Pesquisas premiadas estudam o uso da casca de romã como cicatrizante e antisséptico

Os estudos com a fruta levaram a um pedido de registro de patente. Foto: Freepik
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Por Vinícius Fontana* –

Estudantes do Departamento de Farmácia e Nutrição do Centro de Ciências Naturais e da Saúde (CCENS), em Alegre, receberam prêmios por pesquisas na área de Farmácia. Os estudos envolvem as propriedades farmacológicas da casca de romã.

O trabalho da mestranda Thaís Martins foi premiado durante o BiotecFarma, evento on-line promovido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). O projeto Delineamento de formulação de gel de carbômero contendo extrato hidroetanólico de cascas de romã foi escolhido como o melhor de pós-graduação na categoria Fármacos e Medicamentos.

Conforme Thaís Martins, o objetivo do trabalho é desenvolver um modelo para tratar feridas utilizando o extrato de romã como princípio ativo. “Foram feitos testes microbiológicos para avaliar se o gel em diversas proporções do extrato era capaz de inibir o crescimento de micro-organismos causadores de infecções na pele, e nesse ensaio ele se mostrou eficiente”, explica.

Já o projeto do estudante de graduação Sanderson Batista recebeu a segunda colocação no Congresso de Ciências Aplicadas à Farmácia (I Concaf), na modalidade e-pôster, evento de nível internacional. O trabalho Avaliação da atividade biológica preliminar in vitro de extrato hidroetanólico de casca de romã puro e em matriz polimérica preparada por eletrofiação foi produzido a partir de sua monografia de conclusão de curso.

Ambos os trabalhos tiveram orientação da professora Janaina Villanova, em parceria com Juliana Severi e Juliana Resende, todas docentes do curso de Farmácia.

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Cicatrizante e antisséptico

Os estudos foram desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Saúde Humana e Animal no Laboratório de Produção Farmacêutica do CCENS. Atualmente, o grupo vem trabalhando com extratos de romã. Conforme a professora Janaína Villanova, o fruto “pode ser utilizado em formas farmacêuticas variadas, destinadas ao uso como cicatrizante e antisséptico”.

“O romã é uma fonte natural e renovável, que tem um grande potencial em ação antimicrobiana e antioxidante. E, além disso, é de extrema importância propor formulações para uso veterinário, visto que esse setor apresenta grandes lacunas terapêuticas”, acrescenta Thaís Martins.

A pesquisa do grupo, apoiada em dois editais da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), rendeu a publicação de três artigos em 2020, 15 trabalhos em eventos e um pedido de registro de patente de inovação.

Além da equipe em Alegre, os projetos envolvendo o extrato de romã contam com a colaboração do professor da Universidade do Vale do Itajaí e pesquisador da Universidade Lusófona Sérgio Faloni, que é doutor em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de São Paulo (USP).

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*Com informações da Comissão de Divulgação e Informação (CDI) do CCENS
Edição: Thereza Marinho e Lidia Neves

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