Em andamento

Pesquisa intitulada:
“Geopolítica, Geoeconomia e paisagens da infraestrutura do petróleo na região costeira do Sudeste do Brasil”.

Equipe:
Claudio Luiz Zanotelli (Coordenador);
Francismar Cunha Ferreira;
Ednelson Mariano Dota;
Rennan Moraes Rodrigues;
Vinicius Marchese;
Eneida Maria de Souza Mendonça;
Carlos Antônio Brandão;
Ana Maria Leite de Barros;
Roberto Simões;
Zandor Gomes Mesquita;
Ana Paula Félix de Carvalho Silva;
Angela Beatriz Rosa da Silva de Oliveira.

Objetivos:
Pretende-se com esse projeto dar continuidade e aprofundar os estudos já iniciados sobre o setor petróleo e seus “efeitos” e impactos socioeconômicos e socioterritoriais (conforme o item contextualização mais abaixo). Objetivamos investigar mais detalhadamente as infraestruturas e os capitais fixos e os fluxos em suas diferentes abordagens escalares e paisagens modificadas, em particular na zona costeira do Sudeste e mais especificamente nos territórios do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, onde a exploração e produção do petróleo são extremamente importantes para a economia regional. Visa-se entender, para além da percepção vulgar e apressada, como que há uma configuração socioterritorial associada ao petróleo que é extremamente complexa e envolve diferentes atores/agentes em diferentes instâncias e escalas, esta configuração está em franca mutação porque associada às recentes modificações por que passa o setor no Brasil e no mundo. Pretendemos demonstrar que a forte penetração das multinacionais atualmente no território brasileiro tem provocado novas regulações e mediações estatais que externalizam de maneira radical os interesses inscritos no território nacional e ampliam as zonas de conflitos potenciais com os grupos sociais que usam os territórios.

Informações adicionais:
Projeto financiado pela Fapes-CNPq por meio do edital nº06/2019 – Programa de Apoio a Núcleos Emergentes (PRONEM).

Resumo da Tese de Doutorado em elaboração por Luiz Henrique Vieira, intitulada: 
“Neoextrativismo e a expansão da mineração na Zona da Mata de Minas Gerais”.

Resumo:
O estudo objetiva analisar a expansão do setor de mineração na Zona da Mata de Minas Gerais nas primeiras décadas do século XXI. A mineração está inserida na economia internacional de commodities, sendo um dos setores que se destacam no arranjo neodesenvolvimentista brasileiro. Assim sendo, esse setor contribuiu para que ocorra transformações regionais expressas na paisagem, economia, no ambiente das cidades ou no campo. Na mesorregião da Zona da Mata, diversos são os processos de licenciamento ambiental almejando explorar, principalmente a bauxita e a magnetita em dezenas de municípios. Riscos socioambientais, como nos recursos hídricos, são perceptíveis desde os estudos de impactos ambientais e das experiências passadas em outras regiões do estado e do Brasil. Esse processo local-global de expansão caracteriza-se pela acumulação por espoliação. Diante da expansão de empresas do setor de mineração, organizações sociais e comitês regionais se organizam problematizando esses empreendimentos na região. Como parte da metodologia, elencamos a Pesquisa Ação que é concebida e realizada em estreita associação com as partes envolvidas no conflito socioambiental. Ainda ressaltamos que diversas áreas onde se encontram a bauxita localizam-se próximas dos limites e área de amortecimento do Parque Estadual Serra do Brigadeiro, relevante Unidade de Conservação de Mata Atlântica e Campos de Altitude. Por conseguinte o neoextrativismo mineral na região tem como consequência uma série de conflitos socioambientais pertinentes de serem analisados pela Geografia, sendo fundamental construir uma leitura multiescalar, pois exprimem contradições no território.

Resumo da Tese de Doutorado em elaboração por Erick Alessandro Schunig Fernandes, intitulada: 
“A Agenda XXI como construção mítica da cidade através do discurso do planejamento estratégico em municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória-ES”.

Resumo:
O estudo analisa a Agenda 21 como uma proposta de organização da cidade que atendeu aos interesses de agentes dominantes, nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana, localizados na Região Metropolitana da Grande Vitória, Espírito Santo. Sendo uma vertente do planejamento estratégico estatal, esse documento se revelou ineficaz nas cidades mencionadas quanto à proposta de uma governança equânime, tal como preconizam as diretrizes da Agenda 21 global e brasileira, concernente a ideia de uma cidade mais justa. Contudo, se constituiu num instrumento voltado para a elaboração de uma imagem sobre a cidade, sintetizando e apresentando-a como um produto. Acreditamos que a sua construção tem por base o mito, valendo-se de mecanismos simbólicos para consolidar um projeto hegemônico de agentes econômicos. Em nossa análise, buscamos compreender como esse documento foi utilizado enquanto um discurso idealizador da cidade, a fim de ganhar a adesão da população e obliterar as desigualdades existentes.

Resumo da Tese de Doutorado em elaboração por Roberto Garcia Simões, intitulada: 
“Transescalar, Reescalar ou Desescalar? Escalando ‘linhas’ analíticas de as ‘caixas de ferramentas’ de filósofos da imanência”.

Resumo:
Escalar questões da escala geográfica (medida, limite, tamanhos e níveis hierárquicos, “rede urbana”, a universalidade da sua presença em análises de movimentos sociais, do Estado, de “epistemologias descoloniais”) e do seu recente debate (“construção social”, relações escalares multi, trans, dualismo global- local), experimentar articulá-las com “ferramentas” das “caixas” de filósofos da imanência (potência – ato, representação, clichê, perspectivismos, multiplicidades extensiva e intensiva, “redes”, transversalidade, diagrama, agenciamentos – linhas), e também com atualizações advindas de novas epistemologias (pós-coloniais, feministas, na antropologia), visando a superar contraposições entre escala e “sem escala” e contribuir para abrir espaços não só para emaranhamentos da escala com outras categorias clássicas (lugar, paisagem, posição, quadro, “redes”, território), e seus possíveis conflitos, como também para avaliar o seu uso ou não diante de outras perspectivas epistemológicas (multissituada, “marcadores territoriais”, léxico espacial próprio).