{"id":895,"date":"2020-01-15T10:28:55","date_gmt":"2020-01-15T13:28:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=895"},"modified":"2020-02-19T10:34:01","modified_gmt":"2020-02-19T13:34:01","slug":"projeto-incentiva-a-pratica-do-croche-para-reduzir-o-estresse-academico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/01\/15\/projeto-incentiva-a-pratica-do-croche-para-reduzir-o-estresse-academico\/","title":{"rendered":"Projeto incentiva a pr\u00e1tica do croch\u00ea para reduzir o estresse acad\u00eamico"},"content":{"rendered":"\n<p><em> &#8211; Por Mikaella Mozer &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>A sa\u00fade mental de estudantes de ensino superior vem preocupando as universidades. Com foco nesse grupo, nasceu o projeto de extens\u00e3o Linhas da Vida, que busca reduzir as tens\u00f5es por meio da pr\u00e1tica&nbsp; do croch\u00ea<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As dificuldades emocionais e a sa\u00fade mental t\u00eam sido motivo de preocupa\u00e7\u00e3o no ambiente acad\u00eamico. Entre os estudantes, 83% afirmaram ter vivido dificuldades emocionais e 63% sofreram de ansiedade em 2018, segundo<a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" pesquisa  (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.andifes.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/V-Pesquisa-Nacional-de-Perfil-Socioecon%C3%B4mico-e-Cultural-dos-as-Graduandos-as-das-IFES-2018.pdf\" target=\"_blank\"> pesquisa <\/a>realizada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (Andifes). J\u00e1 o Projeto Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa) aponta que o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds com maior \u00edndice de alunos na faixa et\u00e1ria dos 15 anos que ficam estressados durante as provas: 80,3% deles ficam nervosos ou ansiosos durante os exames e 56% ficam tensos com os estudos. Diante dessa realidade,&nbsp; muitos centros de ensino superior t\u00eam pensado em meios de cuidar da sa\u00fade mental de sua comunidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Para ajudar a lidar com o estresse acad\u00eamico, a professora de Psicologia&nbsp; da Ufes Claudia Broetto Rossetti desenvolveu o projeto de extens\u00e3o Linhas da Vida, que usa a pr\u00e1tica do croch\u00ea para ajudar estudantes a lidar com a vida universit\u00e1ria. \u201cO objetivo do projeto \u00e9 fornecer foco e manejo positivo do estresse acad\u00eamico, ou seja, aprender a lidar com ele de maneira saud\u00e1vel. Aprender a entrela\u00e7ar os fios \u00e9 outra forma de lidar com as frustra\u00e7\u00f5es, a ter paci\u00eancia. E no processo, as pessoas v\u00e3o aprendendo a se enxergar\u201d, afirma a professora, que pesquisa Psicologia Escolar e do Desenvolvimento  Humano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O projeto<\/h3>\n\n\n\n<p>A iniciativa teve in\u00edcio no segundo semestre de 2019, com encontros ministrados em dupla, por seis integrantes. Eles s\u00e3o alunos de Psicologia, uma professora de Terapia Ocupacional e uma servidora da Proaeci, que \u00e9 psic\u00f3loga. De acordo com a professora, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio saber praticar o croch\u00ea para entrar no grupo.&nbsp; \u201cAs turmas ser\u00e3o divididas nos n\u00edveis iniciante e avan\u00e7ado. Vamos aplicar as t\u00e9cnicas certas para cada conjunto de pessoas\u201d, detalha Claudia Rossetti. <\/p>\n\n\n\n<p>O projeto nasceu da percep\u00e7\u00e3o da professora, a partir dos seus estudos em Psicologia do Desenvolvimento, que estuda as mudan\u00e7as progressivas no seres humanos em diversas \u00e1reas, como a afetivo-emocional, a f\u00edsico-motora e a social. Suas pesquisas come\u00e7aram focadas na inf\u00e2ncia e seguiram para jovens adultos. Isso se deu pela constata\u00e7\u00e3o&nbsp; da necessidade de aten\u00e7\u00e3o a essa faixa et\u00e1ria, que em parte est\u00e1 dentro de universidades, enfrentando desafios que afetam o seu bem estar. \u201cNa Ufes mesmo,  temos muitos casos de jovens que precisam de apoio\u201d, aponta. <\/p>\n\n\n\n<p>As linhas sempre foram usadas como met\u00e1foras sobre relacionamentos, liga\u00e7\u00f5es e cortes. O uso delas no Linhas da Vida n\u00e3o \u00e9 diferente: as t\u00e9cnicas ensinadas aos integrantes foram escolhidas para trabalhar o controle. A metodologia \u00e9 baseada no livro <em>Hook to Heal!<\/em>, da psic\u00f3loga americana e escritora Kathryn Vercillo. Nele s\u00e3o ensinadas 100 t\u00e9cnicas, contendo oito passos em cada, de como transformar o croch\u00ea em arteterapia. \u201cEm uma delas, caso o aluno perca o foco total enquanto produz, ele tem de desmanchar tudo para come\u00e7ar de novo. Isso leva a pessoa trabalhar a aten\u00e7\u00e3o e ver at\u00e9 onde consegue construir com foco. Outro exerc\u00edcio \u00e9 o de fazer todo o produto e em seguida desmanchar. Esse mexe com a paci\u00eancia\u201d, exemplifica Claudia Rossetti.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A expectativa \u00e9 que a primeira turma, que come\u00e7a em mar\u00e7o, tenha em torno de 20 pessoas, entretanto, se a procura for grande, ser\u00e3o abertos outros grupos. Durante os encontros , os alunos ter\u00e3o um di\u00e1rio de bordo, no qual&nbsp; anotar\u00e3o como se sentem e seus progressos. Eles tamb\u00e9m ter\u00e3o atividades para casa, mantendo assim a recorr\u00eancia na atividade. <\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre, foram feitas duas oficinas-piloto. Uma das pessoas que participaram relatou que conseguiu transformar a sua ansiedade, antes dirigida \u00e0 comida, por meio do croch\u00ea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de mensurar os efeitos da atividade sobre a sa\u00fade dos participantes, mas sim ajudar a equilibrar o processo de passagem pela vida acad\u00eamica. Por isso, n\u00e3o ser\u00e3o impostas obriga\u00e7\u00f5es aos alunos, o que poderia gerar mais estresse. \u201cAs aulas ser\u00e3o livres, quem quiser ir pode, se tiver vontade de parar pode tamb\u00e9m, s\u00f3 n\u00e3o queremos o sentimento de obriga\u00e7\u00e3o com os encontros\u201d, afirma a professora. Ainda assim, Claudia Rossetti afirma que uma doutoranda estudar\u00e1 as funcionalidades do croch\u00ea como meio de apoio ao estresse. Ela tamb\u00e9m tem interesse em fazer um p\u00f3s-doutorado mais \u00e0 frente para se aprofundar no assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe pretende ainda resgatar a identifica\u00e7\u00e3o de pessoas j\u00e1 ligadas \u00e0 atividade do croch\u00ea, por ter um contato familiar ou alguma lembran\u00e7a relacionada. A carga afetiva auxilia no processo de lidar com o estresse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Atitude pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a professora, o croch\u00ea, al\u00e9m proporcionar&nbsp; vantagens terap\u00eauticas, tamb\u00e9m \u00e9 atitude pol\u00edtica. \u201cO uso de retalhos e de produtos reutiliz\u00e1veis ajudam na manuten\u00e7\u00e3o do planeta. Um exemplo s\u00e3o as ecopads, discos de croch\u00ea para limpeza facial, que podem ser reutilizados, o que reduz a polui\u00e7\u00e3o. Isso ajuda tamb\u00e9m na diminui\u00e7\u00e3o do consumismo, um dos maiores problemas ecol\u00f3gicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"6016\" height=\"4000\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/DSC_0949.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-899\" \/><figcaption>Alunas produziram enfeites de Natal e prendedores de cabelos durante os encontros. Foto: Mikaella Mozer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar de o croch\u00ea ser associado a um papel tradicional das mulheres e \u00e0s pessoas mais velhas, esse estigma vem sendo quebrado, segundo Claudia Rossetti. Um exemplo \u00e9 a&nbsp; jovem influenciadora digital Marie Castro, que incentiva em suas redes sociais o ato de crochetar, ensinando a fazer e a calcular o pre\u00e7o das mercadorias. Com isso, o croch\u00ea pode ser entendido tamb\u00e9m como uma fonte de renda para se manterem sozinhas e terem em si seguran\u00e7a financeira e emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo \u00e9 o coletivo Clube do Bordado, fundado em 2013, que re\u00fane mulheres para crochetar e discutir quest\u00f5es de g\u00eanero. Al\u00e9m de terem um ref\u00fagio da rotina estressante e de se sentirem acolhidas dentro de um grupo, elas usufruem do tempo da atividade discutindo assuntos importantes. O curso, que come\u00e7ou em S\u00e3o Paulo, j\u00e1 \u00e9 oferecido em v\u00e1rios estados do pa\u00eds. A mesma l\u00f3gica \u00e9 seguida pelo Bordado Empoderado, fundado pela jornalista Bruna Antunes, e pelo Nectarina Bordados Subversivos. \u201cEssas a\u00e7\u00f5es ajudam na manuten\u00e7\u00e3o mental&nbsp; das mulheres com o sentimento de coletividade e de apoio. O trabalho manual traz diversos benef\u00edcios para a sa\u00fade mental\u201d, pontua a professora. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao manusear as agulhas, ligando uma linha na outra, o c\u00e9rebro \u00e9 estimulado, gerando sensa\u00e7\u00e3o de bem estar e relaxamento, explica Claudia Rossetti. \u201cEssas sensa\u00e7\u00f5es levam \u00e0 autoestima, autoconfian\u00e7a, criatividade e desenvolvimento de habilidades motoras. Voc\u00ea preenche as m\u00e3os e a mente\u201d, completa. <\/p>\n\n\n\n<p>O croch\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 um trabalho de desconex\u00e3o. \u201cMuitas pessoas fazem um ponto e j\u00e1 pegam o celular. O uso abusivo das redes sociais \u00e9 um dos fatores que t\u00eam contribu\u00eddo para os altos \u00edndices de estresse e ansiedade dos dias atuais\u201d, indica a coordenadora do projeto de extens\u00e3o. \u201cNessa atividade, h\u00e1 come\u00e7o, meio e fim, algo de que as pessoas se desacostumaram pela correria do dia a dia. E isso afeta o emocional, o afetivo e o cognitivo \u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em diversas escolas em outros pa\u00edses, os trabalhos manuais fazem parte do curr\u00edculo escolar. Uma das extensionistas do projeto, Andreina Calle, \u00e9 equatoriana&nbsp; e aprendeu croch\u00ea na escola. Esse \u00e9 considerado um dos melhores est\u00edmulos \u00e0s crian\u00e7as, por trabalhar com o desenvolvimento motor, emocional e mental j\u00e1 desde a inf\u00e2ncia. Contribui tamb\u00e9m no est\u00edmulo do pensamento e nas resolu\u00e7\u00f5es de quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As brincadeiras infantis nos \u00faltimos anos v\u00eam tendo uma mudan\u00e7a, deixando de ser um contato pessoal com brinquedos para ser em&nbsp; frente \u00e0s telas de celulares. Claudia Rossetti explica que os problemas de ansiedade e outros dist\u00farbios mais frequentes ultimamente v\u00eam do abuso no uso de redes sociais e de tecnologias em geral. Ela ressalta a import\u00e2ncia do est\u00edmulo a brincadeiras com o manejo das m\u00e3os, como a constru\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio brinquedo ou mesmo o croch\u00ea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>&#8211; Por Mikaella Mozer &#8211; A sa\u00fade mental de estudantes de ensino superior vem preocupando as universidades. 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