{"id":58,"date":"2018-06-11T18:13:56","date_gmt":"2018-06-11T21:13:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=58"},"modified":"2019-08-08T11:35:05","modified_gmt":"2019-08-08T14:35:05","slug":"genero-raca-e-educacao-infeliz-triade-nos-capitulos-da-historia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/11\/genero-raca-e-educacao-infeliz-triade-nos-capitulos-da-historia-do-brasil\/","title":{"rendered":"G\u00eanero, ra\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o: infeliz tr\u00edade nos cap\u00edtulos da Hist\u00f3ria do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Somente no final do s\u00e9culo XIX \u00e9 que as mulheres puderam se sentar diante de uma lousa, abrir o caderno e, com l\u00e1pis em punho, entrar para a hist\u00f3ria do Brasil como as primeiras no ensino formal. Antes disso, a \u00fanica educa\u00e7\u00e3o que recebiam era sobre costurar, limpar ou cozinhar. Por ser um pa\u00eds com tr\u00eas s\u00e9culos de escravid\u00e3o, o processo educacional para mulheres negras foi mais tardio ainda e s\u00f3 aconteceu ap\u00f3s muitas lutas do movimento negro brasileiro.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade alguma que a presen\u00e7a da mulher na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 algo ainda recente em termos hist\u00f3ricos. No Brasil, desde o per\u00edodo colonial at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX, a \u00fanica \u201ceduca\u00e7\u00e3o\u201d que a mulher recebia era em casa e para a casa. \u00c0s brasileiras que viveram aqueles tempos eram dados ensinamentos dom\u00e9sticos de como manter um lar, cuidar dos filhos e do marido. Tarefas ditas exclusivamente femininas. Aos homens que tamb\u00e9m viveram aqueles tempos eram dados n\u00fameros, c\u00e1lculos, experimentos, hist\u00f3ria, filosofia. Ensinamentos de como desbravarem o mundo e de como manterem o status de \u201ctodo-poderoso\u201d.<\/p>\n<p>A primeira escola brasileira que abriu suas portas para as mulheres foi o Col\u00e9gio Florence. A institui\u00e7\u00e3o, inaugurada em 3 de novembro de 1863, era dirigida pela alem\u00e3 Carolina Krug Florence e pelo seu marido, Hercules Florence. Com sua sede em Campinas, cidade interiorana de S\u00e3o Paulo, a escola era particular. Uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de ensino para mulheres s\u00f3 veio a ser inaugurada quase 20 anos depois, em 1880, com a funda\u00e7\u00e3o da Escola Normal na Corte do Rio de Janeiro. Se para as mulheres levou s\u00e9culos para que tivessem o direito de receber uma educa\u00e7\u00e3o formal, para as mulheres negras esse direito veio mais tarde ainda e somente ap\u00f3s muitas lutas do movimento negro brasileiro.<\/p>\n<p>Os respingos do contexto hist\u00f3rico narrado sobre a mulher e a educa\u00e7\u00e3o no Brasil ainda hoje s\u00e3o sentidos, como o fato, j\u00e1 muito dito, de que no mercado de trabalho elas ganham menos do que eles, exercendo a mesma fun\u00e7\u00e3o. Todavia, alguns avan\u00e7os podem ser apontados, como o de que mulheres s\u00e3o mais escolarizadas do que homens e s\u00e3o tamb\u00e9m maioria no ensino superior.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-152\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/genero-ibge.jpg\" alt=\"Popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo: 23,5% - Mulheres brancas 20,7% - Homens brancos 10,4% - Mulheres pretas ou pardas 7% - Homens pretos ou pardos\" width=\"566\" height=\"352\"><\/p>\n<p>De acordo com os dados revelados pela pesquisa \u201c<a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/apps\/snig\/v1\/?loc=0\">Estat\u00edsticas de G\u00eanero<\/a>\u201d, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as brasileiras com 25 anos ou mais t\u00eam n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o mais elevado do que os homens: 33,9% das mulheres t\u00eam superior completo, enquanto entre os homens o percentual cai para 27,7%. O recorte racial feito pela pesquisa aponta que, entre a popula\u00e7\u00e3o com 25 anos ou mais e que possui o ensino superior, apenas 17,4% \u00e9 composta por pretos e pardos (10,4% mulheres e 7% homens), enquanto para os brancos esse percentual vai para 44,2%. Ou seja, mais uma vez os n\u00fameros apontam uma velha ferida: as desigualdades sociais e raciais que fazem parte da concep\u00e7\u00e3o do Brasil enquanto pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Mulheres negras na Ufes<\/h2>\n<p>Na Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, a presen\u00e7a da mulher negra tem crescido gradativamente. Elas comp\u00f5em a comunidade acad\u00eamica como estudantes, professoras e\/ou pesquisadoras. Segundo dados da Pr\u00f3-Reitoria de Gest\u00e3o de Pessoas (Progep), a Ufes tem hoje 1.922 professores universit\u00e1rios. Nesse universo, 690 s\u00e3o mulheres brancas e 177 se autodeclararam negras (26 pretas e 151 pardas). Ou seja, as mulheres negras est\u00e3o representadas na Universidade por 9,2% do corpo docente.<\/p>\n<p>Se na doc\u00eancia elas t\u00eam baixa representatividade, na outra ponta do conhecimento as mulheres negras t\u00eam ocupado, desde a efetiva\u00e7\u00e3o das cotas, cada vez mais espa\u00e7o. Segundo dados da Pr\u00f3-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Proplan-Ufes), a Universidade tem hoje 20.913 universit\u00e1rios, sendo 11.309 mulheres. Desse total de universit\u00e1rias, 5.739 s\u00e3o negras (1.262 se autodeclararam pretas e 4.477 pardas), o que significa que 50,7% das universit\u00e1rias s\u00e3o pretas ou pardas. Portanto, com os n\u00fameros obtidos, podemos concluir que, na Ufes, as estudantes negras representam 27,4% de todo o corpo discente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-153\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/mulheres-negras-ufes.jpg\" alt=\"Mulheres negras na Ufes\" width=\"577\" height=\"499\"><\/p>\n<p>A revista Universidade ouviu algumas professoras e pesquisadoras que s\u00e3o refer\u00eancias no tema dentro da Ufes. Elas falam sobre a import\u00e2ncia da presen\u00e7a da mulher negra na academia e sobre os avan\u00e7os e desafios enfrentados. Embora a representatividade das docentes negras tenha crescido, ainda h\u00e1 aus\u00eancia destas mestras, como aponta a coordenadora do N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) e professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, Patr\u00edcia Rufino: \u201cQuase n\u00e3o encontramos professoras negras aqui, muito menos nos cargos de gest\u00e3o. H\u00e1 necessidade de pensarmos e debatermos mais essa quest\u00e3o institucional da representatividade\u201d.<\/p>\n<p>A professora destaca ainda o racismo velado que por ela \u00e9 percebido e sentido no cotidiano. Patr\u00edcia Rufino, que \u00e9 publicamente ativista das cotas raciais, vivenciou, na Universidade, a gradua\u00e7\u00e3o, o mestrado e o doutorado em um per\u00edodo pr\u00e9-cotas. \u201cSempre defendi as cotas no servi\u00e7o p\u00fablico, mas na minha \u00e9poca de entrada n\u00e3o havia cotas. Identifico cotidianamente o racismo velado na Institui\u00e7\u00e3o. Vejo os empecilhos todos os dias, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades dos pesquisadores em geral e as particularidades dos professores e pesquisadores negros\u201d, conta. \u201cNo entanto, existem alguns agravantes que implicam todas as quest\u00f5es de maneira geral, como o acesso aos projetos de pesquisa no Brasil, os editais e a dificuldade que a pr\u00f3pria Universidade tem em dialogar com os v\u00e1rios setores\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Rufino faz parte da gera\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cotas; j\u00e1 a mestranda pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais na Ufes Renata Beatriz Rodriguez vivenciou, como estudante, tanto o per\u00edodo pr\u00e9-cotas raciais quanto o p\u00f3s-cotas. \u201cQuando entrei na Universidade, ela era bastante diferente do que vemos hoje, n\u00e3o havia programas de a\u00e7\u00f5es afirmativas similares \u00e0s cotas\u201d, relembra.<\/p>\n<p>O primeiro vestibular da Ufes a adotar o sistema de cotas aconteceu em 2008 e era apenas com base na trajet\u00f3ria escolar do estudante. Sendo ele de escola p\u00fablica, tinha direito \u00e0 cota social. Somente em 2014 \u00e9 que o vestibular da Universidade passou a adotar tamb\u00e9m a cota racial. Atualmente, a Ufes reserva 50% de suas vagas ofertadas para estudantes oriundos de escola p\u00fablica, dividido em quatro modalidades: duas contemplam autodeclarados pretos, pardos e ind\u00edgenas com renda familiar igual ou inferior a 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo ou independente da renda; e duas para estudantes oriundos de escola p\u00fablica com renda igual ou inferior a 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo ou independente da renda. \u201cHoje, depois de sete anos, retornei para cursar o mestrado e \u00e9 vis\u00edvel a diferen\u00e7a que a pol\u00edtica de cotas operou dentro da Institui\u00e7\u00e3o. Apesar de todos os desafios e obst\u00e1culos enfrentados, reitero que na Ufes a presen\u00e7a de mulheres negras vem se modificando\u201d.<\/p>\n<h2>Estrat\u00e9gias de resist\u00eancia e perman\u00eancia<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da pol\u00edtica institucional de combate \u00e0s desigualdades sociais e raciais no ensino superior, muitos coletivos e grupos de estudo se organizam dentro das universidades formando redes de fortalecimento em defesa de suas particularidades. Na Ufes, foi criado em 2017 o Grupo de Pesquisadoras Negras Virg\u00ednia Leone Bicudo. Composto por 17 mestrandas e doutorandas, o grupo inclui pesquisadoras de diversos cursos da Ufes, como Ci\u00eancias Sociais, Letras, Engenharias e Servi\u00e7o Social e tem o objetivo de ser um espa\u00e7o de acolhida e compartilhamento de experi\u00eancias.<\/p>\n<p>De acordo com a mestranda e integrante do grupo Renata Beatriz, o coletivo funciona como local de apoio para as mulheres negras que fazem parte do ambiente acad\u00eamico, caracterizado ainda como excludente. \u201cNosso grupo de mulheres foi capaz de perceber, sobretudo por conta de nossos pr\u00f3prios desafios, algumas quest\u00f5es importantes para o ingresso de mulheres negras na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Nossas pontua\u00e7\u00f5es, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o apenas sobre acesso, ingresso e perman\u00eancia\u201d, salienta.<br \/>\nOutra pesquisadora que faz parte do grupo \u00e9 a doutoranda pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras Carolinne Quintanilha Ornellas, que durante toda a sua gradua\u00e7\u00e3o teve apenas uma professora negra. Para Carolinne, apesar dos n\u00fameros, n\u00e3o h\u00e1 muito que se comemorar quanto ao aumento da presen\u00e7a da mulher negra nas universidades. \u201cVejo um aumento muito t\u00edmido, o que, sinceramente, n\u00e3o encaro como avan\u00e7o. Mas sinto que, comparado ao meu per\u00edodo de gradua\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 identidade das mulheres negras dentro da Universidade, a consci\u00eancia sobre a necessidade de afirma\u00e7\u00e3o dessa identidade \u2013 que \u00e9 algo que nunca localizei na minha \u00e9poca e que, julgo, tamb\u00e9m foi determinante para que eu demorasse tanto tempo para me reconhecer como tal\u201d, reflete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013 Somente no final do s\u00e9culo XIX \u00e9 que as mulheres puderam se sentar diante de uma lousa, abrir o caderno <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/11\/genero-raca-e-educacao-infeliz-triade-nos-capitulos-da-historia-do-brasil\/\" title=\"G\u00eanero, ra\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o: infeliz tr\u00edade nos cap\u00edtulos da Hist\u00f3ria do Brasil\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":316,"featured_media":177,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[5,9],"tags":[],"class_list":["post-58","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",1600,1264,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",150,119,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",300,237,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",768,607,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",1024,809,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",1536,1213,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",1600,1264,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",554,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",482,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",644,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",310,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/genero-raca-educacao.jpg",76,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"evandro.rosa","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/evandro-rosa\/"},"uagb_comment_info":2,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013 Somente no final do s\u00e9culo XIX \u00e9 que as mulheres puderam se sentar diante de uma lousa, abrir o caderno [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/316"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":611,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58\/revisions\/611"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}