{"id":68,"date":"2018-06-08T18:28:04","date_gmt":"2018-06-08T21:28:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=68"},"modified":"2018-06-15T10:20:16","modified_gmt":"2018-06-15T13:20:16","slug":"preconceito-exclusao-e-violencia-vividos-por-mulheres-transexuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/08\/preconceito-exclusao-e-violencia-vividos-por-mulheres-transexuais\/","title":{"rendered":"Preconceito, exclus\u00e3o e viol\u00eancia vividos por mulheres transexuais"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Por Jorge Medina \u2013<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Embora haja avan\u00e7os no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas sociais para a popula\u00e7\u00e3o LGBTTT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transg\u00eaneros), ainda s\u00e3o muitos os desafios e obst\u00e1culos que essa comunidade enfrenta na sociedade, principalmente no combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia. Para Viviana Corr\u00eaa, mulher transexual, t\u00e9cnica-administrativa da Ufes, os preconceitos quanto \u00e0 sexualidade est\u00e3o relacionados \u00e0 falta de conhecimento sobre os estudos de g\u00eaneros e \u00e0 falta de entendimento a respeito da diferen\u00e7a entre identidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Conforme dados da ONG International Transgender Europe, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds onde mais se mata travestis e transexuais. Em 2017, por exemplo, 179 pessoas trans foram assassinadas no Pa\u00eds. Al\u00e9m disso, o preconceito, a exclus\u00e3o social, a dificuldade de acesso aos postos de trabalho e a viola\u00e7\u00e3o de direitos de forma geral s\u00e3o preocupantes, principalmente entre as pessoas trans e travestis. Entender o porqu\u00ea da discrimina\u00e7\u00e3o e da agressividade que sofrem a comunidade LGBTTT \u00e9 uma tarefa complexa.<\/p>\n<p>O professor Alexsandro Rodrigues, coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Sexualidades (GEPS) e do N\u00facleo de Pesquisa em Sexualidade (NEPS\/Ufes), destaca que a sexualidade \u00e9 uma quest\u00e3o que desperta muito interesse, pois faz parte dos sujeitos que a constituem, n\u00e3o \u00e9 algo que possa se desligar ou algo de que algu\u00e9m possa se distanciar. Est\u00e1 relacionada \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es, aos prazeres e \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, independentemente da identidade sexual dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Viviana Corr\u00eaa, mulher transexual, t\u00e9cnica-administrativa da Ufes no cargo de secret\u00e1ria executiva do Departamento de Cidadania e Direitos Humanos da Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis e Cidadania (Proaeci), ressalta que os preconceitos quanto \u00e0 sexualidade est\u00e3o relacionados \u00e0 falta de conhecimento sobre os estudos de g\u00eaneros. Para ela, primeiramente, as pessoas ainda n\u00e3o conseguem entender a diferen\u00e7a entre identidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual. \u201cA identidade de g\u00eanero de uma pessoa \u00e9 um sentimento e uma viv\u00eancia profunda do pr\u00f3prio g\u00eanero, normalmente consistente com o sexo que lhe foi atribu\u00eddo no momento do nascimento. \u00c9 uma quest\u00e3o pessoal, uma rela\u00e7\u00e3o com voc\u00ea mesmo. J\u00e1 a orienta\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 a atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou emocional que uma pessoa sente em rela\u00e7\u00e3o a outra. \u00c9 o afeto com o pr\u00f3ximo, com o outro\u201d, completa.<\/p>\n<p>No caso de Viviana, ainda crian\u00e7a ocorreu a percep\u00e7\u00e3o de que o g\u00eanero que lhe foi designado ao nascer n\u00e3o a representava. As pessoas a viam como menino, mas ela se sentia uma menina. Sua inf\u00e2ncia foi bem conturbada. Era castigada por seu comportamento, por sua postura e por suas atitudes, que eram incompat\u00edveis, socialmente, com o que se espera de uma pessoa do sexo masculino. N\u00e3o conseguindo corresponder \u00e0s expectativas e cobran\u00e7as alheias, ela preferiu se isolar e viver em seu pr\u00f3prio mundo.<\/p>\n<p>Viviana conta que a transi\u00e7\u00e3o de menino para menina s\u00f3 aconteceu pr\u00f3ximo aos 30 anos de idade, quando entrou na Ufes. Para ela, a mudan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e assusta as pessoas, pois h\u00e1 uma quebra do padr\u00e3o imposto pela sociedade, e muitas n\u00e3o sabem lidar com a situa\u00e7\u00e3o e se afastam. \u201cTalvez por isso minha transi\u00e7\u00e3o veio a acontecer tardiamente. Quando chegou o momento, foi algo muito libertador e de ang\u00fastia ao mesmo tempo, por n\u00e3o ter feito isso antes\u201d, admite.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o de g\u00eanero em si, Viviana, que tamb\u00e9m \u00e9 ativista em movimentos sociais, acredita que outros fatores contribuem para intensificar ou atenuar a discrimina\u00e7\u00e3o e a exclus\u00e3o social contra as pessoas transexuais. \u201cN\u00e3o sofro tanto preconceito como as demais pessoas trans. Acredito que seja pela minha postura e pela minha situa\u00e7\u00e3o social. Tenho acesso a estudos, um emprego est\u00e1vel, e socialmente sou considerada como branca. Todas essas quest\u00f5es amenizam a discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Viviana fala fluentemente tr\u00eas idiomas, morou na Alemanha por tr\u00eas anos, \u00e9 professora de Ingl\u00eas e Alem\u00e3o no N\u00facleo de L\u00ednguas da Ufes e tem p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Alem\u00e3 pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/p>\n<p>Apesar do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal de qualidade, a t\u00e9cnica-administrativa da Ufes ressalta a import\u00e2ncia de ter sido aprovada no concurso p\u00fablico da Universidade, em 2013. \u201cMesmo tendo compet\u00eancia para exercer uma profiss\u00e3o, pessoas trans s\u00e3o, frequentemente, recusadas por sua identidade de g\u00eanero. Dessa forma, muitas delas s\u00f3 veem uma op\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia: se prostituir\u201d, diz Viviana. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), mais de 90% de travestis e transexuais vivem da prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Preconceito<\/h2>\n<p>A secret\u00e1ria executiva Viviana Corr\u00eaa enfatiza que existem preconceitos e discrimina\u00e7\u00f5es de maneiras diferenciadas. \u201cA discrimina\u00e7\u00e3o com as pessoas trans \u00e9 maior do que com os gays. Os preconceitos relacionados \u00e0s pessoas trans est\u00e3o relacionados com \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o, fetichiza\u00e7\u00e3o e objetifica\u00e7\u00e3o. Existem pessoas que n\u00e3o se aproximam da gente, n\u00e3o falam com a gente, agem de formas diferentes. \u00c0s vezes, existe respeito, mas percebemos um preconceito de maneira velada\u201d, observa Viviana.<\/p>\n<p>Viviana explica ainda que muitos pensam que a transexualidade \u00e9 a homossexualidade em est\u00e1gio avan\u00e7ado. \u201cTemos de falar sobre g\u00eanero e diversidade sempre. Fazer com que as pessoas percebam que n\u00f3s existimos, sen\u00e3o elas ficam alienadas e com uma vis\u00e3o atrofiada. Sabemos que mudar a maneira de pensar das pessoas n\u00e3o \u00e9 algo f\u00e1cil, n\u00e3o \u00e9 tranquilo. Algumas quest\u00f5es s\u00f3 mudam com gera\u00e7\u00f5es. N\u00f3s estamos vivendo o que os gays viveram nos anos 1960 e 1970. Mas temos que ter visibilidade e acabar com os tabus e os estere\u00f3tipos constru\u00eddos em torno de n\u00f3s\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Para desmistificar um pouco essas quest\u00f5es, a Ufes promove v\u00e1rios eventos educativos como o Dia Nacional da Visibilidade Trans, que \u00e9 organizado desde 2004 e objetiva defender os direitos humanos e o respeito \u00e0 identidade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Outro ponto levantado por Viviana, que, segundo ela, refor\u00e7a o preconceito contra as mulheres trans, \u00e9 a ideia ainda presente na sociedade brasileira de que o sexo feminino \u00e9 inferior ao masculino: \u201cSendo assim, para quem \u00e9 preconceituoso, \u00e9 ultrajante aceitar que uma pessoa designada homem quando nasce se \u201crebaixe\u201d e queira levar a vida como uma mulher. Para aqueles que se identificam como sexo forte, \u00e9 inaceit\u00e1vel que um homem se identifique com o sexo que eles acham inferior ao seu. Isso fere o machismo de uma maneira muito forte e refor\u00e7a ainda mais a viol\u00eancia contra as pessoas trans\u201d.<\/p>\n<p>Ela explica ainda que, em uma sociedade que estabelece e mant\u00e9m categorias fechadas e alienantes, fugir \u00e0 regra \u00e9 uma afronta. \u201cQuanto mais voc\u00ea sai de um padr\u00e3o estabelecido social e culturalmente, mais preconceito voc\u00ea sofre\u201d, observa.<\/p>\n<p>Para Viviana, a consequ\u00eancia m\u00e1xima dessa discrimina\u00e7\u00e3o, o assassinato de pessoas trans, tende a aumentar neste ano. \u201cTemos a impress\u00e3o de que o n\u00famero de assassinados ser\u00e1 maior. O levante do conservadorismo est\u00e1 cada vez mais alto no Pa\u00eds. Isso \u00e9 observado principalmente nas redes sociais, os coment\u00e1rios relacionados aos g\u00eaneros est\u00e3o cada vez mais agressivos e depreciativos. Estamos vivendo em um momento complicado e de retrocesso em nossa sociedade. Estamos vivendo a mesma situa\u00e7\u00e3o que os gays viviam anteriormente\u201d, pontua.<\/p>\n<h2>Acolhimento<\/h2>\n<p>Como a\u00e7\u00e3o no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia, exclus\u00e3o social e viola\u00e7\u00e3o de direitos das pessoas trans e travestis, o Departamento de Psicologia da Ufes, coordenado pela professora Andrea dos Santos Nascimento, criou o Grupo de Acolhimento para Pessoas Transexuais e Travestis.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo foi abrir um espa\u00e7o dentro da Universidade para que pessoas trans e travestis pudessem falar sobre suas vidas, seus medos e suas inquieta\u00e7\u00f5es de forma aberta e sem preconceitos. Um espa\u00e7o para cuidarem de sua sa\u00fade mental, proporcionando um porto seguro para que essa popula\u00e7\u00e3o pudesse revelar seus anseios e suas conquistas o mais inteiramente poss\u00edvel. Foi um momento de profundas e importantes trocas. Oferecemos a possibilidade de aceita\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o sem nenhum pr\u00e9-julgamento moral\u201d, explica Andrea, doutora em Psicologia.<\/p>\n<p>O grupo foi criado em 2004, junto ao Sistema Conselhos de Psicologia. \u201cComecei a dar os primeiros passos na milit\u00e2ncia pela diversidade sexual e de g\u00eanero. Nos grupos de milit\u00e2ncia, a maior reclama\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTTT era quanto \u00e0 aus\u00eancia do atendimento psicol\u00f3gico feito por profissionais preparados. Em outros momentos, a reclama\u00e7\u00e3o era de que a psicologia n\u00e3o sabia o que fazer com os pacientes trans e travestis, que a proposta era sempre de us\u00e1-los(as) para fins de pesquisa e levantamento de dados. Dessa forma, em 2017, colocamos em pr\u00e1tica o primeiro Grupo de Acolhimento para pessoas trans e travestis, dentro da Universidade e de forma gratuita. Hoje, contamos com 12 profissionais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia desse tipo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 ressaltada ainda por dados que apontam para a vulnerabilidade psicoemocional da comunidade LGBTTT. O suic\u00eddio, por exemplo, \u00e9 quatro vezes maior nesse grupo do que em heterossexuais, sendo que essas pessoas s\u00e3o tr\u00eas vezes mais propensas a desenvolver algum tipo de transtorno psicol\u00f3gico, como a depress\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<h2>Avan\u00e7os<\/h2>\n<p>Apesar dos preconceitos e da falta de informa\u00e7\u00f5es sobre a transexualidade, a servidora da Ufes e ativista em movimentos sociais Viviana Corr\u00eaa destaca alguns avan\u00e7os. O principal, para ela, \u00e9 o direito de existir. \u201cNos anos 1980 e 1990, a popula\u00e7\u00e3o trans vivia em guetos. Acredito que essa viol\u00eancia de hoje \u00e9 porque ousamos sair dos guetos e ocuparmos os mesmos locais das pessoas cisg\u00eaneras. Elas n\u00e3o estavam esperando que fossem dividir os mesmos espa\u00e7os conosco\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado como conquista s\u00e3o as pol\u00edticas do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que visam a a\u00e7\u00f5es para evitar a discrimina\u00e7\u00e3o contra l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nos espa\u00e7os e no atendimento dos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade. Tamb\u00e9m h\u00e1 o Projeto de Lei Jo\u00e3o Nery (PL 5002\/2013), que tramita na C\u00e2mara dos Deputados desde 2013, e busca garantir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o trans o reconhecimento a sua identidade de g\u00eanero. A lei busca permitir que qualquer pessoa acima de 18 anos apresente em cart\u00f3rio um pedido de retifica\u00e7\u00e3o registral da certid\u00e3o de nascimento e novas emiss\u00f5es de documentos, com o nome e g\u00eanero pelo qual quer ser tratado.<\/p>\n<p>Outra conquista \u00e9 o nome social, que \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o pela qual as pessoas trans, transexuais, travestis ou qualquer outro g\u00eanero preferem ser chamadas no dia a dia, em contraste ao seu nome oficialmente registrado em certid\u00e3o de nascimento. Em 2014, o Conselho Universit\u00e1rio da Ufes aprovou o uso de nome social para estudantes e servidores da Universidade. Estes passaram, ent\u00e3o, a ter o direito de requerer o uso e a inclus\u00e3o nos registros acad\u00eamicos de seu nome social, sempre que o nome civil n\u00e3o refletir sua identidade de g\u00eanero ou implicar algum tipo de constrangimento.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 conceder aos estudantes travestis e transexuais o direito de utilizar o nome social, sem mencionar o nome civil, durante a frequ\u00eancia de classe, em solenidades, cola\u00e7\u00e3o de grau, defesa de monografias e em outras situa\u00e7\u00f5es da vida acad\u00eamica. Hist\u00f3rico escolar, certificados, certid\u00f5es, diplomas, atas e demais documentos relativos \u00e0 conclus\u00e3o do curso e cola\u00e7\u00e3o de grau ser\u00e3o emitidos com o nome civil, acompanhado do nome social.<\/p>\n<h3>Saiba mais: Hucam \u00e9 refer\u00eancia em cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes (Hucam) \u00e9 refer\u00eancia no tratamento de disforia de g\u00eanero para transexuais e transg\u00eaneros no Estado do Esp\u00edrito Santo. Em 1998, realizou a primeira cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o no Estado, conhecida como cirurgia de mudan\u00e7a de sexo. Foi o segundo hospital p\u00fablico brasileiro a fazer a cirurgia e se tornou refer\u00eancia mundial.<\/p>\n<p>Em 2013, uma equipe coordenada pelo professor de Medicina da Ufes Jhonson Joaquim Gouv\u00eaa desenvolveu uma t\u00e9cnica in\u00e9dita<br \/>\nnas cirurgias de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, com preserva\u00e7\u00e3o dos corpos cavernosos.<\/p>\n<p>Atualmente, o Hucam oferece para a comunidade um Ambulat\u00f3rio de Diversidade de G\u00eanero, o \u00fanico existente no Estado. A portaria de credenciamento foi publicada no dia 2 de mar\u00e7o de 2018. O ambulat\u00f3rio \u00e9 formado por uma equipe multidisciplinar que inclui urologista, endocrinologista, psiquiatra, ginecologista, infectologista, cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico, enfermeiro, psic\u00f3logo, assistente social e fonoaudi\u00f3logo. Os pacientes s\u00e3o acompanhados em suas dimens\u00f5es ps\u00edquica, social e m\u00e9dico-biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Coordenado pela professora e enfermeira L\u00e9ia Damasceno Brotto, que \u00e9 chefe da Divis\u00e3o de Gest\u00e3o do Cuidado, o ambulat\u00f3rio atende em m\u00e9dia 10 pacientes por m\u00eas. Para realizar a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o os pacientes t\u00eam que ter mais de 21 anos, al\u00e9m de passar por uma rigorosa avalia\u00e7\u00e3o com a equipe multiprofissional, que dura em m\u00e9dia dois anos. A cirurgia, que \u00e9 gratuita, dura em m\u00e9dia quatro horas. O Hucam j\u00e1 realizou 76 cirurgias de transgenitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Jorge Medina \u2013 Embora haja avan\u00e7os no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas sociais para a popula\u00e7\u00e3o LGBTTT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/08\/preconceito-exclusao-e-violencia-vividos-por-mulheres-transexuais\/\" title=\"Preconceito, exclus\u00e3o e viol\u00eancia vividos por mulheres transexuais\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":316,"featured_media":69,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,2,9],"tags":[],"class_list":["post-68","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-edicao008","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",900,720,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",150,120,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",300,240,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",768,614,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",900,720,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",900,720,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",900,720,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",548,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",476,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",636,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",306,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Preconceito_foto_bandeira1.jpg",75,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"evandro.rosa","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/evandro-rosa\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Jorge Medina \u2013 Embora haja avan\u00e7os no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas sociais para a popula\u00e7\u00e3o LGBTTT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/316"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":225,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68\/revisions\/225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}