{"id":926,"date":"2020-01-31T11:26:32","date_gmt":"2020-01-31T14:26:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=926"},"modified":"2020-02-28T07:58:44","modified_gmt":"2020-02-28T10:58:44","slug":"estudo-ufes-usp-aponta-origens-geneticas-da-populacao-indigena-do-municipio-de-aracruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/01\/31\/estudo-ufes-usp-aponta-origens-geneticas-da-populacao-indigena-do-municipio-de-aracruz\/","title":{"rendered":"Estudo Ufes-USP aponta origens gen\u00e9ticas da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do munic\u00edpio de Aracruz"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por N\u00e1bila Corr\u00eaa \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Dados das comunidades ind\u00edgenas capixabas foram comparados com os dos Proto-Tupi da Amaz\u00f4nia no estudo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Ufes e da Universidade de S\u00e3o  Paulo (USP) sobre a origem das popula\u00e7\u00f5es Tupiniquim e Guarani do  munic\u00edpio de Aracruz, no litoral norte do Esp\u00edrito Santo, utilizou  informa\u00e7\u00f5es obtidas no material gen\u00e9tico desses povos ind\u00edgenas para  reconstruir a hist\u00f3ria deles. O artigo, publicado na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>  (PNAS), dos Estados Unidos, em 13 de janeiro, concluiu que essas  popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o descendentes de tribos Proto-Tupi estabelecidas na  Amaz\u00f4nia h\u00e1 cerca de quatro mil anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dessas tribos se espalhou pela costa brasileira, incluindo o litoral capixaba, por meio de um movimento migrat\u00f3rio conhecido como Di\u00e1spora Tupi, dando origem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que habitava a costa do  Brasil quando Cabral aqui aportou em 1500, tamb\u00e9m chamada de Tupis da costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados gen\u00e9ticos dos Tupiniquim e Guarani-M&#8217;by\u00e1 das aldeias de Aracruz utilizados no artigo foram coletados em uma pesquisa realizada  pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas da Ufes em 2004 e  2005. O objetivo original do estudo era verificar o impacto da gen\u00e9tica no desenvolvimento da hipertens\u00e3o arterial. \u201cToda a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena  adulta dessas aldeias foi estudada, medindo-se o consumo de sal, press\u00e3o  arterial, gordura corporal e rigidez das art\u00e9rias. Foram realizadas medidas antropom\u00e9tricas, al\u00e9m de eletrocardiograma\u201d, explica o coordenador da pesquisa, professor Jos\u00e9 Geraldo Mill.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram coletadas amostras de sangue para exames bioqu\u00edmicos e  obten\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico. O estudo publicado na revista PNAS  comparou o DNA dessas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas atuais com o DNA coletado na d\u00e9cada de 60 em popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, que, naquela \u00e9poca, ainda estavam totalmente isoladas. Comparando os dados desses povos primitivos com os dos povos Tupiniquim e Guarani atuais, foi poss\u00edvel determinar a origem Tupi da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena capixaba estudada pela Ufes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Miscigena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da ancestralidade desses povos, a pesquisa mostrou que a popula\u00e7\u00e3o Tupiniquim, ap\u00f3s a sua quase extin\u00e7\u00e3o h\u00e1 cerca de cem anos, conseguiu se reconstituir, por meio da miscigena\u00e7\u00e3o com africanos e europeus. \u201cApesar da import\u00e2ncia da miscigena\u00e7\u00e3o para a sobreviv\u00eancia do grupo, h\u00e1 ainda indiv\u00edduos que conservam mais de 95% do DNA similar ao  povo Proto-Tupi que habitava a Amaz\u00f4nia h\u00e1 quatro mil anos, comprovando a  linha de continuidade da popula\u00e7\u00e3o atual com a ancestral\u201d, pondera o professor Mill.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador salienta que as modernas t\u00e9cnicas da gen\u00e9tica possibilitam reconstituir a hist\u00f3ria de povos e sua identidade. \u201cO  sequenciamento do genoma humano h\u00e1 cerca de 20 anos e o avan\u00e7o das t\u00e9cnicas de leitura do c\u00f3digo gen\u00e9tico v\u00eam servindo para abrir novas fronteiras do conhecimento, impens\u00e1veis quando o professor Francisco Salzano, na d\u00e9cada de 60, participou de expedi\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia buscando respostas para perguntas que todos os povos sempre fazem sobre si  mesmos: de onde viemos? como chegamos at\u00e9 aqui?\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por N\u00e1bila Corr\u00eaa \u2013 Dados das comunidades ind\u00edgenas capixabas foram comparados com os dos Proto-Tupi da Amaz\u00f4nia no estudo Um estudo desenvolvido por pesquisadores <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/01\/31\/estudo-ufes-usp-aponta-origens-geneticas-da-populacao-indigena-do-municipio-de-aracruz\/\" title=\"Estudo Ufes-USP aponta origens gen\u00e9ticas da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do munic\u00edpio de Aracruz\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":927,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-926","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",1140,641,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",150,84,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",300,169,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",768,432,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",1024,576,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",1140,641,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",1140,641,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",779,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",678,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",678,381,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",326,183,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/01\/Tupiniquins_Valter-Campanato_Agencia-Brasil.jpg",80,45,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Por N\u00e1bila Corr\u00eaa \u2013 Dados das comunidades ind\u00edgenas capixabas foram comparados com os dos Proto-Tupi da Amaz\u00f4nia no estudo Um estudo desenvolvido por pesquisadores [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=926"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":929,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/926\/revisions\/929"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}