio de sua cultura de pares, diferentes modos de jogar e de brincar, que nem sempre s\u00e3o compreendidos por um observador externo, mas que conferem a elas coes\u00e3o e sentido. Por meio do jogo e da brincadeira, a crian\u00e7a cria pontes entre a fantasia e a realidade, interage e se constitui socialmente\u201d, explica a pesquisadora e professora de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Raquel Firmino Magalh\u00e3es Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ingressar no mestrado, Raquel iniciou um estudo para conhecer o imagin\u00e1rio infantil sob as influ\u00eancias da m\u00eddia televisiva na cultura l\u00fadica contempor\u00e2nea. Naquele momento, a pesquisa revelou que o componente da ludicidade, da luta e da agressividade se faziam presentes na maioria das brincadeiras observadas e registradas com as crian\u00e7as. Elas surgiam de forma espont\u00e2nea e intensamente associada aos desenhos animados. No doutorado, conclu\u00eddo na Ufes em 2018, a professora aprofundou esses estudos e construiu a tese sobre o que definiu como hibridismo brincante.<\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a, ao brincar, combina fantasias, linguagens e comportamentos. Independentemente do tipo de brincadeira, uma caracter\u00edstica comum \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre o mundo real e o da fantasia. Observando esses aspectos, a pesquisadora considerou a condi\u00e7\u00e3o de hibridismo da brincadeira. Ela conta que \u201cO hibridismo brincante \u00e9 compreendido por entrecruzamentos de a\u00e7\u00f5es e de aspectos simb\u00f3licos que podem surgir da jun\u00e7\u00e3o de comportamentos distintos durante o jogo. Neste estudo, o que ficou evidenciado nas brincadeiras infantis foi a articula\u00e7\u00e3o entre tr\u00eas rubricas: da ludicidade, da agressividade e do nonsense\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"4752\" height=\"3168\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/IMG_8616-compressed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-573\" \/><figcaption>Mundo real e fantasia se unem por meio da brincadeira. Foto: Lidia Neves\/Ufes<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas caracter\u00edsticas fundamentaram o conceito do hibridismo brincante, que compreende o homo ludens como o ser da ludicidade e da fantasia, o homo violens como o ser da agressividade e do poder e o homo demens como o ser do nonsense, da desraz\u00e3o e da&nbsp; incoer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a autora, entre as possibilidades do hibridismo brincante, destacam-se as brincadeiras l\u00fadico-agressivas. \u201cElas se caracterizam por alguma disputa ou confronto de natureza simb\u00f3lica e corporal, evidenciando a preval\u00eancia de elementos l\u00fadicos juntamente com a busca de excita\u00e7\u00e3o, de poder, de agressividade, de combate, de nonsense e de transforma\u00e7\u00e3o. Esse tipo de brincadeira mostrou que pode ser uma maneira de as crian\u00e7as se expressarem ludicamente e ressignificarem a cultura de que fazem parte\u201d, explica.<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brincadeiras coibidas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As brincadeiras de \u201clutinha\u201d ou a imagina\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias com super-her\u00f3is, monstros, armas, batalhas e textos envolventes podem ocorrer na escola, sobretudo na educa\u00e7\u00e3o infantil, etapa da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na qual a pesquisa foi realizada. De acordo com a professora, isso ocorre pelo fato de as crian\u00e7as estarem descobrindo o mundo, a si mesmas e quem est\u00e1 \u00e0 sua volta. Anunciam, em seus gestos e rela\u00e7\u00f5es, uma linguagem brincante repleta de desejos e de imagina\u00e7\u00f5es transgressoras.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Raquel ressalta que, na maioria das vezes, as brincadeiras l\u00fadico-agressivas s\u00e3o coibidas no contexto escolar, sob o argumento de que geram viol\u00eancia e indisciplina. Para ir de encontro a essa ideia, fundamentada na vis\u00e3o do adulto, as crian\u00e7as usam t\u00e1ticas com o objetivo de manipular e alterar a disciplina imposta. \u201cAo produzir suas brincadeiras l\u00fadico-agressivas, as crian\u00e7as transformam aquilo que \u00e9 danoso e destrutivo em algo bom e prazeroso, porque nesse momento elas est\u00e3o usufruindo da vida, apresentam um descompromisso com o resultado. \u00c9 a\u00ed que est\u00e1 a gra\u00e7a do jogo\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Raquel Barbosa, h\u00e1 crian\u00e7as, inf\u00e2ncias e brincadeiras na escola que n\u00e3o devem ser marginalizadas. Desse modo, as brincadeiras l\u00fadico-agressivas poderiam ser vistas e compreendidas como uma vontade de brincar de forma mais corporal e en\u00e9rgica, buscando desmistificar o que se encontra na superf\u00edcie desses jogos. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio refor\u00e7ar a necessidade de (re) construir um olhar sens\u00edvel, que se caracterize por ser curioso, isso \u00e9, um olhar que busca ver al\u00e9m do que o jogo pode aparentar, abrindo espa\u00e7os para novas descobertas e para o que ele pode revelar\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"927\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/06\/pesquisadora-raquel-acervo-pessoal.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-494\" \/><figcaption> Brincadeiras articulam ludicidade, agressividade e nonsense, aponta Raquel Barbosa em seu mestrado. Foto: Acervo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pesquisa de campo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para compreender esse fen\u00f4meno, Raquel estudou sobre o hibridismo brincante ao longo de quatro anos, entre 2014 e 2018. Em 2015, realizou a pesquisa de campo em um Centro Municipal de Educa\u00e7\u00e3o Infantil de Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo, com 60 crian\u00e7as de 4 a 5 anos e com uma equipe composta por professores e por funcion\u00e1rios administrativos. \u201cO estudo teve uma abordagem etnogr\u00e1fica. Devido a isso, foi necess\u00e1ria que eu, como pesquisadora, estabelecesse uma intera\u00e7\u00e3o com os sujeitos pesquisados, que envolveu a imers\u00e3o, a conviv\u00eancia, a observa\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de dados brincantes e de imagens que nasciam dessas rela\u00e7\u00f5es no cotidiano com as crian\u00e7as\u201d, fundamenta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a autora, o objetivo foi apresentar outra l\u00f3gica de compreender as intera\u00e7\u00f5es brincantes entre as crian\u00e7as, construindo a possibilidade de a brincadeira se desenvolver em um contexto turbulento, desde que houvesse ludicidade. Tal olhar diferenciado mostrou a import\u00e2ncia dessas brincadeiras no extravasamento das emo\u00e7\u00f5es, na apropria\u00e7\u00e3o e na (re)significa\u00e7\u00e3o da realidade e na produ\u00e7\u00e3o de sentidos nas intera\u00e7\u00f5es, proporcionando uma leitura mais sens\u00edvel para as manifesta\u00e7\u00f5es da cultura infantil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira tamb\u00e9m:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/08\/12\/lugar-de-crianca-e-na-escola!\/\">Pesquisas analisam a inclus\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aprendizado<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a an\u00e1lise de cerca de 1.500 dados coletados, a pesquisa mostrou que o corpo, o movimento, as intera\u00e7\u00f5es sociais e as (re)inven\u00e7\u00f5es infantis s\u00e3o elementos centrais nas brincadeiras l\u00fadico-agressivas. O estudo tamb\u00e9m evidenciou que o recreio \u00e9 o ambiente onde as crian\u00e7as (re) constroem brincadeiras relacionadas ao que elas vivenciam em seu cotidiano, incluindo o conte\u00fado que veem na tev\u00ea. Cinco varia\u00e7\u00f5es de brincadeiras l\u00fadico-agressivas foram identificadas (ver quadro).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Raquel, esses tipos de brincadeiras representam um ant\u00eddoto para a viol\u00eancia. \u201cBrincar com comportamentos agressivos \u00e9 uma forma de evitar essa atitude, como pensa o estudioso da m\u00eddia infantil Gerard Jones.\u201d O jogo e a brincadeira que incluem a agressividade podem ser utilizados pela equipe da educa\u00e7\u00e3o infantil como \u201cobjeto de aprendizado\u201d, apropriando-se do capital l\u00fadico infantil e da produ\u00e7\u00e3o cultural da crian\u00e7a e valorizando-os. Contudo, Raquel Barbosa alerta que esse processo n\u00e3o deve desconsiderar o cotidiano da escola, o papel do professor na media\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e o equil\u00edbrio entre trabalho e jogo, uma vez que ambos s\u00e3o igualmente importantes para a vida. \u201cDiferente de pensar o jogo como meio, com seu \u2018didatismo\u2019, pela inten\u00e7\u00e3o exclusiva do adulto em estimular certas aprendizagens nas crian\u00e7as, as brincadeiras l\u00fadico-agressivas poderiam se tornar um grande potencializador do trabalho docente nos espa\u00e7os-tempos da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica na educa\u00e7\u00e3o infantil\u201d, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nas estrat\u00e9gias de ensino de conhecer as culturas infantis, de proporcionar espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o coletiva da aula com as crian\u00e7as e de media\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas articuladas \u00e0s experi\u00eancias desses alunos, pode ser poss\u00edvel oportunizar ambientes inovadores, criativos e significativos de socializa\u00e7\u00e3o e de protagonismo para as crian\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"4752\" height=\"3168\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/IMG_8593-compressed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-572\" \/><figcaption> V\u00e1rios tipos de brincadeiras abordam a agressividade. Foto: Lidia Neves\/Ufes<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Varia\u00e7\u00f5es de brincadeiras l\u00fadico-agressivas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Disputas agon\u00edsticas<\/strong>: caracterizadas pela competitividade l\u00fadica, s\u00e3o identificadas nas corridas, nos piques e na brincadeira de pol\u00edcia e ladr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Confrontos de luta<\/strong>: h\u00e1 constante supera\u00e7\u00e3o e demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a e hedonismo; s\u00e3o constatadas em brincadeiras com socos, chutes, empurr\u00f5es e pux\u00f5es, em brincadeiras de agarrar e de medir for\u00e7as, e em imita\u00e7\u00f5es de armas e de elementos da capoeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Brincadeiras com objetos<\/strong>: uso de objetos na brincadeira ou na composi\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio brincante, tal como itens de pl\u00e1stico, casinha, muro, folhas e galhos de \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Desenhos animados<\/strong>: simula\u00e7\u00e3o ou apropria\u00e7\u00e3o de personagens e de enredos, como representa\u00e7\u00f5es de her\u00f3is e de vil\u00f5es de filmes, de personagens de desenho animado e de monstros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Brincadeiras historiadas<\/strong>: teatro que dissimula ou reinventa as realidades vivenciadas, como observado na presen\u00e7a de temas violentos, na imita\u00e7\u00e3o de animais e nas hist\u00f3rias de m\u00e3e e filha.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Camila Fregona \u2013 Pesquisa revela como os elementos l\u00fadico-agressivos contribuem para o desenvolvimento da crian\u00e7a O brincar da crian\u00e7a pode parecer simples, mas <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/09\/17\/brincadeira-de-lutinha-levada-a-serio\/\" title=\"Brincadeira de lutinha levada a 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