Palestrantes
Conferência de abertura (18/08, 20h às 21h)
Virgínia Maria Gomes de Mattos Fontes (NIEP/UFF)
Historiadora, com mestrado em História na Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutorado em Filosofia pela Université de Paris X, Nanterre. Professora na Pós-Graduação em História da UFF; docente da Escola Nacional Florestan Fernandes-MST e coordenadora do GT História e Marxismo, da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (ANPUH). Integra o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o marxismo (NIEP-MARX) e coordena o Grupo de Trabalho e Orientação (GTO). Trabalhou na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV-Fiocruz), onde coordenou a pós-graduação e cursos de Especialização com movimentos sociais. Em atuação conjunta entre o Ministério da Saúde, a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e a Escola Nacional Florestan Fernandes, participa da coordenação coletiva de duas turmas no mestrado profissional “Trabalho, Saúde, Ambiente e Movimentos Sociais”. É autora dos livros “Reflexões Im-pertinentes” (2005) e “O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história” (2010), co-autora de “Hegemonia Burguesa na Educação Pública” (2018) e organizadora de “Capital-imperialismo, Dominação e luta de classes” (2025), além de inúmeros capítulos de livros e artigos em periódicos nacionais e internacionais. Integra diversos conselhos editoriais no país e no exterior e é colunista da TV Boitempo.
Primeira mesa-redonda (19/08, 14h às 17h)
Cacique Roberto (Aldeia Anacé da Terra Tradicional)
Roberto Ytaysaba Anacé é o Cacique Geral do Povo Anacé da Terra Tradicional, filho do Cacique Antonio Anacé e neto de Maejé. Graduado em Licenciatura Intercultural Indígena pela Universidade Federal do Ceará (LII PITAKAJÁ-ufc). Suas lutas são pela demarcação e políticas públicas para as aldeias. É ambientalista, lutando pela originalidade, pela espiritualidade e pela preservação da cultura e dos acervos Anacé. É guardião do planeta (um coletivo) e luta pelo natural contra o artificial na cosmovisão que possuem da nossa in(inteligência natural) e não da ia(sem democracia justa).
Lincoln Secco (USP)
Professor Livre Docente de História Contemporânea e do Programa de Pós-Graduação em História Econômica na Universidade de São Paulo (USP). Bacharel e licenciado em História e mestre e doutor em História Econômica, na USP. Entre suas áreas de pesquisa estão História Moderna e Contemporânea; e História do Brasil República. Atualmente é investigador do INCT (Trabalho, Instituições e Mercado).
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0881-4274
Lattes: http://lattes.cnpq.br/7343286498077538
Eduardo Sá Barreto Cruz (UFF)
É professor associado no Departamento de Economia e no Programa de Pós-graduação em Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui doutorado e mestrado em Economia pela UFF e graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua principalmente nos seguintes temas: colapso ecológico, crítica da economia política, história do pensamento econômico e filosofia da ciência. Autor, entre outras obras, dos livros “O capital na estufa: para a crítica da economia das mudanças climáticas” (2018), “Ecologia marxista para pessoas sem tempo” (2022) e “Marxism in the Age of Ecological Catastrophe: Theory and Praxis” (2024).
Segunda mesa-redonda (20/08, 8h às 11h)
Maria das Graças e Silva (UFPE)
Possui graduação, mestrado e doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-doutorado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/ UC). Atualmente, é professora Associada III na Graduação em Serviço Social, integra o quadro permanente do Programa de Pós-graduação em Serviço Social da UFPE e lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Questão Ambiental e Serviço Social. Tem experiência na área de Serviço Social e vem desenvolvendo pesquisas principalmente nos seguintes temas: capitalismo contemporâneo, questão ambiental e serviço social. Esteve na diretoria da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS (gestão 2022-2024), como coordenadora nacional de pós-graduação. Autora, entre outros, dos livros “Avaliação de Programas Sociais: o caso da intermediação de mão de obra da Agência do Trabalho-Recife/PE” (2004) e “Questão ambiental e Desenvolvimento sustentável: um desafio ético-político ao Serviço Social” (2010), e organizadora de “Crise socioambiental e Serviço Social” (2024).
ORCID:
Lattes: http://lattes.cnpq.br/1370572660294004
Iara Vanessa Fraga de Santana (UECE)
Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mestra em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). Possui especialização em Direitos Sociais do Campo/Residência Agrária (UFG) e especialização em Gestão de Políticas Públicas de Raça e Gênero (UNB). É graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), onde trabalha como assistente social, docente adjunta da graduação e colaboradora do Mestrado em Serviço Social (MASS). Trabalhou junto às políticas de assistência social (CENTRO POP), de promoção, proteção e defesa de direitos humanos (PEPDDH e CEDECA) e saúde mental (CAPS GERAL). Como docente contribuiu com o Curso de Serviço Social da Terra (UECE), faculdades privadas presenciais (CISNE e FPO) e junto ao Bacharelado em Serviço Social do Instituto Federal de Educação e Tecnologia (IFCE-Campus Iguatu). Tem estudos vinculados aos à questão agrária, ambiental, conflitos socioterritoriais, questão étnico racial e movimentos sociais. Co-autora de “Dimensões da Crise Brasileira: dependência, trabalho e fundo público” (2018), “Serviço Social nos países de Língua Portuguesa: trajetórias, diálogos e aproximações na perspectiva do Sul Global” (2026) e “Questão Ambiental, Serviço Social e Desafios Humanitários: semeaduras desde o Ceará” (2026).
ORCID: https://orcid.org/0009-0001-3718-2739
Lattes: http://lattes.cnpq.br/2678045929535355
Raquel Mota Mascarenhas Pataxó (UFOP)
Assistente Social e artesã. Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Política Social e graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Professora Adjunta do curso de Serviço Social, membra do PARENTES-Coletivo de Indígenas e do NEABI-Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Membra da Articulação Brasileira Serviço Social e Povos Indígenas (ABRASSPI) e da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), compondo o GTP-Grupos Temáticos de Pesquisa Feminismos, Relações Étnico-Raciais, de Gênero, Sexualidades e Classe Social, na coordenação colegiada da ênfase Questão Indígena e Serviço Social. Membra da Wayrakuna-Movimento Plurinacional de Indígenas Mulheres e Líder da Wayrakuna-Grupo de Pesquisa de Indígenas Mulheres. Tem experiência na área de Serviço Social e, atualmente, tem se dedicado aos temas: questão étnico-racial indígena, questão ambiental, crise de sustentabilidade global, antropoceno, bem viver e retomada indígena.
Terceira mesa-redonda (20/08, 13h às 16h)
Aleida Azamar Alonso (Universidad Autónoma Metropolitana, México)
Doutora em Economia Internacional e Desenvolvimento pela Universidade Complutense de Madrid, mestra em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Autônoma de Madrid e possui especialização em Cultura, Sociedade e Desenvolvimento pela mesma universidade. Possui também diploma em Desertificação e Agricultura Sustentável em Agroecossistemas Degradados pela Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) e pela Universidade de Havana, e diploma em Telecomunicações pelo Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM). É graduada em Economia pela Universidade Autônoma Metropolitana do México. Atualmente, é professora pesquisadora no Departamento de Produção Econômica da UAM, campus de Xochimilco, e coordena o programa de mestrado em Sociedades Sustentáveis da mesma instituição. Integra a Sociedade Internacional de Economia Ecológica (ISSE) e é vice-presidente da Sociedade Mesoamericana e Caribenha de Economia Ecológica (SMEE). Também compõe: o Grupo da Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extrativas (EITI); a Rede de Energia e Poder Popular na América Latina; o Grupo de Território, Gênero e Extrativismo (TGE); o Grupo de Trabalho Latino-Americano de Geografia Crítica das Ciências Sociais (CLACSO) e o Grupo de Trabalho de Estudos Críticos do Desenvolvimento Rural (CLACSO). Faz parte da Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA) e da Associação Mexicana de Estudos Rurais (AMER). Ela é membra do Conselho Diretor da organização não governamental Engenera, AC – Energia, Gênero e Meio Ambiente, bem como de diversos coletivos que colaboram na questão dos impactos da mineração. Integra diversos conselhos editoriais no país e no exterior, com inúmeras publicações, entre livros, artigos científicos, textos de divulgação científica e capítulos de livros. Seus interesses de pesquisa incluem economia política, economia ecológica, extrativismo, mineração, energia, sustentabilidade, ecofeminismo e movimentos e conflitos socioambientais.
Mais informações: https://investigacion.uam.mx/index.php/listado-catalogo/53331
Naara Lima Campos (Observatório dos Vales e do Semiárido Mineiro, UFVJM)
Assistente Social, mestre e doutora em Política Social pela UFES. Professora do curso de Serviço Social e do Mestrado em Política Social e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Integrante do grupo Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão “Observatório dos Vales e do Semiárido Mineiro”. Compõe também a rede LIQUIT – “Local, Indigenous, Quilombola and Traditional Communities and the construction of the ‘Lithium Valley’ in Minas Gerais, Brazil: Empowering silenced voices in the energy transition (LIQUIT)”. Tem atuado nos projetos: Descarbonização e Transição Energética: grandes projetos de mineração convencional e estratégica, geração concentrada de energia solar e os efeitos sobre os lugares em Minas Gerais; e Transição energética, minerais críticos e o avanço da fronteira mineral nos territórios do Vale do Jequitinhonha e da Zona da Mata, Minas Gerais. Assina o roteiro dos documentários “Janela” e “Movidos pela Esperança: um filme com a comunidade Passagem da Goiaba, Araçuaí-MG”.
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5314-3599
Lattes: http://lattes.cnpq.br/9071629642010157
Simone Raquel Batista Ferreira (CEUNES/UFES)
Bacharel e licenciada em Geografia; mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP); doutora em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde também realizou pós-doutorado em Geografia. Atualmente, é Professora Associada III do Departamento de Educação e Ciências Humanas (DECH) do Centro Universitário do Norte do Espírito Santo (CEUNES) na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde atua no curso de Licenciatura em Educação do Campo. Líder do Grupo de Pesquisa Territorialidades Tradicionais (CNPq/UFES). Tem experiência em pesquisas e extensão em trabalhos referentes à identificação de territórios tradicionalmente ocupados, em diálogo com a questão agrária e socioambiental, com destaque às formas de territorialidade de povos originários, comunidades tradicionais quilombolas, pesqueiras, ribeirinhas e campesinas, em conflito com projetos desenvolvimentistas hegemônicos. Vem atuando com o uso de metodologias participativas como a História Oral e a Cartografia Social. Autora do livro “Donos do lugar: territórios quilombolas do Sapê do Norte (ES)” (2025) e co-autora de “Mulheres e Eucalipto – histórias de vida e resistência” (2007) e “Quilombolas de Linharinho, Espírito Santo – Projeto Nova Cartografia Social dos povos e comunidades tradicionais do Brasil” (2007).
Conferência de encerramento (20/08, 16h30 às 17h30)
Daniel Montañez Pico (Universidad Madrid, Espanha)
É graduado em Antropologia Social e Cultural pela Universidade de Granada e possui mestrado e doutorado em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Nacional Autônoma do México, onde também lecionou. Atualmente, é professor associado do Departamento de Sociologia Aplicada da Universidade Complutense de Madri (UCM) (faculdade de Educação) e professor de Geografia e História na Escola Secundária Renacimiento, em Carabanchel. Contribui regularmente com artigos para a Ojarasca, suplemento sobre assuntos indígenas do jornal La Jornada, bem como para as revistas Gara e El Salto. Membro do Grupo de Trabalho da CLACSO “Pensamento Caribenho sobre Raça e Racismo”. É especialista em história das ideias na América Latina, com foco particular no marxismo afro-caribenho. Entre suas áreas de pesquisa estão: História das ideias na América Latina e no Caribe; Marxismo latino-americano e caribenho; e Teoria crítica do racismo. É autor, entre outros, de “Marxismo Negro: pensamento descolonizador do Caribe Anglófono” (2024).
Mais informações: https://educacion.ucm.es/daniel-montanez-pico