{"id":638,"date":"2019-09-17T09:32:24","date_gmt":"2019-09-17T12:32:24","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=638"},"modified":"2020-09-21T12:52:23","modified_gmt":"2020-09-21T15:52:23","slug":"madeira-sustentavel-com-a-lama-de-mariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/09\/17\/madeira-sustentavel-com-a-lama-de-mariana\/","title":{"rendered":"Madeira sustent\u00e1vel com a lama de Mariana"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por La\u00eds Santana \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Quatro universidades, incluindo a Ufes, desenvolvem pesquisa para produzir madeira sustent\u00e1vel com os rejeitos da barragem que se rompeu no munic\u00edpio mineiro<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um projeto entre universidades mineiras e capixabas busca alternativas para lidar com os rejeitos de min\u00e9rio de ferro da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana (MG), que se rompeu em novembro de 2015. No Departamento de Qu\u00edmica da Ufes, pesquisadores desenvolvem uma madeira sint\u00e9tica feita a partir da lama da barragem como alternativa \u00e0 mat\u00e9ria-prima tradicional. Os estudos fazem parte do Projeto Candonga, que tem a miss\u00e3o de propor solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para problemas socioambientais e dedica-se a transformar em materiais de valor agregado os rejeitos da lama dragada pela hidrel\u00e9trica Risoleta Neves (MG), tamb\u00e9m conhecida como Candongas. <\/p>\n\n\n\n<p>Na Ufes, o projeto conta com a orienta\u00e7\u00e3o dos professores Maria de F\u00e1tima Lelis e Marcos de Freitas, e com a participa\u00e7\u00e3o de cinco alunos de gradua\u00e7\u00e3o, quatro de mestrado e tr\u00eas de doutorado. A partir da an\u00e1lise cient\u00edfica, surgiu a proposta de utilizar o rejeito para fabricar madeira pl\u00e1stica. \u201cEstudos nos mostraram que essa lama possui caracter\u00edsticas e propriedades interessantes\u201d, aponta a professora Maria de F\u00e1tima. \u201cA madeira pl\u00e1stica \u00e9 obtida utilizando res\u00edduo pl\u00e1stico \u2013 de embalagens, por exemplo \u2013, lama e alguns aditivos\u201d, completa. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m<\/strong><br>Ap\u00f3s a trag\u00e9dia de Mariana, projetos de pesquisa e de extens\u00e3o da Ufes no Rio Doce identificam danos e apontam solu\u00e7\u00f5es para impactos ambientais e sociais. (<a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Confira a partir da p\u00e1g. 13 (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/issuu.com\/ufes\/docs\/revistauniversidade_6\" target=\"_blank\">confira na Revista Universidade 6, a partir da p\u00e1g. 13<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao aproveitar res\u00edduos j\u00e1 descartados, esse processo evita a gera\u00e7\u00e3o de mais poluentes, al\u00e9m de atenuar o volume de detritos em aterros sanit\u00e1rios e nas barragens de conten\u00e7\u00e3o das mineradoras. A pesquisadora acrescenta que, a cada 30 m\u00b2 de madeira sustent\u00e1vel produzida, uma \u00e1rvore grande adulta \u00e9 preservada e 180 mil sacolas pl\u00e1sticas s\u00e3o retiradas da natureza. O produto pode ser aplicado em mob\u00edlia e objetos de decora\u00e7\u00e3o, brinquedos e at\u00e9 em constru\u00e7\u00f5es leves, como postes, casas coloniais, fachadas, cercas, playgrounds e sustenta\u00e7\u00e3o para fixar trilhos ferrovi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A madeira pl\u00e1stica apresenta benef\u00edcios em compara\u00e7\u00e3o com a convencional. Segundo a professora, \u201c\u00e9 um material de f\u00e1cil limpeza, que pode ser feita com \u00e1gua e sab\u00e3o; n\u00e3o exige muita manuten\u00e7\u00e3o; o processo de obten\u00e7\u00e3o da madeira, chamado moldagem, n\u00e3o \u00e9 poluente; \u00e9 resistente a fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, como umidade, maresia e corros\u00e3o; \u00e9 imune a pragas, como o cupim; n\u00e3o solta farpas, tem baix\u00edssima dilata\u00e7\u00e3o e seu custo-benef\u00edcio \u00e9 obtido de m\u00e9dio a longo prazo\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da Ufes, participam do grupo de pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM, no nordeste mineiro) e a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por La\u00eds Santana \u2013 Quatro universidades, incluindo a Ufes, desenvolvem pesquisa para produzir madeira sustent\u00e1vel com os rejeitos da 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