Déficit zero e a Armadilha da Política Fiscal Neoliberal

Neide Cesar Vargas¹ 
Lucas de Carvalho Sancho²

     A discussão sobre o déficit zero remonta às pressões recentes na cúpula do Governo Lula. Por um lado, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, comprometido com o Novo Arcabouço Fiscal (NAF). Por outro lado, o ministro da Casa Civil Rui Costa, coordenador do novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), defensor do aumento do déficit em 2024, com manifestação pública inicialmente corroborada pelo presidente. Diante da saraivada de críticas da imprensa brasileira, uma reunião no Palácio do Planalto com economistas do círculo presidencial³ convenceu Lula a manter o compromisso com a meta de déficit zero preestabelecida. Todavia, os dados fiscais disponíveis levam o mercado financeiro e seus prepostos junto à imprensa brasileira a desacreditar esse compromisso. Desde a transição de governo, em fins de 2022, o esforço de Lula tem sido o de garantir espaço para gastos sociais e para investimento. Da costura da Emenda Constitucional 126 à posterior aprovação de um novo teto de gastos, a estratégia tem sido a de dar algum espaço aos gastos, mas sem abandonar a lógica de consolidação fiscal. Uma missão quase impossível, pois as necessidades são imensas e a rigidez de gastos ainda permanece significativa.
     A intenção do governo é de fazer uma forte consolidação fiscal baseada no aumento da receita tributária, com déficit primário de 0,5% do PIB em 2023, zero em 2024, superávit primário de 0,5% em 2025 e de 1% em 2026. Ela se assenta numa interpretação que visa a uma redução estrutural da taxa de juros, para gerar crescimento Déficit zero e a armadilha da política fiscal neoliberal econômico puxado principalmente pelo setor privado. Essa é a forma hegemônica de entender a política fiscal na atualidade, que serve aos interesses do mercado financeiro e tem grande parte da imprensa brasileira como sua caixa de ressonância. Dois pilares sustentam tal interpretação. A defesa de que, através da obtenção de superávits primários, haveria aumento da poupança pública e, supostamente, queda da taxa de juros. E a busca de credibilidade na gestão do governo, orientada para manter uma trajetória sustentável para o crescimento da dívida pública e cujo fruto seria induzir o investimento privado e também a redução da taxa de juros. 
     Uma análise da conjuntura de 2023 já indica a dificuldade da estratégia, profundamente dependente do crescimento das receitas tributárias. Neste ano, a expectativa do NAF era que o déficit primário do governo central fosse de 0,5% do PIB, mas o resultado até outubro de 2023 já alcançou 0,71% do PIB. O crescimento das receitas administradas pela Receita Federal foi pífio e a via fácil de gerar superávit fiscal por meio de receitas extraordinárias, interrompida. Tal via, amplamente utilizada por Bolsonaro, resultou no desmonte do Estado, pois se vincula às concessões, privatizações, leilões e antecipação de dividendos. Ao mesmo tempo, o gasto cresceu, principalmente com o Bolsa Família, a suplementação das despesas de custeio com saúde e educação e o parcelamento do pagamento dos precatórios aprovado no governo Bolsonaro.
     O Brasil se inseriu de forma mais orgânica nas reformas e política econômica neoliberais desde o Governo FHC. Mas foi a partir de 1999 que houve uma adesão completa à concepção neoliberal de política econômica, sintetizada no Novo Consenso Macroeconômico (NCM). Segundo ela, a política macroeconômica ótima deve seguir um regime de metas de inflação, visando a controlar o nível de preços através de uma política monetária independente; uma política fiscal subordinada à política monetária, por meio de superávits fiscais e uma trajetória sustentável da dívida pública. Ambas as políticas deveriam ser guiadas por regras legais, reduzindo a discricionariedade do governo e promovendo credibilidade ante os agentes econômicos. O objetivo dessa política é reduzir a atuação do Estado na economia, em tese garantindo segurança e previsibilidade no longo prazo para o aumento do investimento privado, e, portanto, produzir estabilidade macroeconômica. Agregada a uma política cambial flexível, tem sido denominada no Brasil de tripé macroeconômico.  
     No decorrer de 1999 e 2022, diferentes etapas caracterizaram a condução da política fiscal, da construção legal e institucional de um regime fiscal assentado na sustentabilidade financeira da dívida (1999-2002), à ampliação das metas de superávit primário, seguida, a partir de 2007, por certa flexibilização fiscal (2003-2010). Houve o aprofundamento da flexibilização desse regime fiscal acompanhado da deterioração fiscal (2011-2014) e, por fim, forte reversão neoliberal (2015-2022), intensificada no Governo Bolsonaro. 
     Um desdobramento dessa concepção de política fiscal foi a introdução de regras fiscais no Brasil, as quais gradualmente encapsularam a política fiscal numa lógica de Direito Privado e de orçamento familiar, restringindo os graus de liberdade orçamentária do governo, exigindo compressão dos gastos não financeiros e continuada ampliação da carga tributária. 
     A primeira regra fiscal de peso, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelecida em 2000, normatizou os três níveis de governo, bem como os três poderes. Seu impacto foi o enquadramento dos governos no curto prazo visando a um ajuste fiscal continuado. Não houve ruptura, nos governos Lula e Dilma, frente a esse quadro normativo, apenas relativa flexibilização. Com a crise econômica e política de fins de 2014 e a generalização da concessão de desonerações fiscais, o governo federal perdeu espaço político para seguir elevando a carga tributária. Nesse sentido, a Emenda Constitucional nº 95 (EC 95/2016) evidenciou uma mudança qualitativa na gestão orçamentária federal, reorientado para um severo controle de gastos primários, congelados ao longo de vinte anos, corrigidos apenas pela inflação. Essa regra fiscal draconiana visava a ajustar de maneira estrutural e de longo prazo o orçamento público federal, compatibilizando- -o de forma cabal com a noção de sustentabilidade financeira da dívida. Tal medida estreitava a margem de manobra orçamentária federal frente aos ganhos cíclicos de receita, que passariam a ser reservados para o pagamento de juros.
     Somada à Regra de Ouro, existente desde a Constituição de 1988, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Emenda do Teto configuraram uma estrutura jurídica em padrões de ajuste estrito à normatividade neoliberal e em níveis mais restritivos do que o encontrado em outros países do mundo. Ela operava de maneira ainda mais deletéria num contexto de retração econômica, tendo em vista as maiores dificuldades de atender às suas exigências. 
     As regras foram seguidas desde o governo Temer, colocando o orçamento federal em situação de grave estrangulamento, gerando pressão para a reforma da previdência, em 2019, e a continuidade das privatizações. Além disso, trouxe para a pauta a desvinculação das receitas relativas aos gastos com educação e saúde. Em outras palavras, promoveu e ainda promove um enquadramento do orçamento federal à lógica da sustentabilidade, sem espaços relevantes para políticas públicas no campo social e mesmo econômico.
     É sob esta armadura de regras fiscais, tanto herdada de governos anteriores quanto autoimposta pelo próprio Governo Lula, que tem se adotado um ajuste fiscal estrutural independente da alternância de poder.
     É importante salientar que, apesar da lógica apresentada, o governo é um lugar de disputa e através da economia política é possível compreender o jogo de interesses por trás da escolha que ele vem fazendo. Primeiramente, Lula foi eleito com pouca margem eleitoral, num país politicamente dividido e polarizado, formando um governo de coalizão. Nesse sentido, um dos seus denominadores comuns tem sido a condução da política econômica em moldes ortodoxos. A política alinhada à sustentabilidade da dívida garante a rentabilidade dos títulos públicos em posse das instituições financeiras. A escolha do governo, portanto, não foi de enfrentamento, seguindo a via típica de conciliação de interesses de classes.
     Efetivamente, os impactos sobre a economia de não zerar o déficit em 2024 não têm a dimensão que nos faz crer a imprensa, bem como a visão dominante de macroeconomia. Para a sociedade, não fazê-lo resulta em mais espaço para gastos sociais e promotores do crescimento econômico, extremamente necessários para alcançar equidade e o desenvolvimento econômico. A política fiscal neoliberal instaurada desde 1999 não assegura crescimento e renda e muito menos gastos sociais. Intencionando segui-las, o governo fica refém do investimento privado, num contexto como o atual, de taxa nula de crescimento do investimento (FBKF). Alterar esse quadro se contrapõe aos interesses dos grandes oligopólios e do setor rentista da economia, fortemente representado no Congresso, que não toleram incertezas sobre a capacidade do Estado honrar a dívida pública e com isso garantir a sua renda mínima. Além desse aspecto, a armadilha das regras fiscais gera baixa margem para o governo praticar uma política fiscal voltada para a maioria, aprisionando governo, economia e sociedade aos ditames do mercado financeiro⁴.

[1] É coordenadora do subgrupo de Política Fiscal do Grupo de Conjuntura e professora do Departamento de Economia da Ufes. 
[2] É membro do subgrupo de Política Fiscal do Grupo de Conjuntura da Ufes. 
[3]Segundo o Valor Econômico, no dia 7 de novembro ocorreu uma reunião na residência oficial do presidente, com presença de Fernando Haddad, Guido Mantega, Mercadante e Gabriel Galípolo.
[4] O texto foi publicado originalmente na edição número 414 do Jornal dos Economistas. Disponível em: https://www.corecon-rj.org.br/portal/jornal.php?a=2024
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O SETOR DE SERVIÇOS EM 2024: PERSPECTIVAS E DESAFIOS

Kayky Barcelos de Oliveira [1]

    O setor Serviços é, atualmente, o principal componente do PIB pela ótica da produção, compreendendo cerca de 70% do agregado macroeconômico. O setor é de extrema importância para a economia nacional, sendo o motor do crescimento econômico no período em que o país sofre com a desindustrialização. Contudo, apresentando crescimento débil desde o segundo semestre de 2022, o setor terá de superar grandes obstáculos este ano, tais como a falta de incentivos do governo, o alto nível de endividamento das empresas, as elevadas taxas de juros, além do baixo poder de compra dos agentes. Visando manter projeções de crescimento mais otimistas para a economia em 2024, um dos grandes desafios será reacender a dinâmica do setor Serviços.
      A projeção do Banco Central realizada na primeira semana do ano passado traçava crescimento menor do que 1% para o Produto Interno Bruto no ano de 2023, em comparação com 2022. Os principais dados da economia no ano passado revelaram um esforço de recuperação, promovendo o crescimento acima das expectativas dos economistas de mercado. No acumulado do ano de 2023, os dados do terceiro trimestre indicam crescimento de 3,2% do PIB. Apesar disso, o setor de serviços cresceu 2,6%, o que corresponde ao índice mais baixo desde o primeiro trimestre de 2021, sob a mesma base de comparação.
     Algumas das principais promessas de campanha do governo estavam atreladas ao retorno do poder de compra dos agentes econômicos durante os  mandatos Lula I e II. Porém, os projetos governamentais ainda não surtiram os efeitos necessários para consolidar o crescimento do Consumo das Famílias, fato que contribuiria para o movimentar o setor de serviços, pela ótica da produção. De acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, no acumulado do ano de 2023, até o terceiro trimestre, o crescimento do Consumo das Famílias corresponde a 3,4%, indicando o menor índice para o mesmo período desde 2020. O encarecimento do crédito, em conjunto com a inflação do período, contribuiu para a falência de diversas empresas e para o aumento da inadimplência e do endividamento entre as famílias.
       O setor de serviços, assim, enfrenta diversos problemas financeiros desde 2020, com o início do lockdown, e que foram agravados no intervalo de tempo em que as taxas de juros subiram de 2%, em março de 2021, para 9,25% em dezembro do mesmo ano. O setor tenta se recuperar dos efeitos da pandemia da Covid-19, lidando com enorme endividamento. De acordo com o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial, os pedidos de recuperação perante a justiça saíram de 8, em 2019, para 32 em 2023[2]. Durante o período pandêmico, houve uma retração do consumo, diminuindo as receitas do setor de serviços. 
      Tendo como meta a ampliação desse consumo, a equipe do governo tentou, ao longo do ano passado, retomar as políticas de redistribuição de renda e conceder auxílios assistenciais às famílias, e, assim, possibilitar a dinamização econômica. O objetivo do projeto econômico para 2024 é tentar reaquecer a demanda por bens e serviços no mercado interno e efetivar o crescimento econômico por meio do efeito multiplicador do Consumo do Governo[3]. O programa Desenrola[4], então, surge com o intuito de ampliar a margem para o consumo das famílias, possibilitando que os endividados saiam do vermelho, tenham acesso ao crédito e movimentem a economia como um todo. Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias é o maior componente do PIB, sendo responsável pela movimentação da economia. 
     Entretanto, o Desenrola ainda não atingiu as expectativas, atendendo a um número menor de pessoas do que o esperado em sua criação. Apesar de ser considerado um sucesso, por ter atendido cerca de 11 milhões de brasileiros, o programa ainda precisa de maior adesão para alterar o quadro nacional.  O incentivo ao projeto continuará no primeiro trimestre de 2024 e, além disso, ganhará braços para tentar aliviar as dívidas de empresas e microempresas. Segundo as expectativas do governo, o programa deve auxiliar cerca de 7 milhões de microempreendedores. 
      Vivendo sob grande pressão, o governo tem tentado aumentar a arrecadação fiscal e zerar o déficit primário[5], fato que dificulta o manejo político-econômico para o cumprimento de algumas de suas promessas eleitorais. Em dado momento da campanha eleitoral, a equipe econômica chegou a prometer a isenção gradual do imposto de renda para quem recebesse até 5 mil reais. No primeiro ano do mandato, foi concedida a isenção do IR para quem recebia até dois salários mínimos, o que pôde auxiliar no aumento do orçamento familiar. Entretanto, com o reajuste do salário mínimo acima da inflação, o grupo de pessoas que recebe na faixa de dois salários pode voltar a pagar o tributo. O não cumprimento dessa promessa, até o momento, decorre da exigência de cumprimento das metas fiscais. A arrecadação advinda do imposto de renda é fundamental para as contas públicas, o que dificulta a aplicação da isenção até a faixa dos 5 mil reais de imediato. Para 2024, a equipe econômica afirma que haverá um novo reajuste na tabela do IR, mas os valores ainda não foram revelados.
      O governo tenta conciliar um estímulo ao crescimento da economia, enquanto se esforça para aumentar a arrecadação das contas públicas, visto que segue pressionado para o cumprimento das metas fiscais. Para tanto, entre as medidas tomadas pelo governo, está a designação de novas regras tributárias para produtos importados, o que repercutiu dentro do setor. Na última década, o crescimento do e-commerce possibilitou a ascensão de grandes empresas estrangeiras em solo nacional. De acordo com o Banco Central, o valor das importações de bens de pequeno valor saltou de US$ 800 milhões, em 2013, para cerca de US$ 10 bilhões em 2022. O comércio digital, segundo os empresários, afeta a economia brasileira com a perda de competitividade dos produtos nacionais dentro do território.
   A isenção para importações de até 50 dólares gerou descontentamento entre os representantes da indústria e do comércio nacional. A Confederação Nacional das Indústrias, em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços, protestou perante o Supremo Tribunal Federal. Enquanto os empresários lutam por uma suposta “isonomia tributária”, aumentar a carga tributária ou retirar a isenção geraria um desconforto com a base do governo, tendo em mente que pressionaria ainda mais o orçamento familiar. No mais, o governo também não está em condições de retirar totalmente a carga tributária, visto que necessita dessa receita para a arrecadação fiscal.
    Dessa forma, o setor de serviços ainda deve sofrer no ano de 2024 com a falta de incentivos, decorrentes das metas fiscais do governo. As medidas da equipe econômica para aquecer a produção nacional ainda caminham em um ritmo lento. Focado em zerar o déficit primário, o governo tem controlado seus movimentos para tentar reequilibrar as contas públicas, sendo constantemente vigiado pelos economistas de mercado. No momento, as taxas de juros permanecem altas, mesmo que estejam em uma trajetória de cortes desde o fim de 2023. O crédito encarecido dificulta a ampliação da escala produtiva, de novos investimentos na economia e do aumento do consumo. A renda disponível para o Consumo das Famílias ainda é insuficiente para que os setores da economia consigam reverter os efeitos do período pandêmico, refletindo a necessidade de incentivos na base de sustentação da economia brasileira para alterar a trajetória de crescimento. A presença das empresas estrangeiras com o e-commerce também representa um desafio para a economia brasileira, cada vez mais refém dos produtos chineses e estadunidenses.
     Estando atrelado ao bom desempenho dos outros setores da economia, o setor de serviços é extremamente amplo e heterogêneo, refletindo o comportamento macroeconômico e a conjuntura político-econômica nacional. Em uma economia fragilizada, como a brasileira, e que vive um período de desindustrialização e desestatização, o setor de serviços acaba por torna-se o principal fator do crescimento, empregando o maior número de brasileiros e compreendendo a maior fatia do Produto Interno Bruto. Vale ressaltar que o crescimento impulsionado pelo setor de serviços, apesar de necessário, não necessariamente traduz-se em crescimento com desenvolvimento da escala produtiva e geração de empregos de maior remuneração, visto que a mão de obra empregada no setor e a produção, em geral, são de baixo valor agregado. 
       Diante da conjuntura exposta, o ano de 2024 trará desafios, mas o horizonte para o setor é o melhor desde a pandemia, podendo enxergar, finalmente, uma recuperação, ainda que pequena. A atenção da pauta governamental deve, com urgência, ser o retorno da distribuição de renda para as famílias e um esforço para reduzir a carga do endividamento familiar. O aumento do poder de compra da população faz com que a economia local se desenvolva, gerando emprego e renda. O ambiente macroeconômico pode vir a ser favorável para o setor de serviços, porém, é necessária uma certa cautela. Ainda com a situação desfavorável nesse começo de ano, as expectativas para o setor podem ser positivas caso a inflação continue sua trajetória dentro da meta do governo, mantendo, assim, o poder de compra dos agentes e que a taxa básica de juros prossiga em queda, como vem sendo observado, possibilitando a oferta mais barata de crédito.

[1] Graduando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Espírito Santo e bolsista pelo Programa de Educação Tutorial do curso de Ciências Econômicas da UFES (PET Economia UFES). Além disso, é membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Conjuntura do Departamento de Economia – Subgrupo Nível de Atividade, Política Fiscal e Setor Externo.
[2] A Recuperação Extrajudicial é uma forma jurídica das empresas evitarem o processo de falência. Caso seja concedida, a execução das dívidas entra em stay period.
[3] Segundo a leitura keynesiana, o efeito multiplicador dá-se quando os resultados de um investimento público causam uma variação muito maior do que o esperado inicialmente.
[4] O Desenrola é um programa de renegociação de dívidas que tem por objetivo diminuir o número de inadimplentes no país.
[5] Define-se como o resultado entre as receitas e as despesas do governo, excluindo os juros.
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BOLETIM Nº. 69 | FEVEREIRO 2024

FRAGILIDADES DO CRESCIMENTO BRASILEIRO

Diversas dúvidas pairavam sobre o desempenho da economia brasileira em 2023, devido principalmente ao ambiente político conturbado presente no início do ano.  Em meio às incertezas, o resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB), o principal agregado macroeconômico, gerou um certo otimismo para as perspectivas de crescimento da economia nacional. Além disso, o clima de otimismo foi alicerçado durante o ano pelo arrefecimento do processo inflacionário, pela diminuição da taxa básica de juros e pela supersafra agrícola. No entanto, apesar dessas notícias positivas, existem fatores conjunturais que podem gerar dificuldades para um crescimento duradouro da economia nacional.

É nesse sentido de incertezas sobre as perspectivas de crescimento da economia brasileira que o Boletim de Conjuntura em Economia da Ufes, produzido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo, chega em sua sexagésima nona edição. Mantendo sua tradicional estrutura, o boletim, escrito pelos estudantes, sob coordenação dos professores orientadores e com a contribuição de Fabrício de Oliveira, é composto por quatro seções. A primeira traz a análise do nível de atividade, política fiscal e setor externo; em seguida, uma seção sobre política monetária e inflação, seguida da terceira, que faz a análise do mercado de trabalho. Completando o texto, o economista Fabrício de Oliveira faz um balanço dos resultados da política econômica do ano de 2023 e analisa as perspectivas do cenário econômico para o ano de 2024.

O título do boletim, fragilidades do crescimento brasileiro, reflete a vulnerabilidade do crescimento da economia brasileira em 2023, posto que alguns pilares do desempenho econômico brasileiro do ano passado, como a agropecuária, apresentam um desempenho instável ao longo do tempo. Além disso, as análises dos indicadores demonstram a persistência de problemas estruturais que dificultam o dinamismo da economia brasileira como processo de reprimarização da pauta exportadora, desindustrialização e elevação da informalidade. Nós, professores e estudantes do Grupo de Conjuntura, convidamos a todas e todos para a leitura dos textos produzidos para a presente edição,

Boa Leitura!
Grupo de Conjuntura

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Desvendando a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF)

Atualmente, diversas pesquisas são utilizadas pelo Grupo de Conjuntura para analisar o comportamento da economia brasileira e para sustentar as informações presentes no Boletim. No entanto, apesar de serem um excelente material para compreender a estrutura econômica nacional, não são de amplo conhecimento do público em geral.

Pensando nisso, o estudante Matheus Ferreira Maia, membro do subgrupo Nível de Atividade, elaborou um material explicando, de maneira geral, o que é e como pode ser utilizada a Pesquisa Industrial Mensal- Produção Física (PIM-PF). A pesquisa é conduzida pelo IBGE e utilizada para análises referentes ao setor industrial brasileiro.

O objetivo deste material é apresentar a PIM-PF e os seus conceitos ao público, estimulando o estudo e a aplicação dos dados da pesquisa entre estudantes de graduação de Ciências Econômicas e áreas afins.

Boa leitura!!!

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A Reforma Tributária

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Impostos sobre o consumo: forças e novos caminhos

Luan Antunes*

    O momento é considerado histórico. Foi promulgada a Emenda Constitucional 132, que altera, apenas sob a ótica do consumo, as regras do tão criticado e tumultuado Sistema Tributário Nacional – objeto há décadas de debates, estudos, promessas eleitorais e descrédito da opinião pública e de setores econômicos.
    Com esforços do governo federal e do Congresso Nacional, a sociedade assistiu ao primeiro grande ato de reorganização do arcabouço legal quando o assunto é imposto e regra de arrecadação. O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considera que o novo desenho do sistema tributário merece uma nota 7,5, mas com a possibilidade de revisões a cada 4 anos o mesmo poderá ser 10. O sistema que será abandonado seria nota 2 na visão do ministro.
    A PEC substitui os impostos federais PIS, IPI e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o estadual ICMS mais o municipal ISS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência conjunta estados e municípios. Também estabelece a criação de um terceiro novo imposto, o Imposto Seletivo (IS) já apelidado como “imposto do pecado”, pois será uma cobrança federal para desestimular consumos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente.
    Há, na troca substancial de modelo de impostos, a primeira grande força do novo regramento. Cartilha em uma centena de países, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) segue uma lógica que quebra a principal característica do nosso tão afamado modelo atual, a cobrança de imposto sobre imposto, a cumulatividade, a bitributação. O Brasil caminhou para um IVA dual, com a CBS sendo um IVA da União e o IBS um IVA destinado ao caixa de estados e municípios.
    O IVA brasileiro já nasce pelas estimativas com a maior alíquota total do mundo, de até 27,5%. O percentual de parâmetro significa o limite que a soma dos dois impostos sobre determinado item ou serviço pode alcançar. A cobrança máxima já não chegará para setores de uma não-seleta lista de exceções e descontos definidos na própria PEC, um ponto de divergência e crítica por diversos juristas: exceções e favorecidos deveriam ser definidos em leis, de mais fácil revisão.
    O modelo precisou ser dual para a construção de uma padronização nacional de alíquota e a construção de um caminho pelo fim de políticas de incentivos fiscais desencontradas entre os entes da Federação. Para acabar com a guerra fiscal entre estados, a segunda força da EC 132 é a definição de que o recolhimento de qualquer tributo só se dará na UF destino, no local onde ocorrer o consumo do produto ou serviço. Mudança substancial para uma sociedade de tantas entrelinhas quando o assunto é ICMS, por exemplo.
    Sem negar o avanço, o que vem sendo chamado de reforma é, de fato, só o começo dela. O texto aprovado abriu um longo horizonte de negociação política nos próximos anos. Não só pelo fato de Brasília, como um todo, ter escolhido focar primeiro no paiol do consumo e prometido para um futuro as pernas de negociações politicamente mais complexas – a tributação sobre renda e patrimônio –, mas, também pelo fato de que ao constitucionalizar diversas regras importantes, a PEC exige a discussão e criação de leis complementares pesadas.
    Com o novo texto na Constituição, o país deverá regulamentar nos próximos anos, por exemplo, parâmetros de alíquotas, os fundos especiais e de compensação, a definição dos itens da cesta básica e até mesmo o funcionamento do próprio Conselho Federativo que fará a gestão do imposto que compete a estados e municípios, objeto de muitos questionamentos e mensagens de descrença.
    Com longa transição federativa (2029 a 2079), o texto constitucional da reforma do consumo traz expectativas econômicas de médio prazo. Sem garantia de que serviços e produtos ficarão mais baratos, mas com as promessas de fim da guerra fiscal e manutenção da carga tributária, sob o modelo IVA, projeta-se mais simplicidade, mais confiança de investidores dos principais setores, mais crescimento econômico e geração de emprego – mesmo mantra de tudo o que se chamou de reforma nos últimos anos em nível nacional.
    Em outros termos, para além da possibilidade de prevalecer realmente uma vontade política de pautar num futuro próximo e mudar as regras de impostos sobre renda – perna que mais escancara o problema da regressividade e da desigualdade tributária–, a caixa de ressonância de diversos interesses setoriais, o Congresso Nacional, só começou no tema consumo um importante caminho, mas que não pode ser vendido ou entendido como pauta única, como já percorrido. As forças da reforma consideradas positivas pelo mercado, academia e o mundo político dependem de muita regulamentação e espírito republicano na construção dos próximos textos legais.

*Recém-formado em Ciências Econômicas pela UFES e membro do subgrupo de Política Fiscal do Grupo de Conjuntura.

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BOLETIM Nº. 68 | JULHO 2023

(IN) CERTEZAS DA ECONOMIA BRASILEIRA

   O ano de 2023 se inicia com muita expectativa e, simultaneamente, com grande dose de incerteza no que diz respeito ao desempenho da economia brasileira. Se, por um lado, os primeiros meses do ano trazem certo grau de euforia em virtude, principalmente, dos números do PIB, da inflação e do emprego, de outro, os movimentos econômicos parecem ser pouco sustentáveis. Os riscos de sustentabilidade do crescimento são de várias ordens, com problemas que vão desde a capacidade de manutenção dos gastos governamentais, à elevada dependência da produção do setor agropecuário e à qualidade e ao nível salarial das ocupações criadas. A esse cenário, impõem-se os desafios econômico e político no plano internacional.
    É nesse clima de incertezas sobre o futuro da economia brasileira que o Boletim de Conjuntura em Economia da Ufes, produzido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo, chega em sua sexagésima oitava edição. Mantendo sua tradicional estrutura, o boletim, escrito pelos estudantes, sob coordenação dos professores orientadores e com a contribuição de Fabrício de Oliveira, é composto por quatro seções. A primeira traz a análise do nível de atividade, política fiscal e setor externo; em seguida, uma seção sobre política monetária e inflação, seguida da terceira, que faz a análise do mercado de trabalho. Completando o texto, o economista Fabrício de Oliveira faz um balanço dos resultados da política econômica do ano de 2022 e analisa as possibilidades para 2023 diante do cenário e das ações do novo governo empossado em janeiro.
    O título do boletim, (In) Certezas da Economia Brasileira, reflete a dúvida que permanece no ar quando se analisam os resultados dos principais indicadores para os primeiros meses do ano de 2023. Os movimentos demonstram uma continuidade dos aspectos estruturais (nível de investimento ainda muito tímido, desindustrialização e reprimarização da pauta exportadora brasileira, aumento da informalidade no mercado de trabalho) com novos elementos que parecem ter pouco força para mudar a situação econômica (novo arcabouço fiscal). Nós, professores e estudantes do Grupo de Conjuntura, convidamos a todas e todos para a leitura dos textos produzidos para a presente edição.

Boa leitura!
Grupo de Conjuntura

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PROCESSO SELETIVO 2023.1

EDITAL PROCESSO SELETIVO 2023.1, 06 DE ABRIL DE 2023

Caros estudantes,

O Grupo de Conjuntura está abrindo novo processo seletivo. Há vagas para interessados em participar dos subgrupos, conforme a distribuição abaixo:

  • 3 vagas Empregos & Salários;
  • 3 vagas Política Monetária e Inflação;
  • 3 vagas Nível de Atividade, Política Fiscal & Setor Externo.

Todos/as os/as alunos/as regularmente matriculados estão aptos para participar do processo seletivo. Os interessados devem enviar até o dia 20/04, para o email conjunturaufes2016@gmail.com

  • nome completo e período cursado neste semestre;
  • subgrupo de preferência e segunda opção;
  • texto de no máximo 500 palavras com o seguinte tema: “Minha trajetória escolar/acadêmica e porquê o meu interesse em participar de um grupo de pesquisa e extensão sobre conjuntura econômica no curso de Ciências Econômicas de uma universidade pública ”
  • cópia do Histórico Parcial (exceto calouros).

A classificação seguirá o seguinte critério:

  • Candidatos calouros: uma nota conferida ao artigo (0 a 10); 
  • Candidatos veteranos: 0,8* (nota da redação) + 0,2* (Coef. De Rendimento).

O resultado final será divulgado no dia 27/04/2023 no blog do Grupo de Conjuntura: https://blog.ufes.br/grupodeconjunturaufes/, e nas redes sociais do grupo. Para os aprovados, as atividades do Grupo terão início já no dia 28 de Abril às 11h (portanto, um dia após a divulgação do resultado), sendo uma reunião interna para apresentar e discutir as propostas para o semestre. Organizem-se e fiquem atentos aos prazos.

BREVE DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DE CADA  SUBGRUPO

EMPREGOS & SALÁRIOS
Neste subgrupo, os integrantes estudam a dinâmica do mercado de trabalho brasileiro. Para isso, utilizam dados das principais fontes disponíveis: Pnad-C, RAIS e CAGED.  São analisadas categorias como: informalidade, subutilização, desemprego, raça e gênero. Por meio da coleta, organização, análise e interpretação crítica dos dados, torna-se possível compreender o comportamento atual do mercado de trabalho a partir de uma visão estrutural, estudando as suas características, composição e transformações na última década.

POLÍTICA MONETÁRIA & INFLAÇÃO
Os integrantes desse subgrupo estudam e analisam políticas monetárias adotadas pela autoridade monetária do Brasil – o Banco Central – e o comportamento da inflação. Para entender o comportamento da inflação, trabalham com dados do IPCA e INPC, fornecidos pelo IBGE, assim como o IGP-M, fornecido pela FGV. Além disso, também analisam as atas das reuniões do Comitê de Política Monetária, a fim de compreender a conjuntura analisada pelo COPOM para a definição da taxa básica de juros. Outra atividade importante desenvolvida pelo subgrupo é o levantamento e tratamento de dados e tabelas fornecidos pelas Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central do Brasil, com o objetivo de compreender melhor as tendências e comportamentos do mercado financeiro e econômico do país.

NÍVEL DE ATIVIDADE, POLÍTICA FISCAL & SETOR EXTERNO
Este subgrupo é constituído por três temas, os quais os alunos podem alternar entre si, caso queiram, e ter a oportunidade de estudar três âmbitos distintos da economia, mas que estão interligados. Os integrantes do subgrupo desenvolvem a capacidade de extrair e interpretar os dados das bases oficiais para estudar a dinâmica do PIB, o Resultado Fiscal do Governo, a Dívida Pública, as contas do Balanço de Pagamentos e o Comércio Exterior, a partir de um olhar crítico. Para isso, os integrantes coletam os dados do IBGE e Banco Central, por exemplo, além de consultar outras fonte para compreender o cenário internacional.

Vitória/ES, 05 de abril de 2023,

A coordenação.

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BOLETIM Nº67: JANEIRO DE 2023

CRESCIMENTO INSUSTENTÁVEL

O Boletim de Conjuntura em Economia da Ufes, produzido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura da Universidade Federal do Espírito Santo, chega a sua 67ª edição. Seu formato segue a mesma estrutura da edição anterior, com quatro seções, a primeira com a análise do nível de atividade, política fiscal e setor externo, a segunda sobre a política monetária e inflação e a terceira tratando do mercado de trabalho. Completa o texto, a tradicional análise do economista Fabrício Oliveira, fazendo um balanço da política econômica no ano de 2022. Um anexo estatístico fecha o boletim.

Os textos que seguem interpretam os resultados referentes ao ano de 2022, ano que vem sendo entendido como de recuperação econômica, melhoria das contas públicas e aquecimento do mercado de trabalho. Entretanto, essa interpretação denota somente um lado da questão, isto é, por baixo dessa fina camada de crescimento econômico, apresenta-se uma economia com fraca capacidade de crescimento sustentável ao longo do tempo, permanência do processo inflacionário e intensificação da precariedade laboral.

Assim, sob o título
Crescimento Insustentável, a análise conjuntural aqui desenvolvida questiona essa interpretação e levanta indicadores que mostram a fragilidade da dinâmica de crescimento que vem se apresentando, a resiliência do processo inflacionário, o crescimento da informalidade e das ocupações mal remuneradas. Tudo isso em um cenário internacional desafiador, como bem contextualiza o texto do Professor Fabrício de Oliveira. Nesse sentido, sua análise indica que o cenário atual é extremamente complexo, seja pela necessidade de criação de um novo arcabouço fiscal, seja pelos desafios impostos pelo cenário internacional ou pela crise econômica nacional que se arrasta pela última década, o que desafia a capacidade de atuação do novo governo.

Nós, professores e estudantes do Grupo de Conjuntura, convidamos a todas e todos para a leitura dos textos produzidos para a presente edição.

Boa leitura!
Grupo de Conjuntura

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BOLETIM N°66: AGOSTO DE 2022

UMA MELHORA QUESTIONÁVEL

 

O Boletim de Conjuntura em Economia da Ufes, produzido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura da Universidade Federal do Espírito Santo, chega a sua 66 a edição. Seu formato segue a mesma estrutura da edição anterior, com quatro seções, a primeira com a análise do nível de atividade, política fiscal e setor externo, a segunda sobre política monetária e inflação e a terceira tratando do mercado de trabalho. Completa o texto, a tradicional análise do economista Fabrício Oliveira, fazendo um balanço da economia mundial e nacional. Um anexo estatístico fecha o boletim.

Os textos que seguem apresentam o desempenho da economia brasileira após a vacinação de mais de 75% da sua população contra a COVID-19. Embora esse resultado não tenha encerrado a pandemia, ele permitiu uma circulação de pessoas sem o espectro dos lockdowns, o medo da contaminação e adoecimento grave e a exaustão do sistema de saúde público e privado. Diante desse recorte, os dados analisados compreendem o ano anterior à pandemia da COVID-19 e o primeiro trimestre de 2022.

Sob o título “Uma melhora questionável”, a análise conjuntural aqui desenvolvida questiona os resultados positivos da economia brasileira neste começo de 2022. Afinal, o crescimento do PIB não demonstra sustentabilidade em seus indicadores, a inflação atingiu um patamar elevado, a taxa Selic tem sofrido sucessivas altas e o crescimento da ocupação da força de trabalho se dá puxada pela informalidade. Quando somados, esses fatores apontam para uma tendência de baixo crescimento e piora na qualidade de vida.

Nesse sentido, os dados apresentados e o texto do professor Fabrício de Oliveira permitem questionar o resultado aparentemente positivo apresentado pelos indicadores macroeconômicos nacionais. O professor Fabrício mostra, ainda, que o cenário de recessão para a economia mundial neste ano de 2022 reforça a dura realidade para a economia brasileira nos próximos anos e pode se aprofundar mediante o potencial acirramento de um conflito mundial. Neste sentido, o desenho do futuro da economia brasileira ainda não está claro e a melhora de alguns indicadores deve ser interpretada com ressalvas.

Nós, professores e estudantes do Grupo de Conjuntura, convidamos a todas e todos para a leitura dos textos produzidos para a presente edição.

Boa leitura!
Grupo de Conjuntura

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RESULTADO PROCESSO SELETIVO

É com muito prazer que divulgamos o resultado final do nosso último processo seletivo!                A coordenação geral já entrou em contato (via e-mail) com todos os estudantes participantes do processo seletivo com o resultado, as notas e a classificação geral. Além disso, os coordenadores de cada subgrupo entrarão em contato em breve com cada aluno/a. 

Agradecemos a todos que participaram!
E boas-vindas aos novos integrantes!

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