{"id":61,"date":"2018-06-11T18:17:45","date_gmt":"2018-06-11T21:17:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=61"},"modified":"2019-08-08T11:35:21","modified_gmt":"2019-08-08T14:35:21","slug":"a-participacao-da-mulher-na-politica-uma-questao-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/11\/a-participacao-da-mulher-na-politica-uma-questao-de-genero\/","title":{"rendered":"A participa\u00e7\u00e3o da mulher na pol\u00edtica: uma quest\u00e3o de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Por Jorge Medina \u2013<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u00c9 inquestion\u00e1vel a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mundo pol\u00edtico. V\u00e1rias delas est\u00e3o exercendo altos cargos no poder p\u00fablico e controlam \u2013 ou controlaram \u2013 as mais importantes na\u00e7\u00f5es do mundo, como a Inglaterra, a Alemanha e o Brasil. No entanto, o dom\u00ednio masculino nos espa\u00e7os de decis\u00f5es que atingem todo um territ\u00f3rio nacional \u00e9 vis\u00edvel e dif\u00edcil de ser rompido. Colocando a lupa sobre o mapa para abordar essa quest\u00e3o no Esp\u00edrito Santo, a soci\u00f3loga Dayane Santos de Souza apresenta a trajet\u00f3ria e o papel de 10 mulheres representantes do Estado na pol\u00edtica, nos cen\u00e1rios local e nacional.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>As desigualdades de g\u00eaneros em diversas sociedades, sejam elas atuais sejam antigas, ainda colocam as mulheres em posi\u00e7\u00f5es inferiores aos homens. Essa desqualifica\u00e7\u00e3o se percebe nas artes, na filosofia, na religi\u00e3o e na ci\u00eancia. No livro \u201cO Martelo das Feiticeiras\u201d, escrito em 1484 pelos inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger, por exemplo, as mulheres eram consideradas como s\u00edmbolo do mal, um ser imperfeito que engana sempre.<\/p>\n<p>A alega\u00e7\u00e3o dos inquisidores \u00e9 que houve um \u201cdefeito de fabrica\u00e7\u00e3o\u201d da primeira mulher, pois foi formada por uma costela de peito de homem, que \u00e9 torta. Por isso que elas s\u00e3o consideradas seres inferiores aos homens. Nem mesmo o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Arthur Schopenhauer (1788 \u2013 1860) poupou o sexo feminino. Para ele, a mulher \u00e9 um ser inferior, de ancas largas, ombro estreito, cabelos grandes e mente curta.<\/p>\n<p>Mas essa inferioridade social das mulheres e sua subordina\u00e7\u00e3o aos homens aos poucos est\u00e3o mudando, principalmente na pol\u00edtica. Era impens\u00e1vel, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, que mulheres iriam assumir o poder pol\u00edtico de seus pa\u00edses, exercendo cargos nas mais altas esferas do poder. Algumas foram eleitas presidentas, outras primeiras-ministras, como Angela Merkel (Alemanha), Benazir Bhutto (Paquist\u00e3o), Cristina Kirchner (Argentina), Dalia Grybauskaite (Litu\u00e2nia), Dilma Rousseff (Brasil), Elen Johnson Sirleaf (Lib\u00e9ria), Indira Gandhi (\u00cdndia), Laura Chinchilla (Costa Rica), Margaret Thatcher (Reino Unido), Michelle Bachelet (Chile), Tarja Halonen (Finl\u00e2ndia) e Theresa May (Reino Unido).<\/p>\n<p>No Brasil, apesar do cargo m\u00e1ximo da Rep\u00fablica j\u00e1 ter sido ocupado por uma mulher, a participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica ainda \u00e9 pequena. No Esp\u00edrito Santo, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2014, nenhuma mulher foi eleita deputada federal pelo Estado. Por\u00e9m, atualmente, com a elei\u00e7\u00e3o do deputado federal Max Filho para a Prefeitura de Vila Velha, em 2016, a suplente Norma Ayub Alves assumiu o cargo em Bras\u00edlia para cumprir o restante do mandato, at\u00e9 janeiro de 2019, sendo assim a \u00fanica representante capixaba feminina na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>No Esp\u00edrito Santo h\u00e1 78 munic\u00edpios, mas apenas quatro prefeitas. Na Assembleia Legislativa (Ales), das 30 cadeiras dispon\u00edveis, as mulheres ocupam somente quatro. Quanto \u00e0s c\u00e2maras municipais, o predom\u00ednio tamb\u00e9m \u00e9 dos homens. As mulheres correspondem a apenas 9% dos plen\u00e1rios das c\u00e2maras municipais, enquanto os homens, 91%. Na capital do Estado, Vit\u00f3ria, h\u00e1 apenas uma representante do sexo feminino.<br \/>\nNo Brasil, apesar de as mulheres representarem 51,7% do eleitorado, dos 513 deputados federais, apenas 55 s\u00e3o mulheres, o que equivale a 10,7% do total. No Senado, entre 81 parlamentares, temos apenas 12 mulheres (14,8%), sendo uma delas capixaba. Em um ranking divulgado pela Uni\u00e3o Interparlamentar, em 2017, o Brasil est\u00e1 na 151\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre 190 pa\u00edses com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de mulheres nos parlamentos.<\/p>\n<h2>Participa\u00e7\u00e3o capixaba<\/h2>\n<p>Uma an\u00e1lise mais aprofundada sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres capixabas na pol\u00edtica foi realizada por Dayane Santos de Souza em sua disserta\u00e7\u00e3o \u201cEntre o Esp\u00edrito Santo e Bras\u00edlia: mulheres, carreiras pol\u00edticas e o Legislativo Brasileiro a partir da Redemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d. Dayane defendeu a disserta\u00e7\u00e3o em 2014, junto ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais, do Centro de Ci\u00eancias Humanas e Naturais (CCHN) da Ufes.<\/p>\n<p>O trabalho objetivou debater a quest\u00e3o de g\u00eanero e pol\u00edtica sobre a trajet\u00f3ria e o papel de 10 mulheres representantes do Esp\u00edrito Santo na pol\u00edtica, um lugar marcado pela presen\u00e7a masculina. Foram foco da pesquisa: Ana Rita Esg\u00e1rio, Etevalda Grassi de Menezes, Iriny Nicolau Corres Lopes, Maria de Lourdes Savignon, Myrthes Bevilacqua Corradi, Rita de C\u00e1ssia Paste Camata, Rose de Freitas, Sueli Rangel Silva Vidigal, Lauriete Rodrigues Pinto e Luzia Alves Toledo.<\/p>\n<p>A escolha das participantes para o trabalho acad\u00eamico, segundo Dayane, foi feita procurando analisar as condi\u00e7\u00f5es sociais, os projetos ao longo da carreira, ganhos e perdas, entraves e possibilidades, tens\u00f5es e concilia\u00e7\u00f5es \u00e0 luz de quest\u00f5es presentes nos debates de g\u00eanero e de pol\u00edtica. Na disserta\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi inclu\u00eddo um levantamento de indicadores sociais e estat\u00edsticos na sociedade e na pol\u00edtica brasileiras a fim de apresentar o tema da desigualdade de g\u00eanero no Brasil com outros fatores, como etnia, gera\u00e7\u00e3o e classe, de forma a subsidiar a discuss\u00e3o das barreiras \u00e0 entrada e perman\u00eancia de mulheres na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O trabalho problematizou ainda o of\u00edcio da pol\u00edtica pelas mulheres em suas poss\u00edveis especificidades, ainda persistentes na distribui\u00e7\u00e3o de trabalho e responsabilidades e apresentou a produ\u00e7\u00e3o legislativa das parlamentares estudadas na pesquisa. Dayane explica que as mulheres retratadas no estudo vivem o pragmatismo pol\u00edtico e lutam para se adequar aos imensos desafios de um of\u00edcio altamente competitivo, cujo comando de homens \u00e9 o que impera. Ainda assim, imprimem sua \u201cmarca pessoal\u201d no mundo em que atuam. Em alguma medida, tamb\u00e9m sua pr\u00f3pria dic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A dicotomia constru\u00edda em torno das representa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas dos g\u00eaneros acaba demarcando, de forma desigual, as experi\u00eancias de cidadania de homens e mulheres. \u201cA experi\u00eancia de vida das mulheres entrevistadas exp\u00f5e os sacrif\u00edcios por tr\u00e1s do \u00eaxito de uma carreira pol\u00edtica numa sociedade que ainda se pauta na divis\u00e3o sexual do trabalho. A carreira p\u00fablica das mulheres est\u00e1 mais suscet\u00edvel aos obst\u00e1culos vindos da vida dom\u00e9stica. O tempo integral \u00e0 pol\u00edtica \u00e9, para a mulher, muito mais dif\u00edcil de ser ofertado do que para o homem,\u201d diz a pesquisadora.<\/p>\n<h2>Conquistas<\/h2>\n<p>Apesar da participa\u00e7\u00e3o de mulheres na pol\u00edtica institucional, tanto no Executivo quanto no Legislativo, ser considerada t\u00edmida pela pesquisadora, os avan\u00e7os em um universo ainda muito masculino j\u00e1 podem ser percebidos. \u201c\u00c9 poss\u00edvel notar alguns avan\u00e7os no Brasil. Podemos citar a Lei 12.034\/2009 que imp\u00f5e aos partidos e coliga\u00e7\u00f5es o preenchimento do n\u00famero de vagas de no m\u00ednimo 30% e no m\u00e1ximo 70% para candidatos mulheres e homens para cargos eletivos. A institui\u00e7\u00e3o de cotas que garantem vagas para mulheres no sistema pol\u00edtico \u00e9 um bom exemplo para o aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica partid\u00e1ria, embora nossa pol\u00edtica de cotas n\u00e3o seja eficaz para que as mulheres sejam eleitas de fato. Muitas ficam s\u00f3 na candidatura, em parte pela falta de apoio dos partidos. A pol\u00edtica de cotas da Argentina, por exemplo, surtiu muito mais efeito, porque existe puni\u00e7\u00e3o junto aos partidos, cobran\u00e7a e sistema pol\u00edtico-partid\u00e1rio que favorece a elei\u00e7\u00e3o de mulheres\u201d, explica Dayane.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o feminina em v\u00e1rios cen\u00e1rios \u00e9 ineg\u00e1vel. No Brasil, segundo a pesquisadora, a conquista do sufr\u00e1gio universal feminino, em 1932, se constituiu no primeiro grande passo na conquista da autonomia das mulheres. O acesso das mulheres \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, o direito ao div\u00f3rcio por lei, a decis\u00e3o de e quando ser m\u00e3e e a conquista expressiva de posi\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho s\u00e3o algumas dessas conquistas.<\/p>\n<p>Dayane ressalta que o maior \u00eaxito das mulheres na pol\u00edtica institucionalizada s\u00f3 ocorrer\u00e1 de forma consistente se houver s\u00e9rias discuss\u00f5es e mudan\u00e7as nos pap\u00e9is tradicionais de g\u00eanero, que s\u00e3o desempenhados nas esferas da vida cotidiana, na pol\u00edtica ou na esfera particular. H\u00e1 tamb\u00e9m a necessidade de mudan\u00e7as mais significativas na forma como est\u00e1 estruturado o sistema pol\u00edtico-eleitoral brasileiro, que acaba favorecendo a desigualdade de acesso ao poder pol\u00edtico para grupos minorit\u00e1rios, como as mulheres, que, paradoxalmente, representam a maior fatia do eleitorado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que as mulheres da pesquisa de Dayane, que conseguiram transpor os primeiros obst\u00e1culos para efetivar sua atua\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, apresentam um modo peculiar de atua\u00e7\u00e3o? \u201cDe um modo geral, n\u00e3o posso atestar que exista um modo de atuar politicamente pr\u00f3prio \u00e0s mulheres com essa amostra t\u00e3o restrita, tampouco porque n\u00e3o pesquisei as falas dos homens. Todavia, n\u00e3o poderia ignorar o discurso autolegitimador empregado pelas parlamentares do Esp\u00edrito Santo que acreditam em uma especificidade \u2018feminina\u2019, que teria o potencial de qualificar a pol\u00edtica ou, ainda, algo mais radical: empreender um novo modelo de pol\u00edtica, mais humanizado\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Dayane observa que o Brasil teve uma melhora em 2010, sobretudo com a elei\u00e7\u00e3o da primeira presidenta no Brasil, Dilma Rousseff. Por outro lado, ela esclarece que as elei\u00e7\u00f5es de 2014 escancararam o alto grau de desrespeito e desqualifica\u00e7\u00e3o dedicado \u00e0s mulheres na pol\u00edtica por meio das in\u00fameras ofensas de cunho sexista destinadas \u00e0 presidenta Dilma.<\/p>\n<p>\u201cApesar de haver um contexto pol\u00edtico mais amplo no question\u00e1vel impeachment, a quest\u00e3o de g\u00eanero tamb\u00e9m se imp\u00f4s. Ao pensar nos v\u00e1rios n\u00edveis de governo e nos distintos poderes, nossa pol\u00edtica ainda \u00e9 dominada pelos homens e organizada de modo que favore\u00e7a essa configura\u00e7\u00e3o. Disso resulta que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica nacional continua bastante abaixo quando comparada \u00e0 presen\u00e7a dos homens. Elas est\u00e3o em espa\u00e7os que geram baixo capital pol\u00edtico e reduzida capacidade de angariar recursos\u201d, completa a pesquisadora.<\/p>\n<h2>O pre\u00e7o da candidatura<\/h2>\n<p>Uma outra an\u00e1lise a respeito da baixa propor\u00e7\u00e3o de mulheres nas esferas do poder \u00e9 realizada pela professora do Departamento de Ci\u00eancias Sociais e coordenadora do N\u00facleo de Estudos em Transcultura\u00e7\u00e3o, Identidade e Reconhecimento (Netir), Adelia Maria Miglievich Ribeiro, que foi orientadora de Dayane no mestrado.<\/p>\n<p>Para ela, as elei\u00e7\u00f5es no Brasil continuam caras. \u201cDesignar um nome e n\u00e3o outro para representar a legenda partid\u00e1ria significa o partido investir dinheiro nesse nome com vistas \u00e0s probabilidades de retorno. As mulheres, sem muitas varia\u00e7\u00f5es, n\u00e3o costumam obter de seus partidos grande aposta. As exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o mulheres que herdaram o capital da fam\u00edlia e aquelas que, na redemocratiza\u00e7\u00e3o, surgiram como lideran\u00e7as a partir dos movimentos sociais\u201d, pontua a professora.<\/p>\n<p>Adelia refor\u00e7a ainda que a mudan\u00e7a de mentalidades \u00e9 lenta e requer um processo educacional que, entre outros fatores, defina a mulher como algu\u00e9m que pode e deve ser respeitada em sua autonomia. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 extremamente necess\u00e1rio que as mulheres, nas suas diverg\u00eancias, se coloquem publicamente como \u2018coletivo\u2019 e notem que \u00eaxitos individuais n\u00e3o bastam. \u00c9 importante que se pense a longo prazo na forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as mulheres na pol\u00edtica de distintas faixas et\u00e1rias, algo como formar um time titular e tamb\u00e9m um reserva, ainda juvenil, a fim de que a presen\u00e7a de mulheres na pol\u00edtica brasileira deixe de ser t\u00e3o baixa e intermitente para ser alta e ininterrupta\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>\u201cSe as meninas crescerem vendo mais mulheres em cargos de mando poder\u00e3o tamb\u00e9m ampliar seu horizonte de escolhas como ser humano e desenvolver talentos inimagin\u00e1veis. Resta saber se o Brasil deseja isto para suas filhas\u201d, provoca a professora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Jorge Medina \u2013 \u00c9 inquestion\u00e1vel a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mundo pol\u00edtico. 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