Ufes terá seu primeiro Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia. Órgão vai contribuir para a indústria da fotônica no Brasil

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Sueli de Freitas*

A Ufes, por meio do Laboratório de Telecomunicações (LabTel), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE), teve proposta aprovada em chamada do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). Com isso, a Universidade terá o seu primeiro INCT, que visa desenvolver e estimular pesquisas na área de fotônica.

Na avaliação do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufes (PRPPG), Valdemar Lacerda Júnior, “trata-se de uma imensa conquista para nossa Universidade, sendo um pleito de anos, em várias chamadas anteriores. Esse resultado favorável só vem a contribuir com os excelentes índices que a Ufes vem apresentando ano após ano na pesquisa, na pós-graduação e na inovação”.

A fotônica é uma área de estudo relativa à luz e sua onda-partícula, o fóton. O rápido crescimento dessa área científica tem estimulado sua aplicação em indústrias de construção civil, aeroespacial, biomédicas e outras.

IN-Foton

A proposta de criação do Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para a Transformação Digital da Ufes (IN-Foton/Ufes) foi apresentada pelo professor Marcelo Segatto, coordenador do LabTel. O resultado é preliminar – ainda há a fase de recursos administrativos – mas, como o projeto recebeu nota próxima da máxima (9,8), a decisão final, que sairá em 22 de abril, não deve ser alterada.

Com a confirmação da aprovação na Chamada MCTI/CNPq/SECTICS/MS/Capes/FAPs nº 46/2024, o  IN-Foton/Ufes vai receber R$ 13.846.074,52. Segundo Segatto, os recursos, que virão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado do Espírito Santo (Fapes), serão destinados a bolsas de estudos para estudantes e profissionais da área de fotônica e adequação de espaços físicos, além de serviços e compra de equipamentos.

Foto de vários pesquisadores em pé, em um auditório, na apresentação do projeto de INCT
Apresentação da proposta  do INTC a pesquisadores da Ufes, em 2024

“A aprovação de um INCT é fruto do trabalho coletivo de vários grupos dentro de uma universidade. Aprovar o primeiro INCT da Ufes é o reconhecimento desse trabalho e uma grande oportunidade para melhorar a qualidade das ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas aqui. O nosso INCT contará com parcerias importantes no Espírito Santo, no Brasil e no exterior”, afirma o coordenador do LabTel. Apresentação do projeto do INTC a pesquisadores da Ufes aconteceu em 2024 (foto).

Ele explica ainda que o INCT é bem mais abrangente que um projeto de pesquisa: “é a criação de uma instituição vinculada à Universidade, que trabalhará para o desenvolvimento da indústria da fotônica no Brasil. O IN-Foton/Ufes será coordenado por nossa Universidade, mas contará com a participação de várias instituições e empresas”.

No instituto serão desenvolvidas pesquisas avançadas em fotônica e novos produtos e serviços de interesse da indústria nacional. “Assim, a aprovação do INCT irá beneficiar não apenas os grupos e instituições envolvidos [nas pesquisas], mas também a sociedade, pois iremos trabalhar na formação de mão de obra altamente qualificada no desenvolvimento de novas tecnologias”, destaca Segatto.

Iniciativa

A Chamada para apresentação de propostas de INCT é uma iniciativa do MCTI e do CNPq, em parceria com o Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e com as fundações de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), de São Paulo (Fapesp), de Minas Gerais (Fapemig) e do Rio de Janeiro (Faperj).

Conheça algumas pesquisas da Ufes com utilização da tecnologia fotônica:

Primeiro chip fotônico capixaba está sendo desenvolvido por pesquisadores da Ufes
Laboratório da Ufes produz calça inteligente com sensores ópticos para monitorar movimentos
Pesquisa desenvolve curativo inteligente capaz de indicar eficiência de tratamento

Fotos: Labtel

Edição: Thereza Marinho

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