{"id":488,"date":"2019-09-11T10:42:31","date_gmt":"2019-09-11T13:42:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=488"},"modified":"2022-11-03T09:37:40","modified_gmt":"2022-11-03T12:37:40","slug":"zika-virus-pesquisa-analisa-as-politicas-publicas-desenvolvidas-durante-a-epidemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/09\/11\/zika-virus-pesquisa-analisa-as-politicas-publicas-desenvolvidas-durante-a-epidemia\/","title":{"rendered":"Zika V\u00edrus: pesquisa analisa as pol\u00edticas p\u00fablicas desenvolvidas durante a epidemia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013Por H\u00e9lio Marchioni\u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Em 2015, o Brasil vivenciou um crescimento explosivo dos casos de microcefalia, principalmente nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Em Pernambuco, o aumento foi de 500%. Pesquisas apresentadas em novembro daquele ano apontaram que o zika v\u00edrus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, era o causador das malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas no c\u00e9rebro. De l\u00e1 pra c\u00e1, as pesquisas sobre esse v\u00edrus, at\u00e9 ent\u00e3o pouco conhecido, foram ampliadas, e a Ufes se tornou uma das refer\u00eancias nessa \u00e1rea.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1140\" height=\"760\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/aedes_aegypti-divulgacao-fiocruz.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-565\" \/><figcaption> Propagandas de combate ao mosquito s\u00f3 enfocam a responsabilidade das pessoas no combate, aponta a professora Ethel Maciel. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Fiocruz<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas) apoia 17 pesquisas sobre o zika na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, sendo seis brasileiras. Entre elas, est\u00e1 uma pesquisa da Ufes que pretende identificar solu\u00e7\u00f5es no enfrentamento ao v\u00edrus respons\u00e1vel por causar dist\u00farbios cerebrais cong\u00eanitos, quando mulheres gr\u00e1vidas s\u00e3o infectadas. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o projeto \u201cPol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia: a epidemia de zika v\u00edrus\u201d, coordenado pela professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva Ethel Maciel, que tamb\u00e9m \u00e9 vice reitora da Universidade. Al\u00e9m da Ufes, foram contempladas pesquisas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do Instituto de Biologia Molecular do Paran\u00e1 (IBMP), al\u00e9m de dois projetos da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). Cada iniciativa receber\u00e1 US$ 20 mil do programa de pequenas doa\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). <\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa realizada na Ufes busca entender como o poder p\u00fablico se organizou para que as crian\u00e7as com microcefalia tenham acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade. O estudo indica uma \u201cgrande culpabiliza\u00e7\u00e3o das m\u00e3es\u201d, segundo a professora Ethel. \u201cSe voc\u00ea olhar todas as propagandas de combate ao mosquito <em>Aedes aegypti<\/em>, transmissor da dengue e do zika v\u00edrus, voc\u00ea v\u00ea um foco muito grande na responsabiliza\u00e7\u00e3o das pessoas pela prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito e da doen\u00e7a. N\u00e3o se fala do fracasso de todas as pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras, nos \u00faltimos 40 anos, com rela\u00e7\u00e3o ao combate ao mosquito. Tal vis\u00e3o foi incorporada nessa epidemia de zika, culpando as mulheres pelo fato de n\u00e3o usarem repelente ou de n\u00e3o estarem protegidas com roupas adequadas\u201d, relata a professora. Ela lembra ainda que os repelentes para as gestantes demoraram a chegar \u00e0s unidades de sa\u00fade. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empobrecimento <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outra pesquisa nessa \u00e1rea foi desenvolvida pela professora do Departamento de Enfermagem da Ufes Paula Freitas. Em sua tese de doutorado em Sa\u00fade Coletiva, orientada pela professora Ethel Maciel, Paula acompanhou, entre os anos de 2016 e 2017, 25 das 39 m\u00e3es cujos filhos foram diagnosticados com microcefalia no Esp\u00edrito Santo. Grande parte dessas mulheres saiu da pobreza para a extrema pobreza. Isso porque tais crian\u00e7as demandam aten\u00e7\u00e3o integral e tratamento diferenciado, o que motivou muitas m\u00e3es a deixar o emprego ou provocou sua demiss\u00e3o. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1413\" height=\"727\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/paula-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-568\" \/><figcaption>Pesquisa da professora Paula Freitas indica que m\u00e3es de crian\u00e7as com microcefalia foram abandonadas ao receber o diagn\u00f3stico. Reprodu\u00e7\u00e3o\/Todo Cuidado do Mundo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O estudo identifica ainda que 70% das participantes foram abandonadas pelos maridos no momento do diagn\u00f3stico do dist\u00farbio ou ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a. Al\u00e9m disso, essas m\u00e3es tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas de outras formas de desamparo, inclusive do poder p\u00fablico. \u201cMetade delas n\u00e3o recebeu o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada, um direito que deve ser pago pelo Governo Federal. Tudo isso empurra essas mulheres para uma situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza\u201d, detalha a professora Paula. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisadora aponta as dificuldades das m\u00e3es na busca do tratamento adequado para seus filhos. Muitas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio recorrer a associa\u00e7\u00f5es que ofere\u00e7am o servi\u00e7o. \u201cEssas crian\u00e7as precisam ser corretamente estimuladas na idade de ouro, que vai de 0 a 3 anos, e isso n\u00e3o acontece. Como n\u00e3o existe uma rede de atendimento p\u00fablico, as m\u00e3es procuram ajuda na Apae e na Pestalozzi, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d, lamenta a professora, segundo a qual algumas mulheres acabam abandonando o tratamento. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m se constata na pesquisa que o v\u00edrus \u00e9 respons\u00e1vel por diversos outros problemas neurol\u00f3gicos. \u201cA s\u00edndrome cong\u00eanita do zika v\u00edrus, como \u00e9 chamada atualmente, n\u00e3o causa somente microcefalia, mas hidrocefalia e outros dist\u00farbios neurol\u00f3gicos, como dificuldade de aprendizagem. Muitas crian\u00e7as t\u00eam a s\u00edndrome cong\u00eanita do zika e ningu\u00e9m sabe ainda. Elas podem ter altera\u00e7\u00e3o na vis\u00e3o, na fala ou algum problema cognitivo que vai refletir na fase escolar. \u00c9 preciso que se tenha um olhar muito atento para as crian\u00e7as nascidas em 2015 e 2016\u201d, alerta a professora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gest\u00e3o p\u00fablica <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante da epidemia do zika v\u00edrus, Paula tamb\u00e9m analisou as pol\u00edticas p\u00fablicas de combate ao mosquito Aedes aegypti, que tamb\u00e9m transmite a dengue e a febre chikungunya: \u201cAs formas de combate ao mosquito s\u00e3o caras e ineficientes. Fumac\u00ea e larvicida n\u00e3o resolvem o problema. Temos que ter coleta de lixo, moradia adequada e educa\u00e7\u00e3o. A gente faz a mesma coisa h\u00e1 60 anos e sabe que isso n\u00e3o funciona\u201d. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1140\" height=\"760\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/aedes_marcelo-camargo-abr.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-566\" \/><figcaption>Coleta de lixo, moradia adequada e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o parte da solu\u00e7\u00e3o do combate ao mosquito <em>Aedes aegypti<\/em>, afirma professora. Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em sua tese de doutorado, intitulada \u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia: o surto do zika v\u00edrus\u201d, a professora Paula ouviu, al\u00e9m das m\u00e3es de crian\u00e7as com a s\u00edndrome cong\u00eanita do v\u00edrus, gestores em sa\u00fade p\u00fablica nos munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana de Vit\u00f3ria. A pesquisa foi publicada em fevereiro deste ano na Revista Panamericana de Sa\u00fade P\u00fablica. <\/p>\n\n\n\n<p>A transmiss\u00e3o local vetorial do zika foi confirmada em 38 pa\u00edses e territ\u00f3rios na regi\u00e3o das Am\u00e9ricas desde 2015, segundo a Opas. Daquele ano at\u00e9 2018, foram notificados 16.348 casos suspeitos de altera\u00e7\u00f5es no crescimento e desenvolvimento de crian\u00e7as no Brasil, possivelmente relacionados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus e a outras etiologias infecciosas. Somente no Esp\u00edrito Santo, em 2016, o primeiro ano contabilizado desde o in\u00edcio, foram confirmados 2.942 casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus. Em 2018, o n\u00famero caiu para 511. Um estudo realizado pela Fiocruz de Pernambuco, apresentado em 2018, aponta que, em dez anos, os gastos motivados pela s\u00edndrome cong\u00eanita podem chegar a R$ 800 milh\u00f5es no pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de a epidemia de zika v\u00edrus ter sa\u00eddo das p\u00e1ginas dos jornais e de ter havido uma diminui\u00e7\u00e3o dos casos, essas crian\u00e7as com microcefalia v\u00e3o permanecer necessitando do sistema de sa\u00fade durante toda a vida delas. Mesmo \u00b4invisibilizadas\u00b4, elas continuam precisando de uma rede de cuidados que n\u00e3o foi desenhada para atend\u00ea-las e, em sua grande maioria, dependem do Sistema \u00danico de Sa\u00fade\u201d, destaca a professora Ethel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A experi\u00eancia das m\u00e3es <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A tese de doutorado da professora Paula Freitas foi a base para a produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cTodo Cuidado do Mundo\u201d, que conta a hist\u00f3ria de quatro mulheres que tiveram filhos com a S\u00edndrome Cong\u00eanita do Zika V\u00edrus e desenvolveram microcefalia. Dirigido por \u00darsula Dart e Hugo Reis, o filme de 25 minutos foi produzido pela Pai Grande Filmes e lan\u00e7ado no final de 2018. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de uma parceria entre a Fiocruz e a Ufes (incluindo a VideoSa\u00fade Regional Ufes\/ES e o Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva) e pode ser assistida no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=v3QnLD8judI\">YouTube da VideoSa\u00fade Regional<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"TODO CUIDADO DO MUNDO\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/v3QnLD8judI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Confira alguns trechos:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&nbsp;\u201cA doutora falou comigo: \u2018a sua filha n\u00e3o vai andar, a sua filha n\u00e3o vai enxergar, a sua filha n\u00e3o vai fazer nada, ela vai ser um vegetal\u2019. Depois eu voltei no hospital com minha filha e disse para a doutora que fez meu parto: \u2018a senhora se lembra de mim? Essa aqui \u00e9 minha filha, aquela que a senhora afirmou pra mim, me limpando na hora do parto, que ela nunca ia enxergar. Eu tinha acabado de ganhar a Izadora, e n\u00e3o deveria se falar isso.\u2019\u201d <\/p><p><em>-Josileide de Andrade<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1415\" height=\"724\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/06\/josileide-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-489\" \/><figcaption>Josileide \u00e9 m\u00e3e de Izadora. Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Todo Cuidado do Mundo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cFoi uma fase bem dif\u00edcil, agora que a gente est\u00e1 tentando superar um pouco. \u00c9 bastante dif\u00edcil lidar com uma crian\u00e7a como a Sth\u00e9fany. Tem que ter todo o cuidado do mundo. Ela entende o que a gente fala e quer se movimentar. Eu e minhas outras filhas procuramos mostrar para ela que ela n\u00e3o \u00e9 diferente das outras meninas. Ajudem aquelas m\u00e3es que passam pelo que eu passo, porque \u00e9 dif\u00edcil, \u00e9 complicado.\u201d <\/p><p><em>-Sabrina Ribeiro<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1415\" height=\"753\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/06\/sabrina-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-490\" \/><figcaption> Sabrina, m\u00e3e de  Sth\u00e9fany. Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Todo Cuidado do Mundo <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c\u00c9 preciso de est\u00edmulo para as coisas b\u00e1sicas: pegar alguma coisa, comer, se comunicar, para enxergar, para olhar, para chamar a aten\u00e7\u00e3o deles para alguma coisa. Isso precisa ser di\u00e1rio e intenso. E \u00e9 o que eles n\u00e3o t\u00eam. Na minha casa, tudo na minha vida, tudo \u00e0 minha volta \u00e9 pra estimular a Helena. Se o governo oferecesse um tratamento digno de reabilita\u00e7\u00e3o j\u00e1 seria o m\u00e1ximo. Hoje a gente \u00e9 atendido pelo SUS [Sistema \u00danico de Sa\u00fade] com terapias convencionais. Desde que a Helena nasceu, eu participo de um grupo de m\u00e3es onde a gente compartilha experi\u00eancias e conhece outros m\u00e9todos, isso \u00e9 muito importante.\u201d <\/p><p><em>-Glaucilene Farias<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1404\" height=\"756\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/06\/glaucilene-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-491\" \/><figcaption> Glaucilene \u00e9 m\u00e3e de Helena. Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Todo Cuidado do Mundo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cQuando eu n\u00e3o consigo resolver no posto, vou \u00e0 Secretaria de Sa\u00fade. Quando eles falam que n\u00e3o podem atender, vou \u00e0 Defensoria P\u00fablica. E se precisar chamar a TV, eu chamo. N\u00e3o tenho mais medo. Na Defensoria, eu consegui as fraldas. Depois que o Daniel nasceu, renovou as minhas energias. Me deu mais f\u00f4lego para correr atr\u00e1s do direito dele.\u201d <\/p><p><em>-Alessandra Catarino<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1416\" height=\"728\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/06\/alessandra-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-492\" \/><figcaption> Alessandra, m\u00e3e de Daniel. Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Todo Cuidado do Mundo<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013Por H\u00e9lio Marchioni\u2013 Em 2015, o Brasil vivenciou um crescimento explosivo dos casos de microcefalia, principalmente nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Rio <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/09\/11\/zika-virus-pesquisa-analisa-as-politicas-publicas-desenvolvidas-durante-a-epidemia\/\" title=\"Zika V\u00edrus: pesquisa analisa as pol\u00edticas p\u00fablicas desenvolvidas durante a epidemia\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[46,9],"tags":[],"class_list":["post-488","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-edicao-010","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",3032,2008,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",150,99,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",300,199,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",768,509,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",1024,678,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",1536,1017,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",2048,1356,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",661,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",575,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",678,449,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",326,216,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/07\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg",80,53,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013Por H\u00e9lio Marchioni\u2013 Em 2015, o Brasil vivenciou um crescimento explosivo dos casos de microcefalia, principalmente nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Rio [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/488","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=488"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/488\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2464,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/488\/revisions\/2464"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}