{"id":840,"date":"2019-10-11T11:29:16","date_gmt":"2019-10-11T14:29:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=840"},"modified":"2019-11-04T10:22:08","modified_gmt":"2019-11-04T13:22:08","slug":"pesquisadores-da-ufes-descrevem-novo-sinal-radiologico-que-contribui-para-aumentar-precisao-de-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/10\/11\/pesquisadores-da-ufes-descrevem-novo-sinal-radiologico-que-contribui-para-aumentar-precisao-de-diagnostico\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Ufes descrevem novo sinal radiol\u00f3gico que contribui para aumentar precis\u00e3o de diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por Sueli de Freitas \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da Ufes descreveram um novo sinal radiol\u00f3gico, presente em 100% dos pacientes com paracoccidioidomicose que apresentam les\u00f5es semelhantes a tumores no c\u00e9rebro. O artigo sobre est\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o de outubro da <em>American Journal of Neuroradiology<\/em>. Este tipo de micose \u00e9 comum no Brasil, no entanto, a incid\u00eancia no sistema nervoso central n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o frequente, segundo os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O sinal \u2013 em formato duplo&nbsp;halo \u2013 ajuda a pensar na\ndoen\u00e7a provocada pelo fungo <em>Paracoccidioides\nspp<\/em> em \u00e1reas end\u00eamicas, auxiliando no diagn\u00f3stico e no pronto tratamento\ndos pacientes. Com a identifica\u00e7\u00e3o desse sinal, \u00e9 poss\u00edvel evitar que as les\u00f5es\nprovocadas pelo fungo sejam confundidas com\u200b neoplasias malignas&nbsp;no\nc\u00e9rebro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>American Journal of Neuroradiology<\/em> \u00e9 uma das mais renomadas revistas da \u00e1rea de neurorradiologia do mundo. Um dos pesquisadores, o professor de radiologia Marcos Rosa, atribui a aceita\u00e7\u00e3o do artigo \u201cParacoccidioidomicose do sistema nervoso central: achados de imagem por tomografia computadorizada e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica\u201d, que j\u00e1 saiu na&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ajnr.org\/content\/early\/2019\/09\/12\/ajnr.A6203\">vers\u00e3o&nbsp;online da revista <\/a>no dia 12 de setembro, a esse achado de imagem e ao fato de ser o maior n\u00famero de casos reunidos num estudo sobre a paracoccidioidomicose (PCM) no sistema nervoso central. Os dados s\u00e3o de 24 pacientes, atendidos entre os anos de 1979 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi conduzida em parceria entre os professores da\nradiologia e da infectologia da Universidade, em conjunto com o Hospital\nUniversit\u00e1rio Cassiano Ant\u00f4nio de Moraes. Participaram os\nprofessores&nbsp;Marcos Rosa e Paulo Pe\u00e7anha, do Departamento de Cl\u00ednica\nM\u00e9dica; Alo\u00edsio Falqueto, do Departamento de Medicina Social; Sarah Gon\u00e7alves, do\nDepartamento de Patologia; e T\u00e2nia Velloso, do Departamento de Cl\u00ednica\nOdontol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Micose sist\u00eamica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta, em seu site, que a PCM \u00e9 a\nprincipal micose sist\u00eamica no Brasil. \u00c9 provocada pela inala\u00e7\u00e3o do fungo&nbsp;<em>Paracoccidioides spp<\/em>. Est\u00e1 relacionada\ncom o \u201cmanejo do solo contaminado\u201d em \u201catividades agr\u00edcolas, terraplenagem,\npreparo de solo, pr\u00e1ticas de jardinagens, transporte de produtos vegetais,\nentre outras\u201d. N\u00e3o h\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o de pessoa para pessoa nem de animais para\nhumanos. \u201cA maioria dos indiv\u00edduos que adoeceram com a PCM apresenta hist\u00f3ria\nde atividade agr\u00edcola exercida nas duas primeiras d\u00e9cadas de vida\u201d, indica o\nMinist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Marcos Rosa explica que o fungo, presente no\nsolo, \u00e9 inalado e se aloja nos pulm\u00f5es. A consequ\u00eancia mais frequente s\u00e3o\nles\u00f5es pulmonares, na pele \u200be nas mucosas, mas pode atingir outros \u00f3rg\u00e3os se o\nfungo entrar na corrente sangu\u00ednea. A doen\u00e7a pode levar \u00e0 morte se houver demora\nem iniciar o tratamento. \u201cEm geral, os pacientes s\u00e3o agricultores que t\u00eam\ncontato com o fungo. A pessoa pode desenvolver fibrose pulmonar, o que\u200b\npode&nbsp;levar \u00e0 insufici\u00eancia respirat\u00f3ria se n\u00e3o for tratada\u201d, afirma o\nprofessor.<\/p>\n\n\n\n<p>A incid\u00eancia de PCM no sistema nervoso central n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o\nfrequente no mundo, mas no Esp\u00edrito Santo surgem de um a dois casos por ano.\n\u201cAntes dessa nossa pesquisa,&nbsp;havia&nbsp;estudos publicados&nbsp;com n\u00famero\nmenor de casos. Nosso artigo traz vinte e quatro pacientes\u201d, informa Marcos\nRosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa apresenta os principais aspectos de imagem\nelencados na tomografia e na resson\u00e2ncia magn\u00e9tica dos pacientes com les\u00f5es\nocasionadas pelo fungo no sistema nervoso central.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Sueli de Freitas \u2013 Pesquisadores do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da Ufes descreveram um novo sinal radiol\u00f3gico, presente em 100% dos pacientes <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2019\/10\/11\/pesquisadores-da-ufes-descrevem-novo-sinal-radiologico-que-contribui-para-aumentar-precisao-de-diagnostico\/\" title=\"Pesquisadores da Ufes descrevem novo sinal radiol\u00f3gico que contribui para aumentar precis\u00e3o de diagn\u00f3stico\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":845,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[5,9,47],"tags":[],"class_list":["post-840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",1987,969,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",150,73,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",300,146,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",768,375,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",1024,499,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",1536,749,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",1987,969,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",898,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",678,331,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",678,331,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",326,159,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2019\/10\/duplo-halo.jpg",80,39,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":2,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Sueli de Freitas \u2013 Pesquisadores do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da Ufes descreveram um novo sinal radiol\u00f3gico, presente em 100% dos pacientes [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=840"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":862,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/840\/revisions\/862"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}